«Será por termos aprendido a ler através de romances que acabamos por dar a primazia à leitura sob o signo do contínuo?», pergunta José Afonso Furtado no livro O Papel e o Pixel. Do impresso ao digital: continuidades e transformações (S. Paulo, Escritório do Livro, 2006). A questão é de extrema pertinência para os livros de M. G. Llansol, e por maioria de razões também para os fragmentos que enchem as mais de dezassete mil páginas dos primeiros cadernos do espólio, que acabámos de digitalizar. Não apenas no que se refere às novas formas de leitura descontínua, mas «orgânica», que este Texto desde sempre veio propor (o problema é tratado à exaustão no livro recentemente publicado de Maria Etelvina Santos Como uma Pedra-pássaro que Voa. Llansol e o improvável da leitura, Lisboa, Mariposa Azual). Trata-se também de reconhecer a necessidade de encontrar modos diversos de fazer chegar esta escrita a leitores-ouvintes que, através de uma nova porta de entrada, poderão chegar aos livros, os que estão aí e os que hão-de vir, para entender melhor o que significa escrever com «palavras que anunciam a realidade», em vez de redundantemente a dizerem, por que razão «nesta ordem de ler, ler é nunca chegar ao fim de um livro» e como «uma frase, lida destacadamente, aproximada de outra que talvez já lhe correspondesse em silêncio, é uma alma crescendo». O digital e, nele, a leitura em voz alta enquadrada e acompanhada por elementos visuais e musicais, permitem criar facilmente ambientes propícios à fruição mais plena deste Texto. Chega-se mais naturalmente a "cenas fulgor audíveis" (Da Sebe ao Ser, 62), percebe-se eventualmente melhor que «ler é trazer a si, mas não cenas e imaginação. Trazer o real de outra vida que nos chame humanos.» («O pensamento de algumas imagens», A Restante Vida, 2ª ed., Relógio d'Água, 2002, 113). Na oralidade, a voz empresta um corpo ao texto, que ganha uma dimensão acrescida de materialidade sensível, e transforma a audição num momento particularmente vivo da «arte de alargar o mundo» que é toda a escrita de Llansol. O vídeo que se segue é o primeiro de uma série em que iremos dando a conhecer pequenos fragmentos dos cadernos inéditos de Maria Gabriela Llansol, lidos por membros do Espaço Llansol, antes da sua edição em livro.
VISITAS: TERÇAS E SÁBADOS A PARTIR DAS 11 HORAS. MARCAÇÃO POR E-MAIL: ESPACOLLANSOL@GMAIL.COM
Publicações disponíveis
Jade - Cadernos Llansolianos
(Edição do GELL - Grupo de Estudos Llansolianos | 2005-07)
Números disponíveis
8. João Barrento, Metanoite. Libretto (a partir de O Senhor de Herbais e outros livros de M. G. Llansol). Com textos de João Barrento e João Madureira (autor da música). 2007. 48 p.
9. Hélia Correia / João Barrento / Maria de Lourdes Soares / Pedro Eiras, O Livro das Transparências. Leituras de Amigo e Amiga. Curso de Silêncio de 2004. 2007. 64 p.
10. J. Barrento (org.), Llansoliana II. Bibliografia comentada (1962-2006). 26 p.
11. João Barrento / Maria Etelvina Santos / Cristiana Vasconcelos Rodrigues, Um Ser Sendo. Leituras de Amar Um Cão. 2007. 44 p.
12. João Barrento / Maria Etelvina Santos, O arcano do espírito bravio. Leituras de Parasceve. 2007. 56 pp.
Fora da colecção:
Rara & Curiosa. Os papéis avulsos de Llansol. Com introdução de João Barrento. 2010. 52 p., ilustrado (3,00€)
Vivos no Meio do Vivo. 3º Colóquio Internacional M. G. Llansol. 20-24 de Julho 2005, Mourilhe (Trás-os-Montes). 2007. Caixa com quatro cadernos e um CD-Rom
Colecção Rio da Escrita
(Editora Mariposa Azual, Lisboa)
Volumes disponíveis
João Barrento, Na Dobra do Mundo. Escritos llansolianos. 2008. 372 p.
Maria Etelvina Santos, Como Uma Pedra-pássaro que voa. Llansol e o improvável da leitura. 2008. 272 p.
