21.5.17

AS FORMAS DO MISTÉRIO

«… Gostaria que sobrevivesse a afirmação de que nós somos epifanias do mistério…»
(M. G. Llansol, Lisboaleipzig)

No próximo sábado, dia 27 de Maio, pelas 16 horas, estaremos mais uma vez no MU.SA-Museu das Artes de Sintra, onde o artista plástico a. guerra santos («Adua») exporá desenhos a grafite feitos a partir de um diálogo com M. G. Llansol. 

a. guerra santos
Index secreto (...que o passado transporta consigo e que predestina à «salvação» para um presente certos momentos desse passado)

Trata-se de mais um encontro im-provável com a paisagem espiritual da Obra de Llansol, desta vez, e uma vez mais, com a Obra de um artista plástico, e pela senda de um substrato de espiritualidade sensível que atravessa ambos os universos, e que colocamos sob o signo do mistério. Um conceito e uma esfera do real que, contrariamente ao que se poderia pensar, servem igualmente as duas Obras e a sua busca de um caminho para a luz e o fulgor.
Disto se falará num diálogo a quatro, com o artista, a Professora Rita Benis (do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, Porto), Maria Etelvina Santos e João Barrento, do Espaço Llansol. E teremos, como sempre mais um «Caderno da Letra E» dedicado ao tema, com textos de M. G. Llansol e reproduções de obras de a. guerra santos.

6.5.17

MUSIL E(M) LLANSOL
A experiência estética da alma

No dia 11 de Maio, às 18h30, João Barrento falará no Goethe-Institut/Instituto Alemão (Campo dos Mártires da Pátria, 37) sobre o grande romancista austríaco Robert Musil e o seu romance maior, O Homem sem Qualidades, evocando a imagem que o escritor tem na Obra de Maria Gabriela Llansol.



João Barrento apresentará o percurso biográfico e literário de Musil (com projecções) e falará da relação do autor com Maria Gabriela Llansol a partir dos testemunhos que encontramos, quer nos seus livros, quer no espólio. Com leituras em paralelo de Llansol e Musil.

Robert Musil e Maria Gabriela Llansol são dois autores inactuais – e da maior actualidade. A escritora portuguesa descobre o autor austríaco para a sua escrita a partir dos anos setenta do século XX, considerando que Musil, tal como Kafka e tantas outras figuras do espaço alemão que também assimila (Eckhart, Müntzer, Bach, Hölderlin, Nietzsche), não visavam «a missão histórica da nação alemã», mas antes «a alma humana».

26.4.17

AS ACTIVIDADES DE MAIO-JUNHO

Paralelamente ao trabalho silencioso no espólio de M. G. Llansol, continuamos neste trimestre com as nossas actividades públicas, de que damos notícia, até Junho: uma conferência de João Barrento sobre a presença de Musil na Obra de Llansol (no Goethe-Institut/Instituto Alemão de Lisboa); uma exposição de obras do artista plástico a. guerra santos («Adua»), uma série de grafites feitas a partir de textos de Llansol, que mostraremos no MU.SA-Museu das Artes de Sintra, em conversa com o artista e Rita Benis (do Centro de Literatura Comparada Margarida Losa, Porto); e um grande colóquio internacional em torno da presença do grande místico árabe da Península Ibérica Ibn'Arabî, em colaboração com o Centro de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa e a Sociedade Ibn 'Arabî de Murcia (na Faculdade de Letras de Lisboa, com participantes de Espanha, Itália, Brasil e Portugal).


Para cada uma destas sessões contaremos com os habituais «Cadernos da Letra E» com textos éditos e inéditos de Llansol: «A experiência estética da Alma» - Musil e(m) Llansol, M. G. Llansol / a. guerra santos, As Formas do Mistério e A Imaginação do Amor: Llansol e Ibn 'Arabî.
E haverá ainda, em Junho, a apresentação da nova edição d' O Livro das Comunidades, comemorativa dos quarenta anos deste livro, com colagens de Pedro Proença, de que deixamos já um exemplo.



