6.3.16

UM LIVRO NUMA FRASE: O «BLOCO 06»

Um dia, em 1996, com dezassete livros publicados (e já duas traduções de poetas de língua francesa, Verlaine e Rilke), M. G. Llansol utiliza um pequeno bloco de notas apenas para um «exercício de leitura» muito singular: escolhe de cada um desses livros uma frase (num ou noutro caso duas) que indicia – para a autora – a fonte de onde ele nasceu, o seu centro de sentido, a sua quinta-essência, o caminho das suas figuras maiores.
A próxima sessão da «Letra E» do Espaço Llansol irá fazer uma viagem por esses dezassete livros (entre 1962 e 1996) a partir dessas frases, oferecendo com isso a narrativa encadeada de uma Obra que já ia a muito mais de meio, dos contextos que viram nascer cada livro, das ideias ou das figuras que os sustentam, das possíveis razões das escolhas da autora. 


João Barrento contará essa história, tomando cada frase como um guião de leitura e amplificando-a à dimensão de todo o livro. A narrativa será intercalada por leituras de uma página de cada obra, com dezassete vozes diferentes, a saber:
 1. Ana Catarina Violante e Valéria Franjoso (alunas da Escola Secundária de Santa Maria, Sintra) 
     (dois contos de Os Pregos na Erva);
 2. Helena Alves (Espaço Llansol) (Depois de os Pregos na Erva);
 3. Albertina Pena (Espaço Llansol) (O Livro das Comunidades);
 4. Teresa Cadete (Profª da Faculdade de Letras de Lisboa) (A Restante Vida);
 5. Iara Sousa (aluna da Escola Secundária de Santa Maria, Sintra)  (Na Casa de Julho e Agosto);
 6. Maria Etelvina Santos (Espaço Llansol)  (Causa Amante);
 7. Cristiana Vasconcelos Rodrigues (Espaço Llansol)  (Contos do Mal Errante); 
 8. Madalena Bicho (aluna da Escola Secundária de Santa Maria, Sintra)  (Da Sebe ao Ser);
 9. Maria Fernanda Peixoto (Profª da Escola Secundária de Santa Maria)  (Um Falcão no Punho);
10. Isabel Santiago (Profª de Filosofia, Escola Secundária Emídio Navarro, Almada)  (Finita);
11. Anabela Farinha (Profª de História, Escola Secundária Emídio Navarro, Almada)  
      (Inquérito às Quatro Confidências);
12. Beatriz Silva (aluna da Escola Secundária de Santa Maria, Sintra)  (Amar Um Cão);
13. Gabriela Augusto (aluna da Escola Secundária de Santa Maria, Sintra)  (O Raio sobre o Lápis);
14. Marta Chaves (Escritora)  (Um Beijo Dado Mais Tarde)
15. João Barrento (Espaço Llansol)  (Hölder, de Hölderlin); 
16. Maria Gabriela Pais (Legente, sócia do E. L.)  (O Encontro Inesperado do Diverso);
17. Teresa Projecto (Escola de Belas Artes/Espaço Llansol) (O Ensaio de Música)

O «Bloco 06» estará exposto em páginas ampliadas. E haverá, como sempre, um caderno que o reproduz e transcreve.

Tudo se passará mais uma vez no MU.SA - Museu das Artes de Sintra, no sábado, 19 de Março, a partir das 16 horas.


3.3.16

«MANTER-NOS-EMOS NA ALEGRIA…»

«… regra da vida: o que aparece, desaparece_________ Se aderirmos, todos corpos, todos almas – tanto faz – a esta regra, manter-nos-emos na alegria_______» (Caderno 1.68, p. 99)

Maria Gabriela Llansol (24 de Novembro 1931 – 3 de Março 2008)


24.2.16

LLANSOL E RAIMUNDO LLULL:
Um manifesto político

Há um texto de Maria Gabriela Llansol, publicado em 1991 na revista Vértice e incluído no primeiro volume de Lisboaleipzig (O Encontro Inesperado do Diverso) que pode ser lido como um comentário ao Livro do Amigo e do Amado, do místico catalão Raimundo Llull, mas também como um poderoso manifesto político da autora da «Geografia de Rebeldes».


Esse texto preenche agora o Caderno de Leituras nº 43, uma edição gratuita distribuída em formato digital pela editora brasileira Chão da Feira.
Se eventualmente não conhece o «Diálogo com Llull», pode lê-lo clicando na ligação que se segue e descarregando o caderno na página da editora, aqui: http://chaodafeira.com/cadernos/dialogo-com-lull/

16.2.16

LLANSOL E O «ESPAÇO» NA ALAGAMARES-TV

A Alagamares-TV, um canal local da Associação Cultural Alagamares, esteve no Espaço Llansol e fez aí uma reportagem sobre a figura de Maria Gabriela Llansol e o nosso trabalho.
Pode ver-se neste vídeo (e também no MEO KANAL, com o código 499383):



8.2.16

ENCONTROS IMPROVÁVEIS:
A fotografia e a escrita

A fotógrafa Teresa Huertas tem-nos proporcionado, discretamente, «encontros improváveis» de grande intensidade, beleza e troca verdadeira com a escrita e o pensamento imagético de Maria Gabriela Llansol. Primeiro, em 2013, no nosso espaço da «Letra E», com a exposição Lava Walks, «paisagens com figura» (a do próprio corpo da fotógrafa) nos glaciares da Islândia. Agora, com o «exercício melancólico» (que temos de entender no sentido benjaminiano: que destrói para ganhar sentidos novos a partir das ruínas) que intitulou Aparições e Desaparecimentos, volta a aproximar-se, de forma não deliberada, mas inequívoca, dos temas llansolianos do olhar e da figura, da memória e do esquecimento. Foi o que puderam constatar os que no passado sábado encheram a Galeria Diferença, em Lisboa, onde Teresa Huertas mostrou as suas fotografias e conversou sobre esta sua experiência com João Barrento.


Subjacente a este seu trabalho de restituição/emancipação/amplificação de uma série de rostos, «quase-retratos», está a ideia de «devolver uma imagem», como lhe chama Georges Didi-Huberman num texto recente (em Pensar a imagem, Belo Horizonte, Ed. Autêntica, 2015) em que aborda este tipo de trabalho com as imagens, visando libertá-las do suporte e do lugar institucionais estáticos para as trazer de novo à luz, ao olhar comum – para «instituir restos» esquecidos ou censurados. Este trabalho de restituição, que corresponde exactamente ao da génese das «figuras» llansolianas, implica, dizia já Derrida em La vérité en peinture (um livro de 1978), uma ética da dívida (a todos nós, sujeitos e objectos do olhar perante os rostos emancipados do seu limbo) e do dom (a dádiva do dar a ver de novo o que, por razões diversas, ficou escondido ou soterrado).
Ao «profanar» – pela sua fragmentação, que é igualmente uma devolução à vida – um objecto aurático original (uma fotografia de grupo, e de estúdio, de um casamento há quase um século), a fotógrafa restitui o que era da esfera quase-sacra do museu à esfera profana que é de todos e transforma o que era da ordem do gregário e cultual em «singularidades operativas» (neste caso, rostos que agem sobre quem os olha). A «profanação» é, neste sentido que lhe dá Giorgio Agamben, uma emancipação e uma restituição ao uso livre. Esta «profanação» resulta, no trabalho de Teresa Huertas e de Llansol, num processo alquímico que de pessoas/personagens faz figuras: arranca-as a um limbo quase indiscernível ou intocável para as trazer de novo à luz – uma luz que pode ser baça e opaca, mas que por isso mesmo vem mais carregada de enigma e de promessa.
No texto que abre o caderno que fizemos para esta sessão, Teresa Huertas explica, em síntese, este seu «exercício» em que trabalha uma matéria «sensível e sedutora, misteriosa e fantasmática»:
O encontro com uma imagem fotográfica, que integra um velho álbum de família depositado num arquivo museológico, foi o pretexto para um exercício que questiona a Fotografia enquanto instrumento de representação e a convoca como estética da ruína. Trata-se de uma prova de estúdio que regista um retrato de grupo numa cerimónia matrimonial na segunda década do século XX. O cliché cumpre a primeira função popular do medium: perenizar acontecimentos importantes dos indivíduos no seio familiar ou num grupo (Sontag), não aspirando a qualquer intenção mais elevada. 

Se nos perguntarmos quais são os elos de ligação desta experiência singular com a Obra de Llansol e o seu mundo, facilmente constatamos que esses elos são vários, como deixa claro o texto de João Barrento que fecha o caderno: «o lugar da imagem, do rosto e da figura (que não pode deixar de ser rosto próprio), o papel da memória (e do esquecimento) no processo criativo de Llansol, que é também um trabalho sobre ruínas – da História e da existência, da própria e da humana em geral – com vista a salvar delas um qualquer resto luminoso, uma restante vida…»







 

O resto está, com muitos fragmentos inéditos de Maria Gabriela Llansol sobre «Rosto | Figura | Retrato | Olhar», no caderno que intitulámos ROSTOS: Aparições | Desaparecimentos, do qual Maria Etelvina Santos e Helena Alves leram uma sequência de textos.
E aqui ficam alguns momentos da tarde de sábado, com fotografias de Fabrice Ziegler:


7.2.16

LLANSOL: A REINVENÇÃO DE PESSOA

O suplemento Ípsilon do Público da última sexta-feira traz uma primeira crítica ao recente Livro de Horas V, organizado por Maria Etelvina Santos. António Guerreiro destaca o trabalho imenso que se esconde por detrás deste longo e persistente trabalho de escrita em que Llansol, ao longo de trinta anos, reinventa Pessoa.
«Quem se interessar por penetrar e desbravar a sua obra imensa, este quinto volume do Livro de Horas (…) é precioso. Ele permite-nos perceber perfeitamente que Maria Gabriela Llansol nunca escreveu livros como unidades autónomas. (…) A sua obra é um imenso e intrincado puzzle, como sugere Maria Etelvina Santos na sua introdução. Neste aspecto, ela tem algumas afinidades com a de Pessoa. Maria Gabriela Llansol, podemos perceber, é também uma escritora póstuma, não apenas pelo imenso espólio inédito que deixou, mas também porque podemos aproximá-la da categoria nietzschiana dos 'homens póstumos', figuras de grande envergadura, que nunca são contemporâneos do seu próprio tempo.»
(A crítica de António Guerreiro pode ler-se clicando na imagem abaixo, ou arrastando-a para o ambiente de trabalho)

1.2.16

A FOTOGRAFIA E O TEXTO
Diálogo M. G. Llansol | Teresa Huertas

No próximo sábado, 6 de Fevereiro, na Galeria Diferença (Rua S. Filipe Neri, 42-Cave, ao Largo do Rato), traremos de novo ao texto de Llansol a fotografia de Teresa Huertas, que já recebemos na «Letra E» em 2013 com um outro diálogo, o da paisagem.
Desta vez a «Letra E» desloca-se para Lisboa, para – com a generosa colaboração da Galeria Diferença e da Irene Buarque – nos ocuparmos de um tema (Rostos, Aparições, Desaparecimentos) que nos foi sugerido pela mais recente experiência da fotógrafa, que exporá e projectará dezasseis fotografias de rostos em evanescência, que se encontram com o interesse pela imagem em geral, e em particular pelo rosto, a figura e a memória nos textos de M. G. Llansol. Nesses rostos, cuja história singular desvelaremos, encontramos o mesmo enigma da origem e do velamento com que deparamos em tantos textos de Llansol.

(clique na imagem para aumentar)

João Barrento conversará com a fotógrafa, leremos textos de Maria Gabriela Llansol (muitos deles inéditos), e teremos como habitualmente um caderno que reproduz em extratexto as 16 fotografias e inclui fragmentos de Llansol e textos de Teresa Huertas e João Barrento.

31.1.16

AS SINTRAS DE LLANSOL:
«Em passo de pensamento»

Tivémos ontem a primeira sessão da nova fase da «Letra E», em que começámos por evocar a «Carta de princípios» deste nosso espaço público, agora distribuído por vários lugares de acolhimento, para lembrar como a «comunidade na diáspora» mantém os princípios que desde sempre a orientaram.
Voltámos ao MU.SA-Museu das Artes de Sintra, com um tema perfeitamente ajustado ao local. Maria Etelvina Santos e João Barrento contextualizaram o tema – «As Sintras de Llansol» – esclarecendo algumas das noções-chave de M. G. Llansol importantes para compreender a sua relação com os lugares da experiência e a sua transformação em lugares-do-Texto: noções como as de «Lugar», «Paisagem», «Memória», «Figura» ou «Encontro».


Passámos um vídeo que dá a ver os lugares da deambulação pensante de Llansol, entre Colares/Praia das Maçãs/Mucifal/Penedo, e vários percursos na Vila de Sintra, com particular destaque para a Volta do Duche e de uma figura magna nela implantada, o «Grande Maior». O vídeo pode ver-se aqui:

Finalmente, e antes de uma viva conversa com o público, quatro alunas da Escola Secundária de Santa Maria (orientadas pela professora Maria Fernanda Peixoto, a quem muito agradecemos) leram durante meia hora alguns dos textos sobre esses lugares, que figuram no caderno feito para este dia: M. G. Llansol: Sintra em passo de pensamento.


Para os que não puderam ir a Sintra, transcrevemos ainda do Caderno a introdução de João Barrento:

As Sintras de Llansol
De regresso ao «país português» após vinte anos de exílio na Bélgica, Maria Gabriela Llansol parece a princípio sentir-se perdida no seu novo-velho habitat, que lhe surge «como um dado esbatido a decifrar». Estamos em 1985, a princípio, por poucos meses apenas, no Mucifal, depois em Colares, nessa primeira verdadeira casa-abrigo que recebe o nome basco de «Toki Alai», lugar onde, como nas casas da Bélgica, «se faziam ouvir os primórdios do que estava para ser». E muito foi o que nasceu nos espaços de Sintra, que o olhar de quem os escreve, no seu «passo de pensamento», transforma em verdadeiros lugares – não cenários ou objectos de descrição, mas pretextos de visões e vislumbres, de gestação de figuras e de escrita livre.
Por isso a velha questão dos lugares e da sua relação, directa ou indirecta, com o que neles, ou a partir deles, se escreve, assume no caso de Llansol contornos radicalmente diferentes dos mais habituais. Como os fragmentos deste caderno mostrarão, os lugares de Sintra (incluindo aí a experiência dos dez anos de Colares) que para ela apelam não são os mais óbvios e expectáveis. Longe disso, trata-se quase sempre de uma geografia muito pessoal, em consonância com um universo de escrita singular e um modo de estar no mundo a contrapêlo dos lugares-comuns que o cristalizam. São muitas vezes lugares em que ninguém repara (se este texto não alertar para eles), lugares sem nome que desencadeiam torrentes de escrita, encontros insólitos, micronarrativas inesperadas – o «Pinhal» em Colares, as ruas, as pessoas, os gatos anónimos, o plátano nomeado de «Grande Maior» ou a «Vivenda Anna» em ruínas, em Sintra.
Mas outras vezes a Vila e os seus lugares emblemáticos – a Volta do Duche, a Vila Velha (e aí o adro da igreja de S. Martinho), a Serra ou simplesmente a casa da Estalagem da Raposa – libertam a imaginação e as mais inesperadas associações, produzindo peças de escrita visionária, no sentido literal do termo: antecipatória, criadora de mundos alternativos, intensamente imagética – como sempre o fez a escrita de M. G. Llansol. Em qualquer lugar pode «brotar a imagem», e esse lugar, de todos conhecido, transfigura-se a ponto de se tornar inassimilável à sua imagem mais comum e trivial. Um passeio à Vila Velha para meter uma carta no correio, uma manhã na Sapa ou uma visita ao antigo Museu Berardo convocam figuras e encontros (a mulher do quadro de Balthus, Marguerite Yourcenar, a mulher do campo que conhece os «Estudos Gerais das Árvores» sintrenses) e resultam em paisagens textuais únicas, nascidas de um território que é o de todos.
Essas paisagens, a própria escritora as foi criando nos lugares onde viveu: em Colares, elas desenrolam-se entre a casa, o pinhal e o mar; em Sintra, entre a Estalagem da Raposa e os lugares circundantes, da Estefânea à Vila, muitas vezes com a Serra (a sua, a de «Sintra, a montanhesa») em fundo. Mas talvez se deva dizer que a grande e decisiva paisagem foi sempre, para Llansol, a das casas, como muitos registos neste caderno deixam perceber. Daí parte-se para o mundo, ou simplesmente vê-se o mundo para o reinventar.
Nunca Llansol escreveu sobre os lugares onde viveu: cria os seus próprios, escrevendo com eles, com as energias que neles pulsam. Assim, como seria de esperar, não há aqui a mínima ilustração ou representação literária dos lugares – que por isso nem «cenário» são, como em tantos outros autores que por Sintra passaram, dos Românticos a Eça ou a Vergílio Ferreira. A Sintra escrita por Llansol (a Sintra de Llansol) corre, assim, o risco de muitas vezes (aparentemente) se distanciar do seu objecto, em vez de, como quase sempre acontece, o reflectir, idealizar ou sacralizar. Mas este é o processo de deslocamento do olhar, e de estranhamento criativo, comum a toda a escrita de Maria Gabriela Llansol.




6.1.16

A «LETRA E» CONTINUA…
Programa para Janeiro e Fevereiro

Mudam os lugares, mas mantém-se o espírito. As sessões da Letra E do Espaço Llansol continuarão, em Sintra e Lisboa, e temos já pronto o programa das sessões de Janeiro e Fevereiro.
Em 30 de Janeiro, no MU.SA-Museu das Artes de Sintra (na Sala da Clarabóia, às 16 horas), falaremos da Sintra de Maria Gabriela Llansol, dos seus percursos, do seu modo de ver, reinventar e sonhar os lugares, entre a Praia das Maçãs e a Praia Grande, a Várzea de Colares e a Serra, a Volta do Duche e a Vila Velha, os cafés de Sintra e os «Estudos Gerais das Árvores». Apresentaremos um video feito a partir do arquivo fotográfico do Espaço Llansol, e alunas e alunos da Escola Secundária de Santa Maria, em Sintra, lerão excertos dos cadernos de Llansol sobre lugares de Sintra


No sábado seguinte, 6 de Fevereiro, a partir das 16 horas, estaremos em Lisboa, na Galeria Diferença (Rua de S. Filipe Nery, 42, ao Rato), com mais uma exposição da fotógrafa Teresa Huertas (Aparições, Desaparecimentos), em que exploraremos as surpreendentes e fascinantes ligações entre este projecto de re-figuração de rostos a partir de uma fotografia antiga e o lugar do rosto e do olhar, ou as noção de figura e de retrato na escrita de Llansol. 


Para cada uma das sessões, como já vem sendo hábito, teremos um Caderno da Letra E, numa segunda série que agora se inicia.

26.12.15

A SONORIDADE DA LUZ
Com Llansol no novo ano