J. Barrento (org.), O que é uma Figura? Diálogos sobre a Obra de M. G. Llansol na Casa da Saudação. 2009. 160 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), «Nada ainda modificou o mundo...». Actualidade de Llansol. 2010. 131+24 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansol: A Liberdade da Alma. 2011. 194 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansol: A Luminosa Vida dos Objectos. 2012. 208 p. Com extratextos a cores e DVD (Esgotado)
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Pessoa e Bach na Casa de Llansol. 2013. 192 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Trans-dizer. Llansol tradutora, traduzida, transcriada. 2014. 232 p. Com extratextos a cores
J. Barrento (org.), «O Império dos Fragmentos». Llansol e a exigência fragmentária. 2015. 168 p.(Esgotado)
J. Barrento (org.), Llansol: «A Vocação do Exílio». 2016. 232 p.
Cristiana V. Rodrigues e J. Barrento (org.), Llansol e Spinoza: «Uma estética literária para a geometria». 2017. 255 p. J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansoliana. Bibliografia activa e passiva 1952-2018. 2018, 143 p. J. Barrento (org.), O Livro-Fonte. O Livro das Comunidades, 40 anos depois. 2018. 137 p.
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Fora de colecção:
J. Barrento (org.), Europa em Sobreimpressão. Llansol e as dobras da História. Espaço Llansol / Assírio & Alvim, 2011. 213 p., ilustrações a cores. 24x27 cm. Com DVD.
Helena Vieira (org.) Caderno de Leituras. Selecção de artigos publicados na imprensa generalista portuguesa em torno de alguns livros de M. G. Llansol. Mariposa Azual, 2011, 35 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.),Llansol: Uma vida de escrita. De Campo de Ourique... ao infinito (Fragmentos biográficos). Espaço Llansol/Junta de Freguesia de Campo de Ourique. 2018, 379 p., ilustrado.
[Encomendas dos livros da Mariposa Azual pelo e-mail lena.mariposa@gmail.com. Pagamento por transferência bancária para o IBAN:
PT50 0007 0005 0054 8430 0057 4.
Portes de correio grátis para Portugal Continental]
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«CADERNOS DA LETRA E»
(com textos inéditos de M. G. Llansol)
Hölderlin, Poemas lidos na Letra E em 3 de Novembro de 2012. Traduções de Maria Gabriela Llansol, Bruno Duarte, Tomás Maia e João Barrento. 12 p. (esgotado)
Maria Gabriela Llansol / Teresa Huertas, Da Paisagem (26 de Janeiro 2013). 12 p., com extratextos de fotografias a cores (esgotado)
Llansol. Uma vida de escrita. 2013. 12 p.
O Regresso de Jade. Amar Um Cão, de M.G. Llansol, lido aos mais pequenos por Hélia Correia. 2013. 22 p., extratextos a cores
Dickinson em Llansol. 2013. 20 p. (esgotado)
O Ambo - Maria Gabriela e Augusto Joaquim. 2013. 24 p., com extratextos a cores (desenhos de A. Joaquim) (esgotado)
Pedro Proença, Alguns Manifestos para Gabriela, acompanhados de certos livros que se desenrolam da sua Obra. 2013. 52 p., com 30 colagens de Pedro Proença em extratexto a cores. (esgotado)
Helena Vieira (Org.), Llansol na Imprensa Portuguesa. Meio século de crítica. 2013. 52 p. (esgotado)
J. Barrento (Org.), O Fausto de Goethe/Sokurov e o universo Llansol. 2013. 52 p. (esgotado)
Escola do Tempo e do Olhar. Llansol e o cinema de Abbas Kiarostami. 2014. 12 pp. + desdobrável com poemas de A. Kiarostami (esgotado)
A Solidão Essencial. Llansol versus Blanchot. 2014. 32 pp. (esgotado)
A Ilha de Ana de Peñalosa ou «a imagem com que se resiste». Llansol e a crise do mundo contemporâneo. 2014. 24 pp. (esgotado)
Os Cafés de Llansol. 2014. 48 pp. (esgotado)
Llansol e os Rostos do Tempo. O Almanaque Llansol. 2014. 12 pp. (esgotado)
Um Quarto que seja nosso… Llansol e Virginia Woolf. 2014. 24 pp. (esgotado)
O Império dos Fragmentos. Llansol e a escrita fragmentária. 2014. 32 pp. (esgotado)
O Ofício de Crescer. Lugares e tempos de Llansol. I: A infância. 2014. 20 pp. (esgotado)
O Lugar do Entresser. Crónica da «Letra E». CD com 20 Cadernos da Letra E e 29 sessões da Letra E. 2014. 8,00 €
A época sem segredo.Lugares e tempos de Llansol. II: Adolescência e juventude. 2015. 36 pp., extratexto a cores em formato A3. (esgotado)
Llansol e Clarice Lispector. 2015. Folheto, 4 pp. (esgotado)
As escolas da Bélgica. Lugares e Tempos de Llansol III. 2015. 36 pp.
Uma Nova Geografia. Llansol e as escolas da Bélgica (ateliers de música, pintura, escrita). 2015. 24 pp., extratextos a cores. (esgotado)
«O homem do livro». Nietzsche e Llansol. 2015. 32 pp. (esgotado)
«A viagem infinita». Llansol e a experiência da morte. 2015. 16 pp.
O «companheiro filosófico». Vergílio Ferreira e Llansol. 2015. 36 pp. (esgotado)
«Um alvoroço de imagens». A iconografia llansoliana. 2015. Desdobrável A3, com textos e imagens.
Maria Gabriela Llansol, O Caderno do Exílio. Outubro 2015. 72 pp.
Maria Gabriela Llansol, Sintra «em passo de pensamento». 2016, 36 pp. (esgotado)
Maria Gabriela Llansol / Teresa Huertas, Rostos / Aparições / Desaparecimentos. 2016. 24 pp. Com 8 pp. de fotografias em extratexto. (esgotado)
Um livro numa frase. O Bloco 06. 2016. 32 pp. (esgotado)
Maria Gabriela Llansol/Paulo Sarmento, A Criança, a Mulher e o Lobo. Fábulas para educadores inquietos. 2016. 32 pp. Com 8 pp. de extratexto.
«Em contraponto». Llansol e a música. 2016. 32 pp.
Llansol e Spinoza. «Uma estética literária para a geometria». 2016. 52 pp.
«Eu, no pinhal…» - O Raio sobre o Lápis / Llansol na Europália. 2017. 16 pp.
«Escrever é o duplo de viver». 2017, 16 pp.
M. G. Llansol / A. Guerra Santos, As Formas do Mistério. 2017. 32 pp.
A Imaginação do Amor. Llansol e Ibn 'Arabî. 2017. 48 pp.
«CADERNOS DE TEJO-RIO»
(com textos inéditos de M. G. Llansol)
«A planície da amizade». Llansol e Campo de Ourique. # 1, 2017. 32 p. + extratexto
Llansol: A Voz e o Silêncio. # 2, 2017. 36 p.
Oh, oh, oh, a Casa da Avó. # 3, 2017. 16 p. + extratexto
O Livro-fonte: Llansol sobre O Livro das Comunidades. # 4, 2017. 28 p.
«A caixa de leitura». Llansol legente. # 5, 2018, 40 p.
A escola das Árvores. # 6, 2018, 40 p.
OBRA DE MARIA GABRIELA LLANSOL
• Os Pregos na Erva. Lisboa, Portugália, 1962; 2ª ed.: Lisboa, Rolim, 1987 (com um estudo de Augusto Joaquim) Traduções parciais: «Die umzingelten Körper», trad. de Curt Meyer-Clason in: Der Gott derSeefahrer und andere portugiesische Erzählungen. Tübingen/Basel, Horst Erdmann Verlag, 1972, pp. 417-423; e Portugiesische Erzählungen des XX. Jahrhunderts. Freiburg, Beck & Glückler, 1988, pp. 313-319; «Nails in the grass», trad. de Giovanni Pontiero, in: The Literary Review, vol. 38, nº 4/1995, pp. 492-497.
• Depois de Os Pregos na Erva. Porto, Afrontamento, 1973.
Primeira Trilogia: Geografia de Rebeldes • O Livro das Comunidades. Porto, Afrontamento, 1977; 2ª ed.: O Livro das Comunidades, seguido de Apontamentos sobre a Escola da Rua de Namur. Lisboa, Relógio d'Água, 1999 (com posfácio de Silvina Rodrigues Lopes); 3ª ed. Lisboa, Assírio & Alvim, com desenhos de Pedro Proença e posfácio de Silvina Rodrigues Lopes. Tradução francesa parcial (Lugares 9-11), de Maria Gabriela Llansol, in: Simulacres. Revue trimestrielle (Bruxelas), nº 3/Março 1981, pp. 16-19.
• A Restante Vida. Porto, Afrontamento, 1983; 2ª ed.: A Restante Vida, seguido de O Pensamento de Algumas Imagens. Lisboa, Relógio d'Água, 2001 (com posfácio de José Augusto Mourão).
• Na Casa de Julho e Agosto. Porto, Afrontamento, 1984; 2ª ed.: Na Casa de Julho e Agosto, seguido de O Espaço Edénico. Lisboa, Relógio d'Água, 2003 (com posfácio de João Barrento).
