27.1.19
VARDA E LLANSOL: OLHARES CRUZADOS
Tivemos ontem mais uma sessão da «Casa de Julho e Agosto», com a projecção do filme de Agnès Varda e do fotógrafo JR Olhares, Lugares. É um filme em muitos aspectos «llansoliano», como pudemos confirmar na conversa que se seguiu à projecção (entre Maria Etelvina Santos, João Barrento, a fotógrafa Teresa Huertas e o público), estabelecendo pontes entre a ideia de fundo do filme – a descoberta de lugares, rostos e restos pela imagem amplificada, em «sobreimpressão» – e muitos momentos e filões da escrita de Llansol.
Alguns desses paralelos poderão descobrir-se lendo os excertos de M. G. Llansol que incluímos no desdobrável que acompanhou a sessão, que foi lido, e que damos a ler a quem não esteve (clique nas imagens que se seguem para aumentar, ou arraste para o ambiente de trabalho e amplie).
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14:01
14.1.19
«SEGUINDO O OLHAR»
com Agnès Varda e Llansol
No próximo dia 26 de Janeiro, pela 16 horas, teremos mais um «encontro improvável» na Casa de Julho e Agosto, com a projecção do recente filme de Angès Varda (e do fotógrafo JR), Olhares, Lugares.
O improvável da ligação deixa de o ser quando pensamos na importância do olhar na escrita de M. G. Llansol e no sentido particular que o termo «lugar» nela adquire. A originalidade do filme está nessa partilha de olhares e busca de lugares. Llansol escreveu um dia, parecendo estar a comentar este filme: «Para ficar com o ver, partiram e repartiram o olhar».
De tudo isto e muito mais se falará depois da projecção do filme. E Llansol estará presente, para quem a quiser levar consigo, num desdobrável com textos seus sobre a temática do olhar.
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10:32
13.1.19
A FOYLES ESCOLHE LLANSOL
Uma das mais antigas e célebres cadeias de livrarias inglesas, a Foyles for Books (com a sua mítica loja de Charing Cross Road, em Londres) escolheu a tradução americana de Geografia de Rebeldes para lhe dar destaque na sua secção de ficção. Assim:
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12:47
31.12.18
MODOS DE LER LLANSOL
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Para corresponder
ao interesse manifestado por várias pessoas, no sentido de que o Espaço
Llansol, além das sessões habituais, organize um «curso livre» para ler e
pensar o texto de Maria Gabriela Llansol, resolvemos ir ao encontro desse
desejo e iniciar a partir de Janeiro de 2019, com um pequeno grupo de 15/20
pessoas, o primeiro curso «Modos de Ler Llansol» (orientado por Maria
Etelvina Santos). O objectivo é o de iluminar o texto llansoliano, tanto para
leitores já familiarizados com ele como para aqueles que desejem iniciar a sua
leitura – portanto, concebido como troca de saberes, sem hierarquias,
e fundado no respeito pela palavra, na vontade de conhecer, na procura do
júbilo e na alegria da leitura.
Embora o grupo inicial já se encontre neste momento
completo, estamos abertos a futuras inscrições, caso alguns de vós manifestem
interesse e disponibilidade.
As
sessões decorrem de Janeiro a Junho, duas vezes por mês, num total de 12
sessões / 24 horas.
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16:18
26.12.18
17.12.18
«O LIVRO DOS DIAS», ou «O LIVRO DE TODO-O-SABER»
O Almanaque Llansol e a tradição dos almanaques
Apresentámos no passado sábado a mais recente edição do Espaço Llansol, Os Rostos do Tempo. Almanaque Llansol, situando-o na já longa e diversa tradição desta forma de livro no Ocidente e no mundo árabe, entre o sapiencial, o prático e o poético. Disso nos falou a Profª Vanda Anastácio, que percorreu a história do Almanaque, desde as suas origens até este nosso novo exemplo llansoliano, abordando aspectos tão variados como a problemática editorial dos almanaques depois da invenção da imprensa, as estratégias de relação com os públicos ao longo do tempo, as orientações dos almanaques, mais práticas, mais científicas ou mesmo ideológicas e de classe, e a sua orientação mais literária a partir do século XVIII, como receptáculo de toda a espécie de literatura, com o aparecimento dos chamados «Almanaques das Musas», que, oriundos de França, depressa foram acolhidos na Alemanha ou na Holanda, e marcaram também presença no século XIX português. É exactamente de finais deste século, de 1896, um dos textos canónicos sobre o almanaque, esse «livro de todo-o-saber», a introdução ao Almanaque Encyclopédico desse ano por Eça de Queirós, a que a Profª Vanda Anastácio deu significativo destaque, lendo algumas páginas memoráveis dessa bela peça de prosa de Eça.
