20.1.14
TEORIA DA DES-POSSESSÃO REEDITADO
O livro de Silvina Rodrigues Lopes Teoria da Des-possessão, seminal para os estudos llansolianos quando foi publicado pela Black Sun Editores em 1988, foi agora reeditado pela Averno com uma bela capa de Inês Dias.
O ensaio de Silvina Rodrigies Lopes, que, em 1988, tinha ainda relativamente poucas obras de Llansol à sua disposição, abre de forma fulgurante (e incisiva, no modo como capta in nuce um universo e um modo de escrita). Assim:
(Clique na imagem para aumentar)
Só podemos congratular-nos com a iniciativa da Averno ao tornar novamente disponível um dos ensaios mais penetrantes sobre a Obra de M. G. Llansol.
Publicado às
19:07
10.1.14
LLANSOL E OS LUGARES IMAGINÁRIOS
DA LITERATURA
O JL desta semana, inspirado no Dicionário de Lugares Imaginários de Alberto Manguel (editado cá pela Tinta da China), traz um dossier com depoimentos de vários escritores sobre o tema na literatura portuguesa e mundial. Entre esses lugares imaginários não poderiam deixar de estar os das paisagens textuais, existentes-não-reais ou reais-não-existentes, criadas por M. G. Llansol. Um deles (aliás, dois) é evocado por Hélia Correia no seu depoimento, em que diz:
O meu
lugar imaginário em Portugal tem testemunhos no real: não um, mas dois. É o «Grande
Maior» de Parasceve, o livro de Maria
Gabriela Llansol. O Grande Maior é um plátano em cuja copa há uma cidade. Uma
cidade onde a clorofila é a cor dominante, onde está posta uma mesa de banquete,
onde há praças e esplanadas «cujas cadeiras se comportam com as mesas de uma
maneira absolutamente inimaginável». A escrita de Llansol que, como a sua vida,
decorre no «jardim que o pensamento permite», toca nas coisas mais vulgares e
transfigura-as. Se ela as olhou, não tornarão a ser as mesmas.
O
Grande Maior da Volta do Duche, em Sintra, ao qual ela fazia sempre uma
saudação, tem agora uma placa evocativa. O meu lugar imaginário – onde vou muita
vez ler os seus textos – é outro. É outra copa de outra árvore-cidade, outro
Grande Maior. Maria Gabriela levou-me um dia, fisicamente, lá. Existia para nós
e era um segredo. Como o Plátano e a sua insuspeita cidade, todos o vêem e
ninguém o vê. Mas quem quiser encontra-o
no seu texto.
Publicado às
15:38
6.1.14
O PROGRAMA DA «LETRA E»
JANEIRO A MARÇO
Neste primeiro trimestre do ano iniciaremos na «Letra E» uma nova série de «Encontros improváveis» de Llansol com várias figuras do século XX e actuais – para já, o cinema de Abbas Kiarostami (com Daniel Ribeiro Duarte) e o universo de Maurice Blanchot (com Paulo Sarmento) –, e discutiremos, em Março, a crise civilizacional e cultural do nosso tempo à luz da reflexão de Llansol, a partir de textos na sua maior parte inéditos (com o escritor António Vieira e o crítico António Guerreiro).
Aqui fica o programa para os próximos três meses, e o nosso convite para virem à «Letra E». Para cada sessão faremos, como já vem sendo habitual, um pequeno caderno com textos de Llansol, e eventualmente outros, relativos a cada tema.
Publicado às
23:29
NA CRÍTICA FRANCESA
A crítica francesa Bénédicte Heim, que já escrevera sobre Finita, volta a comentar o último livro de M. G. Llansol saído em francês, L'enquête aux quatre confidences, num site importante de crítica de livros em França, o Livres addict. Pode ler-se o que escreve B.H. aqui:
http://www.livres-addict.fr/Livres.html#llansol_enquete
http://www.livres-addict.fr/Livres.html#llansol_enquete
Publicado às
16:15
27.12.13
23.12.13
ECOS DE LLANSOL EM FRANÇA
A última edição de um livro de M. G. Llansol em francês, o Inquérito às Quatro Confidências (tradução de Cristina Isabel de Melo, edição Pagine d'arte) merece destaque no site de informação cultural Télérama (http://www.telerama.fr/livres/enquete-aux-quatre-confidences,106279.php), pela mão da jornalista Marine Landrot.
