ECKHART E[M] LLANSOL
27.5.26
Publicado às
13:35
19.5.26
IMAGENS DE «PARASCEVE»
A artista brasileira Debora Censi concluiu recentemente um projecto que designou de «ensaio visual» concebido a partir do livro de Maria Gabriela Llansol Parasceve. Puzzles e ironias. O projecto foi desenvolvido no âmbito da 4ª Residência Artística Taguspark (em Oeiras), entre Janeiro e Abril de 2026, e dele resultaram duas séries de obras, de que aqui apresentamos uma breve selecção (com os respectivos textos de apresentação pela artista): uma série de dezasseis pinturas a óleo («Tudo o que resta de uma vida quando ela passa aqui») e outra de oito desenhos de árvores, em grafite e «aguadas» («Recordar é quase, de certeza, um ainda-mais-morrer»).
I - TUDO O QUE RESTA DE UMA VIDA QUANDO ELA PASSA AQUI
«O ensaio visual foi realizado a partir do texto de Maria Gabriela Llansol Parasceve. Puzzles e ironias, produzindo imagens que perpassem olhares sobre a escrita de Llansol.
Inverte o processo da autora, que parte de uma imagem-objeto e segue para a palavra. Aqui, a palavra é o ponto de partida, produzindo uma outra imagem, não a original, nem uma ilustração ou representação, mas sim um procedimento interpretativo, um novo acontecimento. Existe, no entanto, a intenção de manter os deslocamentos característicos de Llansol. Os tempos são deslocados e realizados, sobrepostos como camadas de pintura, transparências, resultando em uma única imagem: onde a cronologia perde importância e sentido, há então a simultaneidade».
II - RECORDAR É QUASE, DE CERTEZA, UM AINDA-MAIS-MORRER
«A partir da leitura do livro Parasceve. Puzzles e ironias, de Maria Gabriela Llansol, produzi uma sequência de desenhos. São árvores que imaginei estarem relacionadas com a escrita e o percurso de Llansol.
Para Llansol, a árvore se apresenta como acontecimento, como presença. É a existência plena e, principalmente, livre de autobiografia.
Os desenhos são basicamente troncos e galhos, árvores invernais, estação predominante no livro. É a estrutura que se sustenta no torpor até o início do florescer.
É Parasceve».
Publicado às
14:04
17.5.26
MUSIL E(M) LLANSOL
Dois místicos sem misticismo
O essencial de uma convergência singular entre dois escritores «inactuais» e necessários à actualidade, na introdução ao caderno que acompanhou – com uma Cronologia ilustrada da vida e Obra de Robert Musil – a sessão de sábado no Espaço Llansol:
Publicado às
10:02
6.5.26
MUSIL E(M) LLANSOL
«O MISTICISMO DO DIA CLARO»
No próximo dia 16 de Maio, pelas 16 horas, trataremos, em mais uma sessão pública, da relação de convergência e afinidade entre Llansol e uma das suas «figuras» até agora pouco tratadas, o autor de O Homem sem Qualidades, Robert Musil, que ela traz para a sua escrita e considera ser da sua «linhagem». O ponto de convergência poderá ser o de um «misticismo do dia claro», objecto de busca do romance de Musil. Trata-se de um «estado de alma» que que se alimenta, não do mistério das religiões, mas do enigma das coisas, a «luz do dia claro» em Musil, uma «estética do fulgor» em Llansol.
João Barrento comentará as ligações entre os dois «escreventes», e teremos o habitual caderno, com textos de ambos.
Publicado às
22:56




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