27.3.21

A LUZ DE LER

(16)

Recebemos do C.E.M.-Centro em Movimento, de Lisboa, através dos amigos Bernardo Bethônico (ex-colaborador do Espaço Llansol) e Sofia Neuparth (que dirige o C.E.M.), três videos-performance com leituras feitas a partir do livro Contos do Mal Errante (capítulos XII, XV e XIV).

Deixamos o link para o visionamento dos três videos em sequência, com os nossos agradecimentos ao Bernardo, à Sofia e a todo o C.E.M. : https://vimeo.com/529417681


22.3.21

 A LUZ DE LER

(15)

Mais uma leitura, desta vez por voz masculina, na série que já vem de longe, A Luz de Ler.



 

Jaime Rocha, poeta, dramaturgo, novelista, lê-nos o enigmático e revelador início de Um Beijo Dado Mais Tarde, em que é cortada a língua da impostura que a rapariga tanto temia – e que mais tarde deixou de temer, porque decepou a memória desses tempos e se tornou na «rapariga desmemoriada» de O Jogo da Liberdade da Alma. E que no livro de onde hoje se fará a leitura chega já, enquanto Témia, a uma «relação de não hipocrisia com a palavra», coisa quase desconhecida nos tempos que correm.

O video com a leitura de Jaime Rocha pode ver-se aqui: https://vimeo.com/527274567

20.3.21

 NO DIA MUNDIAL DA POESIA

– A Poesia estendida –


Maria Gabriela Llansol só escreveu (formalmente) poesia na sua juventude. Depois, a poesia infiltra-se progressivamente, e das mais diversas formas, nos seus livros de prosa, anunciando uma geografia imaterial por vir. Ou como uma forma de contra-música que se torna poesia do mundo e não apenas do Eu, e que ela define assim no último livro que publicou, Os Cantores de Leitura:

Criar ruídos que sejam uma contra-música. Dar substância harmónica aos ruídos... Tudo se passa ao nível das paisagens de imagens. Das suas sonoridades. Das suas parecenças e dissemelhanças.

Amanhã, dia 21 de Março, celebra-se o Dia Mundial da Poesia, que costumava ser assinalado em Campo de Ourique, no Jardim da Parada, com a Feira do Livro de Poesia, que este ano (como já em 2020) não se realiza. Em vez disso, a Casa Fernando Pessoa e a Junta de Freguesia propuseram (e o Espaço Llansol colaborou no projecto) que se desse a ler e ver a «poesia estendida» em algumas fachadas de casas do bairro, com frases de poetas que viveram em Campo de Ourique, a começar por Pessoa e indo até Ruy Belo, Luísa Neto Jorge, Fernando Assis Pacheco e Maria Gabriela Llansol.

 

Nas imagens, os exemplos da Casa Fernando Pessoa e do Espaço Llansol.

8.3.21

«UM OLHAR INTENSO PODE INCENDIAR O TEXTO»

O filme Llansol

Durante o ano de 2019, o realizador Abílio Leitão e o poeta Fernando Luís Sampaio, autor do guião, passaram muitas vezes pelo Espaço Llansol para, juntos, nos lançarmos na difícil e prolongada aventura de construir um filme que desse a ver e ouvir os momentos fundamentais da vida de Gabriela, as veredas mais frequentes por onde se movimenta a sua escrita, as Figuras que ela arrancou ao fluxo do tempo e às vicissitudes da História para lhes dar nova vida.

O seu espólio, o de escrita e o material, foi uma fonte inesgotável de ideias e de inspiração, e o resultado vai ser mostrado no próximo dia 11 de Março, pelas 23h40, no segundo canal da Radiotelevisão Portuguesa (RTP2).


Deixamos aqui a ficha técnica completa do filme, e a ligação ao trailer de apresentação, que poderá ver clicando neste link:  https://vimeo.com/519471966


6.3.21

UMA COROA DE LUZ E DE SONS

Música para Llansol

 

 

O compositor João Madureira escreveu já por mais de uma vez peças a partir de textos de Maria Gabriela Llansol, entre elas a grande ópera Metanoite, apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian em 2007. Para o Dia Llansol no Centro Cultural de Belém, em Março de 2011, o João compôs uma peça para piano e voz, executada na altura pela pianista Ana Telles, com leituras do actor Diogo Dória.

Agora, Ana Telles e João Madureira reencontram-se num CD (Estudos Literários - Retratos, da editora mpmp:https://mpmp.pt/produto/25-madureira-estudos/) em que o compositor reune peças dedicadas a amigos, músicos, escritores, artistas, e lá surge, em nova forma, uma das peças compostas a partir de Maria Gabriela Llansol, agora com o título «Coroa», e com interpretação e leitura de Ana Telles (duas passagens do livro Amigo e Amiga).

Pode ouvi-la, com mar e céu em fundo, clicando neste link: https://vimeo.com/520321613


3.3.21

A CASA LEMBRA-SE...

(Evocando Maria Gabriela Llansol)

A Casa de Julho e Agosto está só, espera pelo reencontro. Mas em cada canto, em cada objecto, continua vivo e presente o espírito de Maria Gabriela, que nos deixou faz hoje treze anos.