23.4.17

COM LLANSOL NO DIA DO LIVRO


[Anotação de Maria Gabriela Llansol no 3º volume do seu exemplar de 
O Homem sem Qualidades, de Robert Musil]

20.3.17

OS FILMES DE LLANSOL:
Agnès Varda, Os Respigadores e a Respigadora


No próximo sábado, dia 25, às 16 horas, mostraremos no MU.SA-Museu das Artes de Sintra, um dos filmes de Llansol, cuja temática – o lugar dos «restos» e os modos da sua intervenção nas nossas vidas – acompanha a obra da escritora desde, pelo menos, A Restante Vida (1983).
Leremos excertos sobre o tema da «Vida Restante e o resto actuante» e comentaremos o filme na sua ligação com a escrita de Maria Gabriela Llansol. E haverá um caderno, recuperado de um encontro de 2005, em que Llansol comenta este filme com alguns dos que na altura lhe eram mais próximos.

9.3.17

LLANSOL, PESSOA E O «ENTRESSER»

Está disponível na Internet a intervenção de Paulo Borges,  professor  de  Filosofia  da Faculdade de Letras de Lisboa,  no  último  Congresso Interna-cional  sobre  Fernando  Pessoa,  a  propósito  da noção llansoliana do «entresser»  e  suas ligações com a pessoana do «entre» (designada de gap, no poema inglês  de  Pessoa  que Paulo Borges toma como referência).
A excelente e clarificadora palestra de Paulo Borges – «Vazio, interlúdio e entresser. A metamorfose de F. Pessoa em M. G. Llansol» – pode ser ouvida no link que se segue, indo à secção do Congresso intitulada «Pessoa nos outros»:  https://educast.fccn.pt/vod/channels/czvi0s1ug


8.3.17

COM LLANSOL, NAS PORTAS DO RÓDÃO


No passado sábado, dia 4, levámos a Obra, a vida, os lugares de Maria Gabriela Llansol à Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão. Com sala cheia e um público motivado, em grande parte proveniente do Círculo de Leitura local, João Barrento, Maria Etelvina Santos e Albertina Pena falaram da importância e da variedade dos lugares de escrita e vida de Llansol, dos modos de leitura que o seu texto pede, da experiência das duas escolas alternativas que criou na Bélgica. O Presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão abriu a sessão, com a incansável bibliotecária, Graça Batista, e a poeta Marta Chaves encerrou a longa tarde – que ainda se prolongou com muitas intervenções da sala – com um depoimento vivo e empenhado sobre a sua descoberta dos livros de Llansol aos dezassete anos e a sua convivência com eles até hoje. E mostrámos ainda três videos, sobre os lugares de Llansol, a sua experiência de exílio e as «escolas globais» da Rua de Namur, em Lovaina, e da La Maison, em Louvain-la-Neuve.
Deixamos aqui uma sequência de imagens que reconstitui alguns momentos desta agradável e intensa sessão (e que também agradecemos à Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão).



3.3.17

FAZ HOJE NOVE ANOS…

… que Maria Gabriela Llansol empreendeu a grande viagem. Evocamos a sua memória da melhor maneira que conhecemos – com o seu próprio texto, que nos proporciona sempre «toda a espécie de encontros».


1.3.17

LLANSOL NAS «TERÇAS DE POESIA CLANDESTINA»


Na próxima terça-feira, dia 7 de Março, pelas 21.30, o texto de Llansol ocupará parte da 62ª sessão das «Terças de Poesia Clandestina (TPC» do colectivo Reunião de Apócrifos Foragidos (RAF). Depois da leitura de textos da jovem poeta Inês Francisco Jacob e do Diário de Al Berto, os actores João Grosso, Nídia Roque e Mariana Portocarrero lerão dois blocos de textos de Maria Gabriela Llansol (de vários livros, entre eles Onde Vais, Drama-Poesia? e O Começo de um Livro é Precioso, e também de cadernos inéditos). João Barrento comentará os excertos lidos a partir do ponto de vista de «um texto que vem do futuro».
A sessão realiza-se no bar Titanic sur Mer (Cais da Ribeira Nova, Cais do Sodré).

25.2.17

LLANSOL EM VILA VELHA DE RÓDÃO

No próximo sábado, dia 4 de Março, entre as 15 e as 18 horas, o espaço da Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão irá respirar o espírito do texto e do universo de Maria Gabriela Llansol. Com intervenções várias, de Maria Etelvina Santos e João Barrento, Albertina Pena e a poeta Marta Chaves, evocaremos a escrita e os lugares de Llansol, as escolas que fundou na Bélgica e o rasto que deixou em alguns dos seus legentes.
O programa completo é o que se segue: