3.5.15
LLANSOL EM FRANÇA
A tradução francesa de Onde Vais, Drama-Poesia? continua a fazer o seu caminho e a despertar a atenção da crítica e de leitores especiais em França. Desta vez com uma breve mas entusiástica nota na revista online La toile de l'un.
Pode ler-se aqui: http://www.latoiledelun.fr/spip.php?article391
Publicado às
12:11
29.4.15
LLANSOL E HÖLDERLIN EM ESPANHA
A revista madrilena La Galla Ciencia publica na sua edição online de 28 de Abril um artigo de João Barrento em que este segue, a partir da escrita nos cadernos e outros papéis do espólio, o percurso da figura de Hölderlin na escrita de M. G. Llansol, até à publicação de Hölder de Hölderlin, e depois ainda até livros como Onde Vais, Drama-Poesia? e Os Cantores de Leitura.
Pode ler-se clicando aqui, em tradução do «ambo» que dá pelo nome de Atalaire. O nosso obrigado ao Mario!
Publicado às
12:27
19.4.15
NASCIMENTO E DEVIR DE NIETZSCHE EM LLANSOL
A tarde de sábado na «Letra E» foi de uma luminosidade e de uma vibração fora do comum. Isabel Santiago, professora de Filosofia e legente de longa data, iluminou as fulgurações do filósofo no texto de Llansol de forma viva e empenhada, com uma intervenção entrecortada por leituras previamente escolhidas e que a Isabel nos trouxe em cartões delicadamente elaborados, dentro de uma caixa não menos preciosa, um trabalho da amiga e colega Anabela. Com as leituras veio também, para além da exposição da Isabel, a audição de uma peça musical composta por Nietzsche a partir do Manfred de Byron, intitulada Manfred-Meditation.
O texto-base da intervenção da tarde por Isabel Santiago pode ser lido ou descarregado abaixo:
Recriamos o ambiente da tarde, com a voz de Isabel Santiago na parte inicial da sua exposição, fotos do ambiente e de algumas das muitas peças do espólio expostas, e ainda outra composição musical de Nietzsche, no video que se pode ver a seguir:
O texto-base da intervenção da tarde por Isabel Santiago pode ser lido ou descarregado abaixo:
E, como é habitual, os que vieram puderam também levar consigo mais um «Caderno da Letra E» («O homem do livro»: Nietzsche e Llansol) com textos de Llansol sobre este seu «escritor-guia», retratos pouco conhecidos e fotos dos lugares do filósofo na Alemanha, e reprodução de muitos pormenores da marginalia de Llansol nos seus exemplares das obras de Nietzsche.
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23:55
14.4.15
NIETZSCHE E LLANSOL NA «LETRA E»
No próximo sábado, dia 18, às 16 horas, voltamos à «Letra E» do Espaço Llansol para um encontro entre Nietzsche e Llansol. Figura com facetas múltiplas nesta Obra, o filósofo do Eterno Retorno e «homem do livro» será apresentado, nas suas ligações ao texto llansoliano, por Isabel Santiago, professora de Filosofia e legente entusiasta desta Obra. Revisitaremos o video de Daniel Ribeiro Duarte sobre Nietzsche (feito em dois dos seus lugares na Alemanha, para a exposição do CCB em 2011) e ouviremos música composta pelo filósofo. E não faltarão as leituras de textos cruzados, como habitualmente. E um «Caderno da Letra E» com fragmentos inéditos de M. G. Llansol e alguns aspectos menos conhecidos da vida e Obra de Nietzsche.
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11:22
6.4.15
«LETRA E» : O PRÓXIMO TRIMESTRE
O próximo trimestre na «Letra E» do Espaço Llansol vai proporcionar mais dois encontros com figuras decisivas da Obra de Llansol: Nietzsche (já em 18 de Abril) e Vergílio Ferreira (em 6 de Junho. Para estas sessões convidámos legentes especializados que nos falarão das ligações de Llansol com estas duas figuras do pensamento e da escrita. Depois, teremos mais três sessões porventura algo inesperadas: uma leitura encenada pelo actor Diogo Dória e estudantes de teatro da ESAD-Escola de Artes e Design das Caldas da Rainha, a partir de capítulos escolhidos de Contos do Mal Errante, explorando pela primeira vez o tema do erotismo na escrita de Maria Gabriela Llansol (em 9 de Maio); um diálogo talvez surpreendente entre escrita inédita de Llansol e o diário de João Barrento 'Como um Hiato na Respiração', centrado no tema da «morte livre», que sairá na Editora Averno e será apresentado pelo escultor Rui Chafes (em 30 de Maio); e finalmente (em 20 de Junho) um sector ainda desconhecido do espólio, a iconografia llansoliana, que daremos a ver pela primeira vez, e que será comentada pela nossa colaboradora Teresa Projecto.