Edição brasileira da 1ª trilogia: Rio de Janeiro, 7Letras, 2015
(Tradução castelhana da 1ª trilogia: Geografía de Rebeldes, trad. de 'Atalaire'. Madrid, Ediciones Cinca, 2014)
(Tradução americana da 1ª trilogia: Geography of Rebels, trad, de Audrey Young. Dallas, Deep Vellum, 2018)
Segunda Trilogia: O Litoral do Mundo • Causa Amante. Lisboa, A Regra do Jogo, 1984; 2ª ed.: Lisboa, Relógio d'Água, 1996 (com posfácio de Augusto Joaquim). • Contos do Mal Errante. Lisboa, Rolim, 1986; 2ª ed.: Lisboa, Assírio & Alvim, 2004 (com posfácio de Manuel Gusmão e pinturas de Ilda David'). Tradução francesa: Les errances du mal. Trad. de Isabel Meyrelles, Paris, Éditions Métaillé, 1991. Tradução parcial, para castelhano, do cap. LXII, por Adrian Ballester Cerezo, Revista Abril (Luxemburgo), nº 35/Abril 2008, pp. 15-16. • Da Sebe ao Ser. Lisboa, Rolim, 1988.
• Amar Um Cão. Colares, Colares Editora, 1990. Incluído em Cantileno, Relógio d'Água, 2000. Nova edição: Augusto Joaquim/Maria Gabriela Llansol, Desenhos a Lápis com Fala – Amar Um Cão. Com desenhos de Augusto Joaquim. Lisboa, Assírio & Alvim, 2008. Tradução francesa: «Aimer un chien», trad. de Alice Raillard, in: Nouvelle Revue Française (Paris), nº 522-523, Julho-Agosto 1996, pp. 84-93. Tradução alemã: «Einen Hund lieben», trad. de Renate Heß, in: Die Horen. Zeitschrift für Literatur, Kunst und Kritik, nº 194/1999, pp. 102-108. Tradução castelhana: «Amar a un Perro», trad. de Atalaire, Madrid, La Gaya Ciencia, 2015. • O Raio sobre o Lápis. Lisboa-Bruxelas, Comissariado Europália, 1990. Com desenhos de Julião Sarmento. 2ª ed.: Assírio & Alvim, 2004. Traduções francesas de: Augusto Joaquim na edição da Europália, 1990 (La foudre sur le crayon); Guida Marques in: La foudre sur le crayon. Hölder de Hölderlin. Cantilène. La Rochelle, Éditions Les Arêtes, 2010. • Um Beijo Dado Mais Tarde. Lisboa, Rolim, 1990.
Nova edição (com fotografias de Duarte Belo): Lisboa, Assírio & Alvim, 2016. Edição brasileira: Editora 7Letras, Rio de Janeiro, 2013. Tradução parcial: «Ein philosophischer Gefährte», trad. de Elfriede Engelmayer in: Samstag um Acht. Erzählungen, ed. Elfriede Engelmayer. Berlim, edition tranvía, 199, pp. 122-123. • Hölder, de Hölderlin. Colares, Colares Editora, 1993. Incluído em Cantileno, Relógio d'Água, 2000. Tradução francesa de Guida Marques in: La foudre sur le crayon. Hölder de Hölderlin. Cantilène. La Rochelle, Éditions Les Arêtes, 2010. • Lisboaleipzig 1. O encontro inesperado do diverso. 2. O ensaio de música. Nova edição: Lisboa, Assírio & Alvim, 2014. Com xilogravuras de Ilda David'. Tradução alemã de Markus Sahr: Lissabonleipzig I+II. Leipzig, Leipziger Literaturverlag, 2012. • A Terra Fora do Sítio [conto de Os Pregos na Erva]. Lisboa, Expo 98, 1998. • Ardente Texto Joshua. Lisboa, Relógio d'Água, 1998. • Onde Vais, Drama-Poesia?. Lisboa, Relógio d'Água, 2000. Tradução francesa de Guida Marques. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2014. Cantileno. Lisboa, Relógio d'Água, 2000 (com posfácio de Lúcia Castello Branco) [Inclui: Cantileno, Hölder, de Hölderlin, Amar Um Cão, O Estorvo]. Tradução francesa de «Cantileno» por Guida Marques in: La foudre sur le crayon. Hölder de Hölderlin. Cantilène. La Rochelle, Éditions Les Arêtes, 2010. • Parasceve. Puzzles e ironias. Lisboa, Relógio d'Água, 2001. • O Senhor de Herbais. Breves ensaios literários sobre a reprodução estética do mundo, e suas tentações. Lisboa, Relógio d'Água, 2002. • O Começo de Um Livro É Precioso. Lisboa, Assírio & Alvim, 2003 (com imagens de Ilda David'). Trad. francesa parcial de Cristina Isabel de Melo in: Décharge, nº 138/Junho 2008, pp. 19-22. • O Jogo da Liberdade da Alma. Lisboa, Relógio d'Água, 2003. Trad. francesa de Cristina Isabel de Melo: Le jeu de la liberté de l'âme + L'espace édénique. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2009. Trad. italiana de Alessandro Granata: Il Giocco della Libertà dellAnima + Lo spazio edenico. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2010. • Amigo e Amiga. Curso de silêncio de 2004. Lisboa, Assírio & Alvim, 2006. Trad. francesa, fragmento CLIV, por Cristina Isabel de Melo in: Décharge, nº 138/Junho 2008, p. 23. • Os Cantores de Leitura. Lisboa, Assírio & Alvim, 2007. Trad. francesa, partículas 44 e 70, por Cristina Isabel de Melo in: Décharge, nº 138/Junho 2008, pp. 24-25.
