11.12.20

O TEXTO-CATARINA

Leitura em video

 Na sequência da apresentação do novo livro de Maria Gabriela Llansol que fizemos aqui há dias (O Texto-Catarina, Edições Sr. Teste), proporcionamos hoje uma entrada mais viva e pormenorizada nessa obra,  uma janela aberta para entrar nos meandros do texto, através do video com a leitura de fragmentos por Maria Etelvina Santos, que pode ver clicando neste link:  https://vimeo.com/489952093

7.12.20

 O TEXTO-CATARINA

Um surpreendente inédito de Maria Gabriela Llansol

Acaba de sair na colecção «Fulgor Quotidiano», da Sr. Teste Edições, mais um livro inédito de Maria Gabriela Llansol, que o posfácio desta bela edição (organizada por Maria Etelvina Santos e João Barrento, com composição gráfica de Catarina Domingues) apresenta assim:

Como tantas vezes acontece na Obra de Llansol, este pequeno livro nasce de uma circunstância autobiográfica, para logo superar e transfigurar os limites da biografia e elevar a escrita a um registo mais amplo, universal na sua inevitável radicação em vivências pessoais. O que, de facto, encontramos neste livro é uma reflexão permanente (e permanentemente apoiada em imagens) sobre os modos como a realidade devém texto (a realidade vivida, a realidade lida em textos de outros, a realidade visionada). A partir de uma figura de mulher que dá nome e corpo à escrita, de um rio que se transfigura em fluxo dessa escrita e espelho de um Eu duplo, de um quadro de Rembrandt que passa e «volta texto», dos mais variados lugares concretos, entre o Douro e Sintra, vamos percebendo que a fonte do texto que aqui assume nome de mulher, o útero da escrita, é o Vivo com a sua vibração libidinal, o seu corpo móvel, os seus horizontes sem limites. [...]

E ainda:

Estamos perante uma das mais insistentes e originais reflexões («encenadas») de Maria Gabriela Llansol sobre o que é isso do texto enquanto coisa viva: como nasce, como se expande e retrai, que hesitações atravessa, como é múltiplo e uno... Tudo parece ser, na alternância constante – e distanciadora, estranhante – entre ela e ele, Catarina e Texto, uma grande alegoria do processo de textuar – fazer nascer a escrita como coisa viva, bela e imprevisível, «íntima textura», como uma mulher.

Dentro de dias daremos um ideia mais clara deste texto original, num video com leitura de algumas passagens.

O livro pode ser pedido desde já para o e-mail do editor: assimparece@gmail.com

3.12.20

 O SONHO É UM GRANDE ESCRITOR

Três leituras dos sonhos de Llansol

O último Livro de Horas com inéditos de Maria Gabriela LLansol, o seu «Livro dos Sonhos», deveria ter sido apresentado nas nossas habituais Jornadas Llansolianas em Outubro, que não pudemos realizar. Por isso recorremos a três amigos, leitores de Llansol e provenientes da área da psicologia e psiquiatria, para fazerem os seus comentários a este livro original: António Vieira, Ana Paula Nascimento e João Galamba.

Os vídeos com as suas intervenções e uma apresentação de João Barrento poderão ser vistos em duas partes, clicando nos links abaixo, pela ordem em que aqui aparecem:

Primeira parte: https://vimeo.com/486816403

Segunda parte:  https://vimeo.com/486841198

24.11.20

No aniversário de M.G. Llansol

 NO ANIVERSÁRIO DE LLANSOL

O video que se pode ver no link abaixo foi realizado por Maria Etelvina Santos em 2018, para uma das sessões do Espaço Llansol em Campo de Ourique, e reflecte ainda hoje a mesma verdade e alegria com que celebramos o aniversário de Maria Gabriela Llansol.

Em tempos de recolhimento achámos que seria pertinente partilhá-lo hoje aqui com os que, durante quinze minutos, quiserem juntar-se a nós neste dia.

O link para ver o video é o seguinte:    https://vimeo.com/476369836

16.11.20

O Grande Maior

 O NOVO LOOK DO GRANDE MAIOR

O Grande Maior, na Volta do Duche em Sintra, em frente da Fonte Mourisca, foi intervencionado, e a placa que o evoca como figura no livro de Maria Gabriela Llansol Parasceve mudou de sítio. Lembramos duas passagens sobre essa árvore da sabedoria, «a minha preferida da Volta do Duche», confessa a Maria Gabriela num dos seus cadernos:

Antes:


 ... ergo os olhos para a cúpula da árvore. Póximo, há uma fonte, a fonte do Plátano, e o que me atraiu foi a humidade do lugar, e a anfractuosidade da pedra para apoiar as costas. Mas, já sentada, apoiei a nuca sobre a rocha e principiei a ver que, por cima da minha cabeça, seguindo os raios de luz que desejavam partir, havia ruas extensas e elípticas, orifícios ou vazios entre as folhas, que correspondiam a praças verdes, que acolhiam um lugar habitado, elevado à potência da copa de uma árvore (...) E o corpo estava onde estava o meu olhar, às portas de uma cidade-árvore que eu intitulara o Grande Maior.   (Parasceve. Puzzles e ironias, 2001)

