COM LLANSOL NO NOVO ANO
27.12.13
Publicado às
11:25
23.12.13
ECOS DE LLANSOL EM FRANÇA
A última edição de um livro de M. G. Llansol em francês, o Inquérito às Quatro Confidências (tradução de Cristina Isabel de Melo, edição Pagine d'arte) merece destaque no site de informação cultural Télérama (http://www.telerama.fr/livres/enquete-aux-quatre-confidences,106279.php), pela mão da jornalista Marine Landrot.
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19:25
15.12.13
O NASCIMENTO DE CAUSA AMANTE
NA «LETRA E»
A sessão de sábado na Letra E, com a montagem de textos que acompanham o percurso de um livro — Causa Amante – desde o seu nascimento «na borda da banheira» da casa de Jodoigne, em 1979, até à sua conclusão em Outubro de 1980, mergulhou os que foram a Sintra durante uma hora no universo de Llansol durante o exílio na Bélgica, entre as casas de Jodoigne e Herbais, o trabalho de fazer o pão na cooperativa da Ferme Jacob, os animais e, acima de tudo, a escrita de mais um livro, com dois outros já prontos, mas sem editor.
Pelos fragmentos (todos retirados do último Livro de Horas que editámos: Numerosas Linhas) e pelas imagens que acompanharam a sua leitura (deliberadamente poucas, para permitir que a atenção interior se concentrasse no que estava a ser ouvido), foi possível perceber o funcionamento da máquina textual e a natureza das paisagens existenciais que atravessam este tempo de M. G. Llansol, numa fase difícil do exílio belga. E seguimos também, numa segunda parte, os labirintos metamórficos do nascimento, renascimento e transformação de figuras centrais em Causa Amante, como Jorge Anés, a comunidade das beguinas transplantada para o Cabo Espichel, Sebastião, o Dom, levado á sua nova condição vegetal, ou Luís M./Comuns/o Pobre.
Deixamos aqui, para os que não puderam ir a Sintra, o video com um resumo muito resumido dos primeiros momentos dessa linha de «Afluentes, margens e desvios» (como escreve Llansol no caderno 1.49, em Junho de 1997) da escrita de um livro e das expectativas e desilusões em relação à sua possível edição em Portugal (que só aconteceria em 1984). Os comentários que enquadraram estas peripécias escriturais e figurais estiveram a cargo de João Barrento e Maria Etelvina Santos. As vozes da leitura gravada são as da Helena Alves, da Cândida Pargana e da Teresa Projecto, nossas colaboradoras no Espaço Llansol.
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19:05
LLANSOL NA IMPRENSA
EM PORTUGAL E ESPANHA
O Livro de Horas III continua a ter eco na imprensa portuguesa, depois do Expresso (com Manuel de Freitas), do JL (com Leonor Nunes) e de dois programas de televisão. O Ípsilon, suplemento do Público de sexta-feira, 13 de Dezembro, traz a crítica de António Guerreiro, que aqui reproduzimos:
(Clique na imagem para aumentar)

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13:00
10.12.13
COMO NASCE UM LIVRO DE LLANSOL?
A próxima sessão da Letra E, no sábado 14 de Dezembro, às 17 horas, será diferente de todas as que fizemos até aqui. Nela se dará conta, pela leitura, pelo comentário e pela imagem, das circunstâncias, dos sobressaltos, dos momentos de júbilo que assistiram ao nascimento e crescimento de um livro como Causa Amante, prelúdio do que haveria de ser uma vida a partir daí exclusivamente dedicada à escrita.
Através da leitura de uma montagem de fragmentos provenientes do último Livro de Horas que editámos (Numerosas Linhas. Jodoigne 1979-1980), seguimos os principais filões de Causa Amante com textos que não figuram neste livro: a vivência quotidiana com as suas fulgurações e as suas sombras, o fardo do trabalho na Ferme Jacob, a reflexão permanente sobre a escrita e sobre o mundo, as alegrias e os desencantos do acolhimento ou da rejeição dos livros pelo mundo distante da edição em Portugal, as metamorfoses de várias figuras-chave deste e de outros livros. Numa sequência em que atravessaremos as seguintes paisagens:
Tudo isto acompanhado por uma sequência fotográfica e de manuscritos que amplifica a leitura na projecção.
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15:06
5.12.13
AINDA UM BEIJO... NO RIO
Um beijo dado mais tarde, acabado de sair na Editora 7Letras, do Rio de Janeiro e já apresentado na Universidade Federal, conforme noticiámos, terá o seu lançamento na livraria da própria editora, no dia 16 de Dezembro, a partir das 19 horas, assinalando vinte anos de edição e um da livraria. O nosso obrigado ao Jorge Viveiros e à sua equipa pelo empenho na difusão da Obra de Llansol no Brasil. E aos nossos amigos do Rio o apelo para animarem a festa com a sua presença.
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22:45
LLANSOL NA REVISTA CATALÃ LECTORA
A revista catalã Lectora, editada pelo Centro Mulheres e Literatura da Universidade de Barcelona (www.ub.edu/cdona), publica no seu último número um dossier com textos dos cadernos manuscritos de M. G. Llansol, intitulado «Caminho sobre a escrita como sobre as águas».
Os fragmentos dos diários, dos anos de 1972 a 1980, são introduzidos pelo estudioso de literatura portuguesa Diego Giménez, que escreve a propósito deste diário contínuo:
«Emerge en la página la subjetividad llansoliana entendida como proceso de selección de letras que forman palabras que forman frases, para no perder ni por un instante la consciencia de lo escrito ni del acto de escribir. Cada letra, cada subrayado, cada substitución, cada espacio es Llansol inscrita en la escritura.»
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12:30
29.11.13
O LIVRO DE HORAS III NA IMPRENSA
Depois dos programas da RTP2 em que se falou deste terceiro volume dos diários póstumos de Maria Gabriela Llansol (o Agora, em 6 de Outubro, e o Ler + Ler Melhor, em 19 de Novembro), também a imprensa escrita dá atenção a mais este singular diário: o Expresso de 23 de Novembro, pela mão do poeta Manuel de Freitas:
(Clique na imagem para aumentar)
e o JL de 28 de Novembro, com uma reportagem de Maria Leonor Nunes:
(Clique na imagem para aumentar)
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16:49
28.11.13
«NÃO DEIXEM O BEIJO PARA MAIS TARDE»
Este é o título do convite para o lançamento da edição brasileira do livro de Maria Gabriela Llansol Um Beijo Dado Mais Tarde, que estará a acontecer neste preciso momento na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com intervenções das Professoras Maria de Lourdes Soares, Luci Ruas e Maria Lúcia Wiltshire de Oliveira, para além de Jorge Fernandes da Silveira, que assina o posfácio desta edição da 7Letras. Aí se lê, muito a propósito desta iniciativa e de tantas outras, como as que nós próprios vamos fazendo, em torno de Llansol: «Não há nenhuma grande mulher por trás desses eventos. Passo a passo, há a construção de um texto para ser lido frontalmente.»
A editora 7Letras, que tem no seu programa vários poetas portugueses e continuará a editar Llansol, celebra também por estes dias o seu vigésimo aniversário, que o jornal carioca O Globo destacou no passado dia 23. Leia o artigo de Guilherme de Freitas aqui: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2013/11/23/7letras-completa-duas-decadas-como-celeiro-de-novidades-515989.asp
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11:43
24.11.13
«A ABERTURA NATURAL PARA O PARAÍSO»
No nascimento de Maria Gabriela Llansol
No nascimento de Maria Gabriela Llansol
Maria Gabriela Llansol faria hoje 82 anos. Ao longo de toda a sua vida, como escritora de diários que foi, anotava datas. Mas não gostava de números, preferia a ideia de que os dias têm rostos, e nomes. E de que podemos escolher a forma do nosso nascimento, mas não somos donos da nossa vida, que é uma sequência de «ondulações», num movimento que vem de antes do útero e se prolonga depois da terra. A presença actual da sua Obra confirma este último movimento, e ela intuiu em mais do que um livro essa «linha de viver», ou filosofia das linhagens infinitas:
«Propus-me escrever um livro sobre as ondulações da velhice até à terra, e principio pelo meu nascimento (...) Seguindo esta linha de viver, chegarei ao fim dos meus dias; considero a velhice presente em todas as partes do meu destino, e muitas vezes confundi maturidade e mocidade, ignorando as distinções que não me forem naturais.» (Causa Amante)
«Há um mistério relativo ao meu nascimento, que me fecha – esta abertura natural para o paraíso pertence-me?» (Um Beijo Dado Mais Tarde)
O video que se segue é uma breve meditação sobre a existência, a partir de dois fragmentos de escrita.
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17:59
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