Diários • Um Falcão no Punho. Diário 1. Lisboa, Rolim, 1985, 2ª ed.: Lisboa, Relógio d'Água, 1998 (com posfácio de Augusto Joaquim). Trad. francesa de Alice Raillard: Un faucon au poing. Paris, Gallimard, 1993. • Finita. Diário 2. Lisboa, Rolim, 1987; 2ª ed.: Lisboa, Assírio & Alvim, 2005 (com posfácio de Augusto Joaquim). Tradução francesa de Cristina Isabel de Melo. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2012. • Inquérito às Quatro Confidências. Diário 3. Lisboa, Relógio d'Água, 1996. Tradução francesa de Cristina Isabel de Melo. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2013.
Traduções • Flaubert, Gustave, O Sol Minguante. Colares, Colares Editora, [1990] [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Wilde, Oscar, O Príncipe Feliz. Colares, Colares Editora, s.d. [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Colette, Saha, a Gata. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Hölderlin, Friedrich, Diotima. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Maria Clara Salgueiro]. • Sade, Donatien Alphonse François de, Mistérios Libertinos da Bastilha. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Woolf, Virginia, Cartas Íntimas a Vita Sackville-West. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Dickinson, Emily, Bilhetinhos com Poemas. Colares, Colares Editora, 1995 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Verlaine, Paul, Sageza. Lisboa, Relógio d'Água, 1995. • Rilke, R. M., Frutos e Apontamentos. Lisboa, Relógio d'Água, 1995. • Rimbaud, O Rapaz Raro. Iluminações e Poemas. Lisboa, Relógio d'Água, 1998. • Thérèse Martin, de Lisieux, O Alto Voo da Cotovia. Lisboa, Relógio d'Água, 1999. • Apollinaire, Guillaume, Mais Novembro do que Setembro. Lisboa, Relógio d'Água, 2001. • Éluard, Paul, Últimos Poemas de Amor. Lisboa, Relógio d'Água, 2002. • Baudelaire, Charles, As Flores do Mal. Lisboa, Relógio d'Água, 2003. • Loüys, Pierre, O Sexo de Ler de Billitis. Lisboa, Relógio d'Água, 2010.
Obra póstuma • Uma Data em Cada Mão. Livro de Horas I. Lisboa, Assírio & Alvim, 2009. • Um Arco Singular. Livro de Horas II. Lisboa, Assírio & Alvim, 2010. • Numerosas Linhas. Livro de Horas III.Lisboa, Assírio & Alvim, 2013. • A Palavra Imediata (Os papéis avulsos de Llansol). Livro de Horas IV. Lisboa, Assírio & Alvim, 2014.
• O Azul Imperfeito (Pessoa em Llansol. 1976-2006). Livro de Horas V. Lisboa, Assírio & Alvim, 2015. •Herbais foi de Silêncio. Livro de Horas VI. Lisboa, Assírio & Alvim, 2018.
Antologias em tradução – À l'ombre du clair de lune. Fragments choisis. Organ. de J. Barrento, trad. de Guida Marques, prefácio de Laurence Nobécourt. Aprica (Suíça), Pagine d'arte, 2018. – All'ombra del chiaro di luna. Organ. de J. Barrento, trad. de Paola d'Agostini, prefácio de Flavio Ermini. Aprica (Suíça), Pagine d'arte, 2018.