16.4.18

LLANSOL NA REVISTA DIAPHANES, DE BERLIM

O último número da revista multidisciplinar de Berlim, a Diaphanes, que se publica em inglês e alemão, inclui no seu último número uma apresentação da relação de Maria Gabriela Llansol e a sua escrita com o místico sufi Ibn' Arabî, que marca presença nas suas obras entre finais dos anos setenta e meados dos anos noventa, concretamnte em livros como Finita e Inquérito às Quatro Confidências.
Os textos de Llansol e a introdução de João Barrento podem ler-se nas páginas seguintes numa das duas línguas da revista.








12.4.18

PATRÍCIA E GABRIELA
A história continua...

Depois de ter estado connosco no Espaço Llansol no último sábado, a escritora Patrícia Portela faz o seu próprio balanço dessa conversa na sua página habitual do último JL, acabado de sair. Está tudo aí, Patrícia fala com Gabriela e dá conta de uma ligação, não perigosa, antes imprevista e duradoura. Assim: «gosto de te ler porque nunca se pode, nunca se deve, nunca se consegue ler-te até ao fim. Não tens caminho, só tens viagem. Tudo são passagens em ti, como os dias. Como as horas. Como o tempo. Como nós. afinal, não é?...»
Leia-se tudo aqui:
Obrigado, Patrícia!

8.4.18

«UM LIVRO ACONTECE-ME...»
PATRÍCIA PORTELA NO ESPAÇO LLANSOL

No ciclo «Llansol: A Luz de Ler» tivemos o privilégio de receber no sábado no Espaço Llansol a escritora Patrícia Portela – que a si mesma se vê, de preferência e à semelhança de Llansol, como «escrevente» (no tempo progressivo e activo do verbo e do gesto de escrever), alguém a quem os livros (que neste caso já são muitos) «acontecem» e vão «fermentando» até desabrocharem, mas sem nunca serem flores para a eternidade.
Patrícia Portela é uma criadora de múltiplas vocações – o desenho, a performance, a cenografia, o teatro, a escrita infantil e tantas outras, mais ou menos narrativas ou inclassificáveis. Vive em Antuérpia – o lugar das beguinas nómadas, Eleanora e Margarida, e da «casa do livro» que é a tipografia de Plantin-Moretus em Na Casa de Julho e Agosto –, mas tem vivido e trabalhado em permanente itinerância, os seus textos são também «lugares que viajam» e se movem entre géneros, formas, registos, num espaço de «liberdade livre», infixo e sem fim, como o dos livros de Llansol.
Das suas ligações a esses livros nos falou Patrícia Portela, desde o dia em que, com catorze anos, um tio-leitor e subvertor de cânones lhe pôs na mão um primeiro livro da nossa escrevente. A semente haveria de dar frutos, desviando-a de outras dependências mais acomodadas, num percurso artístico e de escrita em que a criação de mundos paralelos, a capacidade de «tornar a ausência presente», a construção de um «projecto do humano» próprio ou a transformação em escrita de uma «ordem figural do quotidiano» são desde há muito oferecidas por Patrícia Portela aos seus leitores e espectadores.
É o que acontece com o seu último livro, Dias Úteis, do qual nos leu o primeiro capítulo («Segunda-feira»), que funciona – com o «Prefácio fora de Jogo» e a «Didascália» que o antecedem – como um (muito llansoliano) conjunto de «instruções de leitura» para esta e toda a outra sua escrita, lembrando ao leitor que só vale a pena ler se for para «fazer a diferença», que as palavras são para trabalhar como coisa plástica, transversalmente aos sentidos estabelecidos, e que um livro é sempre uma construção desconcertante nascida de uma imaginação não fantasiosa, mas realmente imaginante e criadora – e que assim, diz também Llansol evocando um dos seus «mestres», Ibn 'Arabî, verdadeiramente «faz conhecer».
Como pendant à leitura de Patrícia Portela, ouvimos também algumas páginas de uma agenda de Maria Gabriela Llansol (de 1989) pelas quais se tornaram ainda mais evidentes alguns paralelos entre as duas autoras: a importância dos «livros dos dias» que ambas escrevem, dias que são «preciosos, não são para apagar-se»; os ritmos e os registos de escrita, com ou sem «verbetes filosóficos» inspiradores, e a sua capacidade de ampliar, fazer vibrar e dar a ver, para além da superfície, os pequenos ou grandes incidentes dos dias, para chegar a interpretações da vida e leituras do mundo e da condição humana com muitos pontos de contacto entre duas agentes da desestabilização do pensamento acomodado, de hábitos cristalizados, de «evidências» nada óbvias.
Deixamos aqui – com a sugestão de leitura paralela com os Dias Úteis, ou O Banquete, de Patrícia Portela (Editorial Caminho, 2017 e 2012) – as seis páginas da Agenda 25 de Maria Gabriela Llansol lidas nesta sessão de «A Luz de Ler»:

8.15 [oito e um quarto]: O Augusto levanta-se e eu angustio-me, porque a manhã ainda não abriu.
11 : Mantenho a chama, dando de comer aos animais.
12 : Se alguém ainda não me telefonou, penso na serenidade.
14 : A tarde eleva-se, eu olho o exterior que neste momento não faz parte de mim própria.
16 : Estive deitada. Trabalhei um pouco na casa, com uma rapidez que me confrange o estômago.
19 : Quem me acompanha, chega.
20 : A noite tem um dos seus maiores jardins aqui.
A minha afinidade com as agendas é grande. Esta é um belo livro dos dias. Os dias são preciosos, não são para apagar-se. Se cada dia fosse um livro, o dia deveria ter uma energia durável. Há dias reflecti sobre o tempo, com uma certa raridade de imagens.  O tempo é belo, estamos sempre envolvidos por ele, e um dos maiores dons que me foi dado é a participação mental na elasticidade física do tempo.
A unidade dos dias foi uma centelha. Jade chega e geme, porque as suas percepções rareiam. Sento-me a escrever com a sensação de não ter mudado de texto.
Há aqui uma sonoridade que não me surpreende.
Atravesso o pinhal com o Augusto para irmos à Senda. Os problemas económicos  inquietam-me destrutivamente.
Regozijo-me sempre quando a noite principia.
Marco esta hora.
Leio Eckhart quando quero estimular o meu próprio pensamento.
Adormeço, o que é raro de manhã, e sonho com a serpente ser.
Transmito o sonho ao Augusto, e alegramo-nos os dois. Passeio rápido através do pinhal, seguindo o Augusto. Anoto o sonho no meu caderno de apontamentos.
Alegro-me com a ideia de que possuo uma agenda, um lugar para guardar a energia dos dias e brincar a escrever no momento filosófico que atravesso. [...]
Horas de doença que se prolonga há uns três dias. Todos os actos que tenho de fazer se prolongam como se nunca mais acabassem.
O ponto fulcral não foi a doença súbita do Jade, doença de velhice que o desorientou, o separou dos quatro sentidos da casa.
Eu tive da L., das pessoas da casa, das conversações filosóficas, muitas provas de amizade, ou seja, de afecto, que é uma palavra que implica um elo. Sinto-me desmunida, levada pelas vagas da cosmogonia que, por vezes, são altas ondas chocantes (chocam-me a mim, não chocam, por exemplo, o A.).
LL optou pela vida e poupa as forças para o esforço enorme que agora lhe traz a vida quotidiana. Está a liquidar o passado, a sua carga é muito grande. No meio de todas estas referências nefastas, materiais, eu procuro discernir o espaço da visão. Aproxima-se uma ida à Bélgica.
Um escritor como eu não tem trabalho. Passa a vida a fiar os seus nadas; uma luz entrou por debaixo da porta e agora, crescendo, concentra toda a minha atenção. Tenho medo do crescimento da luz, que a luz cresça e me leve, e me faça mal. Bonjour – o cão consolador da ausência de Jade – desapareceu. Faço mal em acordar, os sentidos, as sensações adormecidas: todo o meu espaço se torna um plangente tempo de ausência. Começou na ausência de Jade – e cresceu_______ É um tempo bom de muito sofrimento.
A disciplina a que me submeto é extremamente repressiva. O meu companheiro caiu no silêncio, que marca o seu trabalho interior e exterior. Tenho sede de consolação______   e no entanto são-me dados abundantemente os bens da terra. [...]

A «CASA DE JULHO E AGOSTO»
no Monde Diplomatique

O último número do Monde Diplomatique (edição portuguesa) traz na sua secção «Outras palavras» uma página dedicada ao novo Espaço Llansol, com fragmentos inéditos de Llansol sobre a figura da «Casa» e um texto de João Barrento a propósito do novo Espaço, aberto em 2017 em Campo de Ourique, e os princípios que, aí como antes em Sintra, orientam o nosso trabalho de preservação e divulgação da memória de Maria Gabriela Llansol. Os textos podem ler-se clicando na imagem abaixo ou ampliando-a a partir do ambiente de trabalho.


29.3.18

«LLANSOL: A LUZ DE LER»
O TESTEMUNHO DA ESCRITORA PATRÍCIA PORTELA

A próxima sessão pública do Espaço Llansol, no próximo sábado 7 de Abril, pelas 16 horas, voltará à série «A Luz de Ler», iniciada em Fevereiro, desta vez com a presença da escritora (também artista plástica, cenógrafa, actriz... «e tudo»!) Patrícia Portela. Autora de mais de uma dezena de títulos (o último dos quais Dias Úteis, contos saídos na Editorial Caminho), reclama-se expressamente da importância da Obra de Maria Gabriela Llansol para a sua escrita, e dessa relação decisiva nos falará nessa sessão. Os paralelos são bastantes, a originalidade e a força desestabilizadora de convenções e géneros são traços comuns a ambas as escritoras.
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Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, vive entre Portugal e Bélgica e itinera com regularidade pela Europa e pelo mundo. Reconhecida nacional e internacionalmente pela peculiaridade da sua obra, recebeu vários prémios (dos quais destaca o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/F.C.G. para Flatland I - 2005- ou o Prémio Teatro na Década para Wasteband - 2003). Autora de vários romances e novelas como Para Cima e não para Norte (2008) ou O Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE), participou no 46º International Writers Program em Iowa City em 2013 e foi a primeira Outreach Fellow da Universidade de Iowa City. Foi uma das 5 finalistas do Prémio Media Art Sonae 2015 com a sua instalação Parasomnia, e a primeira bolseira literária de Berlim da Embaixada Portuguesa na Alemanha em 2016. É cronista do Jornal de Letras e de Coffeepaste desde 2017.

25.3.18

ALDINA DUARTE NO ESPAÇO LLANSOL


Para a Aldina:

Entre o reino que nos coube
E o enredo do seu espanto,
Aldina esteve connosco,
Deixou ouvir o seu canto.

Com seus duendes e fadas,
Escrevendo letras vibrantes,
Aldina e Llansol, aladas,
Traçam voos imaginantes.

Qual foi a porta de entrada?
Por que caminhos seguiu?
Aldina deixou espantada
A plateia que a ouviu.


Aldina Duarte esteve ontem no Espaço Llansol à conversa com João Barrento e Maria Etelvina Santos, para nos iluminar com as suas revelações sobre os caminhos que a levaram a Maria Gabriela Llansol. Ficámos a saber muito sobre os modos de composição do seu último disco, Quando se ama loucamente, e sobre o diálogo produtivo e criativo que encetou com a escritora há algum tempo. As letras de Aldina Duarte nesse disco, escritas a partir de linhas de Llansol, revelam um sentido poético muito raro em letras de fado, reveladoras dessa relação de contágio irresistível e de resposta, neste caso musical, aos apelos do Texto.



Tudo isto é melhor explicado pela escritora Hélia Correia no caderno que acompanha o disco:
«As raras obras que dão luz pertencem ao estádio superior em que o humano já nada comunica: contagia [...] 
A casa da palavra llansoliana escolhe, com rigor, os visitantes. Ainda não formam a comunidade, mas serão convidados para a mesa se trouxerem algumas qualidades: delicadeza, dedos apurados, um bom ouvido e um bom olhar para a leitura. Assim se fazem os serões com vela acesa. Não é preciso esforço para avistar, no meio deles, inclinada, a Aldina Duarte. E ela sabe a que lugar pediu guarida, esse lugar onde há 'o dom da troca', onde 'os vivos da espécie terrestre' se confortam, respirando o mesmo ar.
Aldina oferece uma beleza cuidadosa, poemas rendilhados, um murmúrio que pode fazer parte da casa...»
 Aldina Duarte no Espaço Llansol

23.3.18

«A IDEIA DA POESIA É A PROSA»
LLANSOL E A QUESTÃO DA POESIA

João Barrento falou ontem no Espaço Llansol da ideia da poesia em Llansol, uma intervenção integrada nos dias da Feira do Livro de Poesia de Campo de Ourique. A palestra abarcou os principais tópicos fornecidos pela obra publicada e por muitos inéditos (expostos na ocasião) sobre a questão da poesia, abrindo com uma passagem de Os Cantores de Leitura e fazendo depois o seu desdobramento progressivo em comentários que foram ampliando a questão. Deixamos aqui alguns dos parágrafos iniciais e a conclusão, na impossibilidade de reproduzir toda a conferência. No video apresentado no final deram-se a ouvir, não apenas alguns fragmentos dos cadernos manuscritos sobre a poesia, mas – em estreia absoluta – alguns dos poemas juvenis de Maria Gabriela Llansol.

... criar ruídos que sejam uma contra-música. Dar substância harmónica aos ruídos... Tudo se passa ao nível das paisagens de imagens. Das suas sonoridades. Das suas parecenças e dissemelhanças.   (M. G. Llansol, Os Cantores de Leitura)


Parti desta passagem sobre a «contra-música» porque a expressão se ajusta perfeitamente àquilo que ouvimos em qualquer página de escrita de M. G. Llansol: a harmonia dos ruídos (daquilo a que geralmente se chama a sua «prosa poética»), as paisagens de imagens, as suas sonoridades dissonantes, a tensão entre elas, as suas «parecenças e dissemelhanças». 
É esta, basicamente, a «melodia» de qualquer texto de Llansol – por isso ele é «poético» (da raiz poieín = pôr as palavras a agir), não sendo «poesia» em sentido estrito. A sua natureza é a de um «drama-poesia» (um agir, sobre quem lê, da palavra com o seu enigma).

Num outro livro lemos também: “Os poetas vêem, e anunciam a geografia imaterial por vir”. Não é epígrafe de poeta, mas vem de alguém que conhece bem o potencial «utópico» da poesia, muito embora, para Llansol, a utopia que o poema contém não seja devaneio inconsequente, nem sonho acordado, nem profetismo: é, sim, uma energia, uma força, uma vontade de não deixar as coisas, nem quem as olha, nos lugares onde estão. Na frase está contido todo um programa do que podia ser, mas nem sempre é, a força da poesia como motor de transformações – e a própria escrita de MGL. Reparem em cada um dos segmentos da frase: o poeta vê e anuncia (é vidente e profeta), anuncia uma ordem nova para as coisas do mundo (uma geografia) que, no entanto, não é deste mundo (é imaterial), e por isso é sempre algo de diferido, da ordem do desejo (por vir). E no entanto, a poesia, o texto que o poeta escreve ou diz, sabe o que está a acontecer. Para além de «sismógrafo» de uma sociedade, a poesia pode ser mais do que registo de uma subjectividade – pode ser também escrita do mundo. Era assim que Llansol a imaginava, como escuta ritmada e «contra-música» da respiração do mundo. 
[...]
Concluo explicando o título que dei a esta intervenção, e que vem de um conjunto de ensaios sobre a poesia de Hölderlin, do filósofo francês Philippe Lacoue-Labarthe: a Ideia da poesia é… a prosa. Para o que aqui importa: a prosa de Llansol, na sua utilização ex-cêntrica de uma linguagem comum e imagética, mais do que poesia, mais do que prosa poética, é uma Ideia da poesia. A Ideia não é o conceito, é o lugar ideal onde se projectam todas as particularidades dos fenómenos, ou a sua quintessência – tudo aquilo que, na prosa de Llansol, indicia um substrato poético, e que já fomos enunciando. Esse substrato tem a ver com o ritmo, com a fragmentação do discurso, com a indecidibilidade de género, com transições entre a narratividade e a escansão poética da frase, com particularidades gráficas (o traço, os brancos). Tudo isto gera no texto llansoliano (e também nas suas traduções de poetas, de que não vou ocupar-me) uma espécie de dupla engrenagem, entre a proximidade ofuscante da imagem e a distância (aura?), não do indizível, mas do reverso ou da dobra das coisas e do mundo. Há um «sistema» que subjaz a este caos aparente e movediço, uma qualquer totalidade impalpável e inexpressa, mas sensível, que actua no subsolo poético da prosa de Llansol.

         A sua relação com a prosa narrativa mais convencional seria, assim (para utilizar uma sugestão do poeta Yves Bonnefoy), como a do desenho com a pintura. Segundo o poeta francês, num artigo intitulado «O desenho e a voz», o que fala no desenho, no «acontecer do traço», é uma presença. Presença do ausente, como explica Bonnefoy recorrendo à história das origens míticas do desenho, a da filha do oleiro de Sícion que desenha na parede os contornos da sombra do amante, para lhe prolongar a presença. Inventa, assim – como Llansol para a escrita –,  «a grande figuração», aquela que «não se interessa pelos aspectos exteriores, mas pela possível presença plena». O seu «mais íntimo projecto» é: não representação, mas presença. E ao proceder assim, consegue que no «grau zero da mimesis», na ausência da imitação ou representação, se perfile «a presciência do invisível». É afinal o que acontece em toda a grande poesia do mundo.









13.3.18

O ESPAÇO LLANSOL
NA FEIRA DO LIVRO DE POESIA 
DE CAMPO DE OURIQUE

Entre os dias 21 e 25 de Março terá lugar, em vários espaços de Campo de Ourique, mais uma edição da Feira do Livro de Poesia, que integra o Dia Mundial da Poesia (21 de Março).
O Espaço Llansol associou-se a mais este evento, com a programação que divulgamos aqui.


E deixamos também a programação geral destes dias da Poesia:
(arrastar para o ambiente de trabalho para aumentar)

5.3.18

«ESTE BAIRRO VEM DE TÃO LONGE PARA MIM...»

Campo de Ourique, o bairro onde nasceu e cresceu, tem uma presença constante nos diários e cadernos manuscritos de Maria Gabriela Llansol, desde 1949. É esse o tema que trataremos na nossa próxima sessão pública, no Espaço Cultural Cinema Europa, pelas 16 horas do sábado dia 10 de Março, com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, Dr. Pedro Cegonho. Evocaremos ainda o dia 3 de Março (os dez anos da partida da Maria Gabriela) e faremos uma viagem pelos lugares de Campo de Ourique que eram os seus, e pelas suas transfigurações por via da escrita ao longo do tempo, quer antes quer depois dos vinte anos do exílio da Bélgica.

Projectaremos ainda  um video que documenta a vida e as vivências de Llansol em Campo de Ourique, e que integra a leitura de um número significativo de textos sobre esses lugares do bairro onde hoje se encontra também o Espaço Llansol.

3.3.18

NOS DEZ ANOS DA PARTIDA...

... para Maria Gabriela Llansol, fazendo nossas as suas próprias palavras:

(Fotografia: Maria Etelvina Santos)