O público participou desta vez activamente, e não apenas com algumas questões pertinentes que surgiram e levaram a nossa convidada a falar das diversas formas de publicações que podemos encarar como «livros dos dias» – o almanaque (o perpétuo ou o anual), a agenda, o anuário, o diário...
As habituais leituras de textos de Maria Gabriela Llansol, desta vez centrados na temática do tempo, não foram feitas por actores ou actrizes, mas pelo próprio público, a partir de faixas com fragmentos das obras de Llansol sorteados aleatoriamente, e que transcrevemos a seguir para quem não os pôde ouvir. A sequência de quarenta fragmentos permite vislumbrar sucintamente os muitos rostos que o tempo assume nesta escrita: do tempo dos dias ao da História ou do Ser, do instante vivido ao passado recuperado ou ao futuro vislumbrado, do tempo da vida ao tempo da morte... Esta viagem pelos fragmentos lidos permitiu-nos, como Llansol escreve numa das suas agendas, vivenciar uma «participação mental na elasticidade física do tempo». Também o Almanaque Llansol que apresentámos propicia, de uma forma mais alargada, e ao longo de todo o ano, uma tal viagem pelos tempos – os da Autora ou os de qualquer um dos seus leitores.
Llansol sobre o tempo: fragmentos lidos
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14:48
15.12.18
ALL'OMBRA DEL CHIARO DI LUNA
Uma Antologia llansoliana em Itália
Acaba de sair em italiano a antologia de textos de Maria Gabriela Llansol All'ombra del chiaro di luna, com chancela das edições Pagine d'arte (www.paginedarte.ch), numa coleccção nova («Fiammiferi» = Fósforos) recentemente inaugurada. A selecção foi feita por João Barrento, que também assina a nota final («Il frammento completo»), a tradução é da escritora italiana Paola d'Agostini, que há anos vive em Lisboa, e o livro traz ainda uma introdução do poeta Flavio Ermini (intitulada «Il giorno presente»).
[O índice da antologia]
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22:44
3.12.18
O ALMANAQUE LLANSOL
O tempo – os tempos, do instante mais breve e intenso ao grande tempo da História e do Ser – assume um lugar muito particular na Obra de Maria Gabriela Llansol. E também a reflexão sobre o nosso estar aqui, sobre os significados do insignificante, sobre a própria escrita, constitui algo de intrinsecamente presente em qualquer página desta autora. Estas duas vertentes, e tantas outras desta escrita sem limites, vêm ter connosco a cada dia deste «Livro dos dias» que é o almanaque Llansol que acabámos de organizar em edição portuguesa, com a nossa amiga austríaca Ilse Pollack, que o preparou há poucos anos para a edição alemã, e que apresentaremos no dia 15 de Dezembro, às 16 horas, no Espaço Llansol, com a participação da Profª Vanda Anastácio, que nos falará da história dos almanaques em Portugal.
Os Rostos do Tempo é um almanaque perpétuo, insere-se numa tradição do almanaque que entre nós vem do século XIV e que teve como pontos altos, entre outros, o Almanach Perpetuum de Abraão Zacuto (1496) ou o Almanaque Enciclopédico de 1896, com um histórico prefácio de Eça de Queiroz, e chega até ao conhecido Borda d'Água.
«Os almanaques são geralmente feitos de provérbios, ditos, máximas, pelos quais nos orientamos, ou que nos desafiam a contradizê-los; e isso acontece também com este. Com a diferença de que neste caso eles estão intimamente ligados aos lugares de vida e de escrita da autora: Lisboa ou o «não-lugar» de Herbais, Bruges, lugar de beguinas, ou Alpedrinha, lugar da infância, para apenas mencionar alguns. E neste contexto surgem também as figuras, nomes conhecidos e desconhecidos da História que são reinventados nos textos de Llansol, acolhidos em vários livros onde formam constelações, numa coexistência que supera todas as barreiras de tempo e de espaço.
E tudo isto entrecortado por reflexões sobre a escrita, leituras e gostos pessoais, os animais da casa, sobretudo os gatos, e, enfim, também algumas afinidades especificamente «femininas», muito embora o texto, para esta autora, não tenha sexo.» (Ilse Pollack, da Introdução ao Almanaque Llansol).
E tudo isto entrecortado por reflexões sobre a escrita, leituras e gostos pessoais, os animais da casa, sobretudo os gatos, e, enfim, também algumas afinidades especificamente «femininas», muito embora o texto, para esta autora, não tenha sexo.» (Ilse Pollack, da Introdução ao Almanaque Llansol).