Evocamo-la levando até vós, os que a conhecem e os que nunca nela entraram, a sua «casa», o seu mundo de escrita e de objectos à espera de «vida figural», sobre os quais ela um dia escreveu:

Se gosto tanto desses objectos, por vezes simplicíssimos e sem marca de distinção, é porque onde outros vêem só tempo sedimentado, eu vejo imagens sobrepostas que me olham, prestes a continuar a sua viagem...

Para entrar na casa e nos seus recantos, e ouvir o que Maria Gabriela sobre ela diz, clique no link: 

https://vimeo.com/518731865

1.3.21

 A LUZ DE LER

(13 + 14)

Do Mundo à Restante Vida

Continuamos hoje a série de leituras de textos de Llansol por legentes suas, agora com duas escritoras, duas leituras, duas paisagens diferentes deste Texto.

Numa das leituras, o lado mais explicitamente político – que também existe – desta Obra; na outra, a sensibilidade ao mais frágil e «despossesso», a escrita, a criança, a arte da música.

No primeiro caso (um excerto de um artigo publicado na revista Vértice em 1991: «Diálogo com Llull») somos confrontados com uma leitura da História como acumulação de desastres que os muitos «rebeldes» e «pobres da História» não puderam evitar, para inverter o rumo dessa História do mundo no sentido de uma «Restante Vida».


O video de Teresa Cadete (professora) / Teresa Salema (escritora) aqui:

https://vimeo.com/518156707

*******

Na segunda leitura temos uma página desse livro da reconciliação consigo mesma que é Amigo e Amiga. Curso de Silêncio de 2004, em que regressamos à casa dos Bach em Leipzig (e à Escola da Rua de Namur, em Lovaina), dois oásis por onde a Restante Vida e a esperança terão passado um dia.

 


O video da escritora Julieta Monginho aqui:

https://vimeo.com/518160736 

26.2.21

OS SONHOS DE LLANSOL

E O SONHO DOS POBRES DA HISTÓRIA

O Expresso de hoje traz-nos, na página da crónica regular de José Tolentino Mendonça «Que coisas são as nuvens», a confirmação de que «somos mais feitos de acasos que de escolhas», como um dia escreveu um filósofo alemão do nosso tempo. De facto, o cronista, hoje cardeal e llansoliano de longa data, conta como descobre por acaso numa livraria, lado a lado, como na biblioteca dos «laços de família» (temáticos e históricos) que era a de Aby Warburg, dois livros que, à primeira vista, nada têm a ver um com o outro: o ensaio de Éric Vuillard A Guerra dos Pobres (D. Quixote, 2020) e o Livro de Horas de Maria Gabriela Llansol O Sonho é um Grande Escritor (Assírio & Alvim, 2020). 

Mas de facto há afinidades entre os dois. Para além da figura tratada no livro de Vuillard, o «teólogo da revolução» Thomas Müntzer, ser figura central na primeira trilogia de Llansol, um dos «filhos do nada» que se sacrifica por uma humanidade mais humana, os dois livros tratam de facto da mesma matéria, a matéria dos sonhos de que vive cada um e toda a História humana, num caso o sonho como alimento da escrita, no outro como a mola essencial dos «pobres» e dos «rebeldes» dessa História.

O texto de José Tolentino Mendonça pode ler-se aumentando a imagem que se segue:



19.2.21

 A LUZ DE LER

 (11 | 12)

Dois novos momentos de leitura, centrados, por vias diferentes, no mesmo texto de Maria Gabriela Llansol: Amar Um Cão, o relato de um nascimento singular e de um desaparecimento com promessa de retorno, uma história de relações não hierarquizadas, «na perpendicular do ceptro», quer dizer, à revelia de todos os poderes.

 


Celeste Pedro lê de Amar um Cão (clique no link abaixo):

https://vimeo.com/514423585

************


Hélia Correia lê do capítulo «Amar um Cão», de O Senhor de Herbais (clique no link)

https://vimeo.com/514412821

5.2.21

 A LUZ DE LER 

(9-10)

Duas novas leituras por legentes de Llansol. A primeira, por Fátina Dinis, leva-nos ao dia 19 de Janeiro de 1977, no Diário Finita, e aí Llansol lembra: «Afinal, a minha vida é uma investigação espiritual», e «desço as escadas com um desejo de vida eterna» — e quem o não sente, para lá da vida que o não é, aquela que estamos a viver?

Veja o video de Fátima Dinis clicando neste link:

https://vimeo.com/508921333

 -o-o-

O segundo video traz-nos a leitura de um Lugar d' O Livro das Comunidades por Albertina Pena, professora e membro da Direcção do Espaço Llansol. Aí se fala de Nietzsche, «o homem do livro», que tinha por hábito, nos seus passeios, «arder num fragmento do tempo» – e com isso convocar o eterno retorno, agora não já do mesmo, mas do mútuo. Noção que serve bem aos tempos que correm.


Veja o video de Albertina Pena clicando neste link:

https://vimeo.com/508935726