Depois:


Passávamos agora por Grande Maior, a minha árvore favorita, pela impressão que me traz a sua grandeza, na sua sombra de simplicidade (...) Nesta meditação, a olhar através das plantas verdes... pela Volta do Duche seguia para a Vila Velha através de plátanos, castanheiros, e de uma árvore soberba – a que eu chamo Grande Maior. Quando passo por ela digo sempre (pura verdade!):

– Bom dia, Grande Maior!  (27 de Maio de 1997, in: Sintra em Passo de Pensamento. Sintra, Feitoria dos Livros, 2019).



30.10.20

É com grande alegria que recebemos hoje a notícia de que o Prémio PEN de Ensaio 2019 foi atribuído ao livro de João Barrento, Uma Contra-Música. Novos escritos llansolianos.

M.E.Santos




28.10.20

Llansol e Rothko

UM ENCONTRO IM-PROVÁVEL:

LLANSOL E MARK ROTHKO


A sessão do Espaço Llansol prevista para 14 de Março passado teve de ser cancelada. Nela se falaria de mais um «Encontro im-provável» do universo Llansol, desta vez com o do pintor americano, nascido na Letónia, Mark Rothko (1903-1970), e, por via deste, com a música de Morton Feldman composta a partir dos quadros da Rothko Chapel, no Texas.

O video que fizemos, e que pode ser visto no link abaixo, dá conta dessa surpreendente afinidade entre dois criadores, espelhada num percurso artístico com inesperados paralelos, e numa confluência de ideias e recursos estéticos que os quadros de Rothko e alguns textos de Llansol evidenciam, num diálogo constante ao longo do video — um exercício de meditação e recolhimento adequado à obra dos dois, e também aos dias que vivemos.

Para ver o que não pudemos mostrar em 14 de Março, clique neste link: https://vimeo.com/473135116

Em breve voltaremos ao vosso encontro com a versão digital de mais uma das sessões presenciais que tivemos de cancelar.

26.10.20

Tese premiada

 LLANSOL EM TESE PREMIADA

O Prémio Mário Quartin Graça, atribuído pela Casa da América Latina em Lisboa, foi este ano atribuído à tese de doutoramento de Ana Rita Sousa Silva Mecânica de uma Personagem: Paisagem, Escrita, Autoria, que relaciona a Obra de Maria Gabriela Llansol com a do escritor chileno Roberto Bolaño.

A autora, que frequentou o Espaço Llansol como investigadora na fase de preparação da tese, é actualmente leitora do Instituto Camões na UNAM-Universidade Nacional Autónoma do México.

21.10.20

E.L. online

 SESSÕES ONLINE  E INSTAGRAM

Dada a impossibilidade de realizarmos como habitualmente sessões presenciais no Espaço Llansol, iniciámos em 17 de Outubro a publicação de algumas dessas sessões em video, no Facebook do Espaço Llansol (https://m.facebook.com/EspacoLlansol/), recuperando assim algumas das sessões canceladas desde Março. O primeiro video resume a sessão de apresentação do livro de entrevistas de M. G. Llansol, Outra Forma de Canto. Outros se seguirão em breve, com regularidade.

O video sobre as entrevistas de Llansol pode também ser visto aqui: https://vimeo.com/470588571

Abrimos também uma página no Instagram  (https://instagram.com/espacollansol_oficial/), mantendo assim viva a presença de Llansol e da Casa através de imagens e textos retirados das suas obras.




1.10.20

Livro: O Litoral do Mundo

 O LITORAL DO MUNDO

A matéria portuguesa na Obra de Llansol


Acaba de sair o novo livro da nossa colecção «Rio da Escrita» (em colaboração com a Mariposa Azual), com as intervenções das nossas Jornadas Llansolianas de 2019, dedicadas à matéria portuguesa na Obra da autora.

Na abertura do livro ficamos com uma ideia clara dos conteúdos das intervenções, centradas naquilo a que Llansol chamou um dia «a costura cultural portuguesa»: trata-se de «fragmentos da narrativa de uma História – a História de um país, de um continente, de uma cultura e de alguma da sua literatura –, e não apenas de mais uma 'estória' dessa matéria, matéria portuguesa sempre lida a contrapelo em toda a Obra de Llansol, especialmente nas duas trilogias e em livros posteriores como Lisboaleipzig, O Senhor de Herbais, e mesmo, subrepticiamente, em Um Beijo Dado Mais Tarde. Trata-se sempre, de algum modo, de infracções à linearidade da História ou de olhares que propõem uma visão-outra de figuras e acontecimentos históricos pelo reverso humano, mais humano ou 'bi-humano', da História e das estórias que sobre ela aprendemos – de Camões e D. Sebastião a Pessoa, de Vergílio Ferreira e Jorge de Sena ao Portugal da ditadura cinzenta.»