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21:56
22.3.15
«UMA NOVA GEOGRAFIA»
A escola-outra
A tarde de ontem na «Letra E» animou-se de vozes e movimento diferentes dos mais habituais. Com crianças entre os três e os doze anos, com experiências participadas por grandes e pequenos, musicais, visuais e escriturais. Numa tentativa de aproximação à prática das escolas que Llansol e Augusto Joaquim fundaram na Bélgica, nos anos setenta.
A música abriu a tarde, com Paulo Sarmento a conduzir, primeiro, um exercício sobre as capacidades do corpo e das suas «janelas» para receber e retribuir estímulos e imagens, ao som das suites para violoncelo de Bach («Descascar laranjas ouvindo Bach, ou o lugar do corpo que recebe»). Depois, evocando os «sinestetas», compositores que viram sensações e cores na música e música nas cores – como Scriabin, Messiaen ou o americano Michael Torke – ensaiou «exercícios sinestésicos» a partir de frases de Stockhausen (da obra «Dos sete dias»), envolvendo todos os ouvintes com o corpo e a voz, com a imaginação e os instrumentos de percussão disponíveis. Mas também com as sensações derivadas do toque, do cheiro e do gosto das laranjas e tangerinas que trouxe, e todos sentiram, tocaram, abriram e comeram.
Das cores que sugerem notas musicais passámos às cores que geram formas e se combinam com o vivo de folhas, fios, frutos. Teresa Projecto guiou e deixou mão livre aos mais pequenos, que criaram obras que ainda mostraremos melhor num caderno que faremos com os trabalhos resultantes destes ateliers. O soalho da sala renasceu, semeado de grandes e pequenas folhas de papel que davam contra dos resultados do trabalho com a imaginação visual e cromática das crianças.
Finalmente, a cozinha da Letra E e a sua mesa redonda transformaram-se em oficina de escrita, com alguns meninos e meninas a escutar o silêncio, sob o olhar de Albertina Pena. Daí nasceram exercícios rudimentares dos que ensaiam as primeiras letras, breves narrativas e bandas desenhadas, que o caderno futuro dará também a conhecer – com assinatura, tal como os desenhos e as pinturas.
Os que foram ontem à Letra E, pequenos e grandes, conscientemente ou sem darem por isso, levaram à prática os seis critérios que Augusto Joaquim formulava assim há mais de quarenta anos, num dos textos fundadores dessa «escola-outra» que foi A Escola da Rua de Namur de Lovaina (e a sua continuação na «La Maison»):
1. sentir-se bem, consonante com o seu corpo;
2. saber falar com o seu interlocutor:
3. saber escutar e saber fazer silêncio («quem não tem orelhas, não tem boca»; «quem não tem boca, não mostra os olhos que tem»);
4. ser sensível ao humor;
5. acreditar no seu sonho, na realidade motora do seu sonho, e no sonho que alimenta o grupo;
6. saber ver, discutir, agir em conjunto.
O vídeo que se segue dá uma entrada nesta tarde diferente:
1. sentir-se bem, consonante com o seu corpo;
2. saber falar com o seu interlocutor:
3. saber escutar e saber fazer silêncio («quem não tem orelhas, não tem boca»; «quem não tem boca, não mostra os olhos que tem»);
4. ser sensível ao humor;
5. acreditar no seu sonho, na realidade motora do seu sonho, e no sonho que alimenta o grupo;
6. saber ver, discutir, agir em conjunto.
O vídeo que se segue dá uma entrada nesta tarde diferente:
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15:47
18.3.15
A «LETRA E»
É DAS CRIANÇAS!
No próximo sábado, 21 de Março, a partir das 16 horas, a «Letra E» do Espaço Llansol vai ser das crianças. Na sequência da última sessão, em que se falou dos princípios pedagógicos e das práticas das escolas criadas por Maria Gabriela Llansol e Augusto Joaquim na Bélgica, vamos tentar reconstituir ateliers de escrita, de desenho/pintura e de música seguindo alguns desses princípios das escolas da Rua de Namur e La Maison.
Os adultos podem e devem participar e colaborar, e as actividades distribuir-se-ão por três grupos em áreas diferentes da «Letra E». O resto fica entregue à imaginação das crianças que vierem, sob orientação de
Albertina Pena Teresa Projecto e Paulo Sarmento
(escrita) (desenho/pintura) (música)
«Havia longas horas em que crianças e adultos desenhavam a
brincar como amigos que jogando descobrem que deram seus
passos e estão agora um pouco mais além.»
(M. G. Llansol)
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10:37
15.3.15
UMA NOVA GEOGRAFIA:
AS ESCOLAS DA BÉLGICA
A tarde de sábado na «Letra E» permitiu-nos traçar um amplo arco entre dois tempos: o dos anos setenta do século XX, tempo de «utopias» pedagógicas (e outras) incentivadas pelo Maio de 68, e, por contraste, o momento actual e a formatação mais ou menos generalizada da escola – com algumas experiências e projectos pontuais diferentes, de que nos falou o pedagogo e professor belga Pascal Paulus, em diálogo com Albertina Pena, também ela professora do ensino básico.
Pascal foi a pessoa certa para fazer essa ponte, com o seu estilo comunicativo e o seu saber imenso sobre práticas e teorias educacionais, no presente e na história. De facto, é alguém que vem desses anos da Bélgica (e concretamente de Lovaina), que conheceu a experiência das Escolas da Rua de Namur e La Maison, em Lovaina e Ottignies, e tem um conhecimento fundamentado da realidade educacional portuguesa e internacional de hoje.
O video que apresentámos, feito a partir dos muitos materiais do acervo do Espaço Llansol relativo às escolas, deu conta da relação pessoal de Maria Gabriela Llansol com essas duas escolas, e as peças do espólio expostas, juntamente com o «Caderno da Letra E» que fizemos (e que pode ser consultado em baixo), permitiram formar uma ideia clara e bastante completa sobre os princípios pedagógicos, os métodos de trabalho, as experiências concretas nos ateliers com as crianças, e também sobre todo o envolvimento humano de uma escola livre, global e participada – de que a própria Llansol já deu conta nos «Apontamentos sobre a Escola da Rua de Namur», que acompanha a segunda edição d' O Livro das Comunidades.
No próximo sábado, dia 21, a partir das 16 horas, continuaremos neste tema, num exercício de reconstituição dos ateliers das Escolas da Bélgica, com as crianças que virão, orientadas por Albertina Pena (escrita), Teresa Projecto (desenho, pintura) e Paulo Sarmento (música).
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23:46
9.3.15
A ESCOLA ALTERNATIVA
NA «LETRA E»
As duas sessões de Março na «Letra E» do Espaço Llansol vão dar a conhecer (e depois tentar reconstituir) a ideia e as práticas das escolas alternativas a que estiveram ligados, na década de setenta do século passado, Maria Gabriela Llansol e Augusto Joaquim: a escola da Rua de Namur, em Lovaina, e a escola La Maison, integrada na Cooperativa de produção e ensino Ferme Jacob, em Louvain-la-Neuve.
Nascidas para acolher crianças com necessidades especiais, filhas de exilados políticos, casais de estudantes estrangeiros, e falando diferentes línguas, essas escolas assumiriam um perfil pedagógico e organizativo muito particular, integradas que estavam desde início num espírito alternativo, anti-autoritário e integrador que se espelha nos seus modelos pedagógicos e práticas de trabalho, e que o caderno que fizémos para esta ocasião documenta, com textos de vários tipos e trabalhos originais que se conservam no espólio de M. G. Llansol e Augusto Joaquim.
Para a próxima sessão, no sábado 14 de Março, às 16 horas, contamos (para além de Albertina Pena, professora e membro da Direcção do Espaço Llansol) com a colaboração do professor e pedagogo belga Pascal Paulus, que há várias décadas trabalha e publica em Portugal, e que vem desses anos de Lovaina e conheceu algumas das pessoas ligadas a estas escolas alternativas.
Teremos nesse dia mais um «Caderno da Letra E» com muita documentação, mostraremos um video em que é possível seguir aspectos concretos do trabalho e do ambiente quotidiano, e uma exposição com trabalhos originais das crianças e escrita de Llansol sobre a sua experiência das escolas. E fizemos ainda colecções de postais com os desenhos das crianças.
Esperamos por todos os que quiserem conhecer mais de perto esta singular experiência pedagógica e humana.
Publicado às
23:16
7.3.15
No próximo dia 11 de
Março, pelas 18 horas, João Barrento falará na Escola Superior de Artes e
Design (ESAD) das Caldas da Rainha da problemática do corpo, com
particular incidência na Obra de Maria Gabriela Llansol e de algumas das
suas figuras em que o tema tem lugar de destaque, nomeadamente Spinoza
ou Nietzsche. Fica aqui o sumário da conferência:
Publicado às
22:56
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