Publicado às
19:25
15.12.13
O NASCIMENTO DE CAUSA AMANTE
NA «LETRA E»
A sessão de sábado na Letra E, com a montagem de textos que acompanham o percurso de um livro — Causa Amante – desde o seu nascimento «na borda da banheira» da casa de Jodoigne, em 1979, até à sua conclusão em Outubro de 1980, mergulhou os que foram a Sintra durante uma hora no universo de Llansol durante o exílio na Bélgica, entre as casas de Jodoigne e Herbais, o trabalho de fazer o pão na cooperativa da Ferme Jacob, os animais e, acima de tudo, a escrita de mais um livro, com dois outros já prontos, mas sem editor.
Pelos fragmentos (todos retirados do último Livro de Horas que editámos: Numerosas Linhas) e pelas imagens que acompanharam a sua leitura (deliberadamente poucas, para permitir que a atenção interior se concentrasse no que estava a ser ouvido), foi possível perceber o funcionamento da máquina textual e a natureza das paisagens existenciais que atravessam este tempo de M. G. Llansol, numa fase difícil do exílio belga. E seguimos também, numa segunda parte, os labirintos metamórficos do nascimento, renascimento e transformação de figuras centrais em Causa Amante, como Jorge Anés, a comunidade das beguinas transplantada para o Cabo Espichel, Sebastião, o Dom, levado á sua nova condição vegetal, ou Luís M./Comuns/o Pobre.
Deixamos aqui, para os que não puderam ir a Sintra, o video com um resumo muito resumido dos primeiros momentos dessa linha de «Afluentes, margens e desvios» (como escreve Llansol no caderno 1.49, em Junho de 1997) da escrita de um livro e das expectativas e desilusões em relação à sua possível edição em Portugal (que só aconteceria em 1984). Os comentários que enquadraram estas peripécias escriturais e figurais estiveram a cargo de João Barrento e Maria Etelvina Santos. As vozes da leitura gravada são as da Helena Alves, da Cândida Pargana e da Teresa Projecto, nossas colaboradoras no Espaço Llansol.
Publicado às
19:05
LLANSOL NA IMPRENSA
EM PORTUGAL E ESPANHA
O Livro de Horas III continua a ter eco na imprensa portuguesa, depois do Expresso (com Manuel de Freitas), do JL (com Leonor Nunes) e de dois programas de televisão. O Ípsilon, suplemento do Público de sexta-feira, 13 de Dezembro, traz a crítica de António Guerreiro, que aqui reproduzimos:
(Clique na imagem para aumentar)
E a revista espanhola La Galla Ciencia, que se publica online e em papel, dirigida por Joaquin Baños, Noelia Illan, Samuel Jara e Manuel Pujante, insere no seu número do passado dia 11 de Dezembro a tradução do Lugar 16 d' O Livro das Comunidades, da autoria do par madrileno Mario e Mercedes "Atalaire", que pode ler-se aqui: http://traducciones.lagallaciencia.com/2013/12/maria-gabriela-llansol.html
Publicado às
13:00
10.12.13
COMO NASCE UM LIVRO DE LLANSOL?
A próxima sessão da Letra E, no sábado 14 de Dezembro, às 17 horas, será diferente de todas as que fizemos até aqui. Nela se dará conta, pela leitura, pelo comentário e pela imagem, das circunstâncias, dos sobressaltos, dos momentos de júbilo que assistiram ao nascimento e crescimento de um livro como Causa Amante, prelúdio do que haveria de ser uma vida a partir daí exclusivamente dedicada à escrita.
Através da leitura de uma montagem de fragmentos provenientes do último Livro de Horas que editámos (Numerosas Linhas. Jodoigne 1979-1980), seguimos os principais filões de Causa Amante com textos que não figuram neste livro: a vivência quotidiana com as suas fulgurações e as suas sombras, o fardo do trabalho na Ferme Jacob, a reflexão permanente sobre a escrita e sobre o mundo, as alegrias e os desencantos do acolhimento ou da rejeição dos livros pelo mundo distante da edição em Portugal, as metamorfoses de várias figuras-chave deste e de outros livros. Numa sequência em que atravessaremos as seguintes paisagens:
Tudo isto acompanhado por uma sequência fotográfica e de manuscritos que amplifica a leitura na projecção.
Publicado às
15:06
5.12.13
AINDA UM BEIJO... NO RIO
Um beijo dado mais tarde, acabado de sair na Editora 7Letras, do Rio de Janeiro e já apresentado na Universidade Federal, conforme noticiámos, terá o seu lançamento na livraria da própria editora, no dia 16 de Dezembro, a partir das 19 horas, assinalando vinte anos de edição e um da livraria. O nosso obrigado ao Jorge Viveiros e à sua equipa pelo empenho na difusão da Obra de Llansol no Brasil. E aos nossos amigos do Rio o apelo para animarem a festa com a sua presença.
Publicado às
22:45
Subscribe to:
Posts (Atom)






.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)