«Do tempo da História ao tempo do Há, atravessando o amplo mosaico dos tempos do quotidiano, o percurso de Llansol parece desenvolver-se em três momentos determinantes e não estanques: 1) o de um tempo-arquivo de visões alternativas da História, que logo ganha forma de memória do humano em tensão com a trama dos poderes, passando por 2) um tempo-do-presente, da imanência do acontecer e do dessassossego da busca de uma existência sem memória, até 3) ao tempo fora do tempo, tempo do Há, da grande melodia do Ser.» (João Barrento, da Introdução).
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10:26
25.11.18
EVOCAR, «DAR UM LUGAR»
Llansol, entre Hölderlin e Spinoza
Foi assim a dupla evocação de ontem na Casa de Julho e Agosto: de Maria Gabriela e do seu filósofo maior, Spinoza/Bento/Baruch, ambos nascidos a 24 de Novembro, sob o olhar atento de Hölderlin e do seu «ritmo poético fugindo», como sobre ele escreve Llansol.
Do Caderno, com extratexto, feito para esta sessão
João Barrento traçou o rasto da presença do poeta na Obra de Llansol, e dessas palavras de abertura retemos alguns momentos:
[...]
Llansol anota num dos seus cadernos, em 1985,
aludindo ao emergir da loucura mansa e ao lugar do ritmo no poeta alemão:
«Quando Hölderlin principiou a encher a testa com a sua loucura nascente,
olhava longamente um jardim, sempre deserto (…) Tomava-se a si mesmo por um ritmo poético fugindo.»
O que poderá ter atraído Maria Gabriela Llansol para uma
figura como Hölderlin – para além do caso singular de um poeta singular que
passa «metade da vida» à margem do mundo e de si – terá provavelmente a ver com
este lugar privilegiado do ritmo na sua poesia e no seu pensamento sobre ela.
[...]
Quando,
com Hölder, de Hölderlin (publicado
em 1993, mas presente nos cadernos manuscritos já nos anos oitenta), o grande
poeta alemão entra na paisagem textual de Llansol, ganha aí um perfil humano,
poético e figural que a pouco e pouco, nos fragmentos ritmados que formam este
texto, se vai desenhando entre os pólos da natureza e da escrita, da paixão
(nos poemas a Diotima, a amada que inventou o petit nom Hölder, presente no título de Llansol) e do êxtase ou da
loucura, que nele parece ser a versão moderna, sublimada e extática, mas ao
mesmo tempo contida e controlada, do furor
poeticus antigo. Em Llansol, a paisagem-Hölderlin traça-se entre a
humanização da figura (por vezes com recurso a imagens muito cruas) e a sua
fulgorização numa prosa onde também encontramos uma tensão entre a quase visão
e uma linguagem precisa, luminosa, ritmada e ritualizada – o júbilo poético controlado que é a marca
inconfundível da grande poesia de Hölderlin.
[...]
Hölder,
de Hölderlin
segue o fio da loucura do poeta, que não sabemos bem onde começa, do mesmo modo
que temos alguma dificuldade em estabelecer, nos modos de escrita de Llansol,
os limites entre o impulso poético da imagem e a entrada na zona da visão ou da
alucinação. Aragon aborda subtilmente este movimento, quer de Hölderlin, quer
de Llansol, ao sugerir num longo e extraordinário poema intitulado «Hölderlin»,
que estamos nos limites entre o ser e o não-ser, numa zona entre o real e o
possível que em Llansol dá pelo nome de «entresser». Deixo ecoar algumas linhas
de Aragon:
É
certamente cómodo tudo explicar pela
Loucura
– onde começa a loucura?
Orfeu
Esse
desce ao incompreensível inferno
Em
busca de Eurídice. E tu, Diotima,
Talvez
nesses dias sobre os quais nunca saberemos nada
Tu
o tivesses seguido até ao fundo do não-ser...
A
loucura, onde começa a loucura, Hölderlin?
Sobreviver
quarenta e um anos
Talvez
isso seja
A
loucura...
O
inexplicável não é aquilo que a loucura explica...
Para
os seus, ele era apenas o pequeno Fritz, e a bem-amada
Chamava-lhe
o seu Hölder! Ah,
Se
tivéssemos todas as suas cartas,
Então
Já não precisaríamos da
loucura...
O
que comumente se designa de «loucura» é também para Llansol uma forma de extrema
lucidez, a capacidade de, com uma língua nova, «ver o Ser e recitá-lo de novo»,
como escreveu o poeta Fernando Guerreiro ainda a propósito de Hölderlin.
E Llansol, num caderno manuscrito de 1999:
«A
loucura é um conhecimento esfarrapado e desorganizado – sem eixo nem
progressão. Mais novo e mais desconhecido é visto como mais loucura, quando
afinal, no texto, mais novo e mais desconhecido é mais lucidez.»
[...]
Exposição de manuscritos de Llansol em torno de Hölderlin
Depois, duas leitoras próximas, quer de Llansol, quer do «poeta da Torre», Cristiana Vasconcelos Rodrigues e Teresa Cadete, deram voz ao breve e intenso texto Hölder, de Hölderlin, que por elas foi lido na íntegra.
Cristiana V. Rodrigues e Teresa Cadete
E a finalizar a sessão, toda ela concebida sob o signo da leitura, dois vídeos, eles também com textos de Hölderlin e Llansol.
João Barrento mostrou e deu a ouvir a sua leitura do poema «Como em dia de festa...»:
Imagens do video de João Barrento
E Maria Etelvina Santos passou um filme em memória de Maria Gabriela Llansol, em que integra excertos de Os Cantores de Leitura, e que apresentou com as seguintes palavras:
Imagens do video de Maria Etelvina Santos
E se as nuvens fossem
ondas?
exercícios do olhar com
voz
Quando alguém, ao separar-se da vida, pede a um
amigo «Dá-me um lugar» (como aprendi com Montaigne), pede a quem ama um lugar
na sua memória, como se dissesse ‘torna de novo vivo o meu acto de nascer’.
Evocar é, assim, «dar um lugar». Um
lugar nascente, construído dia a dia, e que não existe num qualquer território,
pois é o lugar volátil de Mnemósine em nós.
O lugar que, por escolha nossa,
decidimos dar a Maria Gabriela Llansol, não é apenas esta casa – esta, ao que
parece, podemos dizer que foi ela que nos deu, com todos os seus objectos,
plantas, cadernos e livros. O lugar que escolhemos dar-lhe é antes o lugar transformante
de Mnemósine, trazendo-a à nossa experiência quotidiana como prática de vida.
Com leveza. Simplesmente acontecendo, porque aprendemos com Llansol o seguinte
modo de estar no mundo: escolher o
caminho do júbilo, e uma ética do belo que seja também uma estética da bondade.
Fulgor ou verosimilhança?
E se as nuvens fossem ondas?
Esta minha oferenda, Maria Gabriela,
estes meus «exercícios do olhar com voz», colhidos muitos deles na minha casa
pelas manhãs, querem mostrar-te como a Reforma do Entendimento Humano, que
Spinoza pôs nas tuas mãos e tu reescreveste n' Os Cantores de Leitura, anda a ser
lida por mim. Escolhi o ponto de vista do fulgor e do júbilo, e o desejo de ser
figura, procurando deixar, como me ensinaste, o melhor de mim em vestígios
reformuláveis, não aceitando como inevitável o mundo em que vivo. Porque ser
testemunha obriga-nos a passar testemunho – trazer a nós os «brutos e cândidos
animais», e escolher tirar um curso para a vida nos «Estudos Gerais das
Árvores». Fulgor ou verosimilhança?
«Somos variações da luz» – disseste.
Inclinar o olhar dá-nos a possibilidade de ver diferentemente. A uma outra luz,
o Sol pode ser Lós, e a aurora dos diferentes dias estar dentro da Aurora de Nietzsche. Ouço-te a
dizer-nos: «quando a onda de leitura bate na rocha, eu tomo o rumo que me leva
a entrar no mar enevoado». Do ponto de vista da verosimilhança, o mar enevoado
há muito que é triste; do ponto de vista do fulgor, o mar enevoado é uma imagem
que me enche de júbilo e alegria.
E se as ondas fossem nuvens?
24 de Novembro 2018
Publicado às
16:29
24.11.18
«É MANHÃ SEM SER MANHÃ...»
Foi há 87 anos, à noite... mas o dia inicial é sempre uma aurora. O dia 24 de Novembro de 1931, aquele em que Maria Gabriela iniciaria o seu périplo pelo tempo e pelo mundo a partir de Campo de Ourique, foi o da sua cena primitiva, ou da cena fulgor primordial.
Evocamo-la com uma página de um dos seus dossiers, de uma série de cartas que intitulou «O elogio do fulgor», um breve fragmento que parece trazer até nós, com uma qualquer luz de aurora, em «alegria imaginária», esse começo, como «alguém que se levanta da imobilidade». Depois, lemos noutro caderno do espólio, como todas as biografias que «navegam, à procura de caminho, eu dispus-me a contrapor a minha energia à superfície do tempo________». E com esse gesto e essa decisão um outro nascimento se iria perfilar, o de toda uma Obra que é ainda um universo em aberto.
Publicado às
10:00
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