11.10.12

O PROGRAMA DA «LETRA E» 
PARA ESTE OUTONO

A partir do dia 20 de Outubro voltaremos às actividades da «Letra E» do Espaço Llansol, com duas sessões duplas, cujos conteúdos poderão ser vistos no programa abaixo, clicando na imagem.
As duas primeiras estarão sob o signo de Hölderlin em Llansol, com palestras, filmes, leituras e exposição de peças do espólio ligadas a esta figura. A primeira, no dia 20 de Outubro, como sempre às 17 horas, tem o programa seguinte:


 Esperamos por todos ma Letra E, o lugar onde o universo de Llansol ganha mais visibilidade pública.

8.10.12

QUARTAS JORNADAS DE SINTRA:
O RESUMO


As Quartas Jornadas Llansolianas de Sintra, este ano dedicadas à presença e à história das figuras de Lisboaleipzig na Obra de Llansol, trouxeram a Sintra largas dezenas de pessoas interessadas, e um elenco de colaboradores que uma vez mais permitiram preencher esses dois dias com momentos muito diversificados, com formas de intervenção que passaram pela reflexão e discussão de legentes portugueses e brasileiros em torno do tema deste ano e, como sempre procuramos fazer, abriram para domínios artísticos com os quais o texto de Maria Gabriela Llansol desde cedo se relacionou.
Ilda David apresentou uma pequena selecção de obras em curso, destinadas à reedição de Lisboaleipzig:



Daniel Ribeiro Duarte mostrou mais um filme (Ao Lugar de Herbais) feito a partir de materiais do espólio (fotografias, cadernos, livros) e de filmagens na Bélgica, documentando os anos de Llansol em Herbais, aqueles que viram nascer o projecto Lisboaleipzig e a ocupação com a figura de Pessoa/Aossê:


O CEM-Centro em Movimento, de Lisboa, trouxe-nos uma performance em tudo llansoliana, em que o movimento, o corpo e a luz se completavam e desafiavam mutuamente:




O compositor João Madureira mostrou-nos, numa intervenção aliciantemente didáctica e iluminante, como a estrutura composicional da música de Bach se aproxima surpreendentemente do trabalho com a linguagem no texto de Maria Gabriela Llansol:


E os solistas do Festival Cantabile (numa parceria feliz com o Goethe-Institut de Lisboa) encerraram as Jornadas com um concerto sublime e rigoroso em que se pôde ouvir e sentir o que João Madureira antes mostrara:



As comunicações que pudémos ouvir no sábado e no domingo abarcaram um espectro largo de aspectos do «complexo Pessoa» em Llansol, pela voz de «llansolianos» e «pessoanos» que iluminaram problemas ligados aos espólios dos dois autores (João Barrento, Manuela Parreira da Silva e Ana de Freitas), linhas de leitura diversas de Lisboaleipzig e outros livros em que a presença de Pessoa/Aossê é dominante (Jorge Fernandes da Silveira, Silvina Rodrigues Lopes, Paola Poma, Cristiana Vasconcelos Rodrigues), até à problemática mais particular, e ainda inexplorada, da relação entre heterónimo pessoano e figura llansoliana (Maria Etelvina Santos):



E tivémos ainda ocasião de ouvir o escritor e professor Paulo Sarmento discorrer sobre o sentido dos objectos nesta Obra (e noutras, em particular de filósofos), a propósito do livro Llansol: A Luminosa Vida dos Objectos (Mariposa Azual), apresentado nestas jornadas (ver também a nossa apresentação do livro no dia 24 de Setembro, aqui: http://espacollansol.blogspot.pt/2012/09/llansol-luminosa-vida-dos-objectos-em.html):


Re-capitulámos assim – isto é, preenchemos novos capítulos – a longa e dispersa e fabulosa história de trinta anos de escrita de Llansol em torno das figuras de Aossê, Bach e a sua grande família, Baruch Spinoza e Infausta, prolongando-a pela palavra, pela imagem, pelo som, pelo movimento.
Uma pequena parte dessa história foi mostrada, com documentos do espólio de Maria Gabriela Llansol, na «Letra E» do Espaço Llansol, e pode ser seguida no vídeo abaixo:



(Fotos: Teresa Huertas, Maria Etelvina Santos, Helena Guerreiro Alves e João Barrento | Video: João Barrento)

2.10.12

LLANSOL - RUY BELO - GONÇALO M. TAVARES
Três tempos, três afectos

O Centro de Estudos Portugueses do Departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba (Brasil) organiza no dia 8 de Outubro uma sessão em torno da Obra destes três autores portugueses, com participação dos professores e escritores Júlia Studart, Davi Pessoa e Manoel Ricardo de Lima.
Llansol não podia estar em melhor companhia!



24.9.12

LLANSOL: A LUMINOSA VIDA DOS OBJECTOS 
EM LIVRO

Está pronto, e irá para algumas livrarias já esta semana, o novo livro da colecção «Rio da Escrita» (o sexto volume desta série que o Espaço Llansol vem fazendo com a editora Mariposa Azual), que reune todas as intervenções e outros materiais (filmes e performances) das Jornadas Llansolianas de Sintra de 2011.  Este novo livro proporciona uma entrada em zonas mais íntimas, e mesmo desconhecidas, do universo Llansol, para além de oferecer algumas reflexões de fundo sobre o lugar dos objectos na sua Obra, destacando-se alguns particularmente significativos. O livro vem acompanhado de um DVD que inclui os dois filmes apresentados nas Jornadas («Encontro com S. João da Cruz», de Daniel Ribeiro Duarte e «A rapariga que temia a impostura da língua», de Sílvia das Fadas), e ainda a performance de Bernardo Bethonico («a forma de mão») e  a a leitura cantada de Cátia Sá Pereira («Quando a música circula: ensaios de leitura»).
Dá-se ainda conta da leitura, por três dos participantes, dos livros saídos há um ano: Europa em Sobreimpressão: Llansol e as dobras da História (pelo escritor António Vieira), Caderno de Leituras (a recepção crítica da Obra de Llansol, comentada pela jornalista Filipa Melo) e Llansol: A Liberdade da Alma, que documenta as Jornadas de 2010 (pela editora e legente de Llansol Ana Maria Pereirinha). (Ver Índices em baixo)








20.9.12

HÉLIA CORREIA EM DEFESA DO SUBLIME

Hélia Correia prossegue o diálogo em torno da Obra de Maria Gabriela Llansol, com um texto — «Em defesa do sublime» – saído no último Jornal de Letras, no qual comenta o de João Barrento publicado há um mês («M. G. Llansol: mentes e sementes»). Está aberto um diálogo vivo, que pode continuar.
E continuará já nas nossas próximas Jornadas Llansolianas de Sintra, em 29 e 30 de Setembro, de que o mesmo número do JL dá notícia.

 (Clique na imagem para aumentar)


17.9.12

AINDA OS DIÁRIOS DE LLANSOL NO BRASIL

A revista Rascunho - O Jornal de Literatura do Brasil (do Rio de Janeiro) inclui no seu número de Setembro de 2012 uma excelente recensão da edição brasileira dos Diários de M. G. Llansol, saída em Outubro passado na editora Autêntica, de Belo Horizonte. A crítica, da autoria de Luiz Guilherme Barbosa, pode ler-se nas páginas abaixo, ou no sítio da revista: http://rascunho.gazetadopovo.com.br/diarios-de-nao-escrever/




7.9.12

QUARTAS JORNADAS LLANSOLIANAS DE SINTRA
«Pessoa e Bach na casa de Llansol»

Vêm aí, já nos próximos dias 29 e 30 de Setembro, as Quartas Jornadas Llansolianas. Como sempre, em torno de um tema, de uma ideia-chave, de um núcleo de figuras na Obra de Maria Gabriela Llansol. Desta vez, e com recurso ao imenso material existente no espólio, revisitaremos, a várias vozes, essa «autêntica figura explosiva da galáxia Ocidente», Fernando Pessoa rebaptizado de Aossê, e a «explosão emocional e cognitiva que se vai dar no [seu] confronto com J. S. Bach e com Baruch Spinoza». Llansol di-lo de outra forma numa página inédita, de 1983: «Sinto necessidade de fazer uma recapitulação do que expus em termos só aparentemente caóticos. A figura central não pode deixar de ser a de Aossê, não o conhecendo eu por ser sua amiga, nem por ter lido toda a sua obra, mas por coincidir com a densidade da vida e obra da sua estrela. Figura não menos central é a de Bach que, atrás dele, pareceu formar-se pela condensação parcial de nuvens sombrias».


O programa (que se pode ler clicando na imagem abaixo e aumentando) faz jus a essa necessidade de «recapitulação», e conta com a presença de alguns conhecidos llansolianos e pessoanos de várias universidades portuguesas e brasileiras, não deixando, como já vem sendo apanágio destas Jornadas, de abrir para outros domínios artísticos com os quais a Obra de Llansol desde sempre tem estabelecido diálogo. Teremos, assim, exposição de novas obras da pintora Ilda David' feitas a partir de Lisboaleipzig, um filme de Daniel Ribeiro Duarte que regressa ao lugar que viu nascer a constelação pessoana em Llansol (Herbais), uma performance por artistas de um dos núcleos de artes do corpo mais singulares de Lisboa (o CEM-Centro em Movimento) e, last not least, um concerto com música de Bach pelos solistas do Festival Cantabile (que, pela mão do Instituto Alemão de Lisboa, actuam ainda em vários outros lugares), antecedido por uma intervenção do compositor João Madureira e complementado pela leitura de textos de Llansol pelo actor Diogo Dória.
Na «Letra E» do Espaço Llansol poderá ser visto um conjunto significativo de peças do espólio de Llansol, que documentam a sua longa ocupação com o «complexo Pessoa/Aossê» a partir de 1978.





24.8.12

LLANSOL: QUATRO ANOS ENTRE «MENTES E SEMENTES»

A propósito das Quartas Jornadas Llansolianas de Sintra, e de algumas opiniões recentes sobre a presença da Obra de Maria Gabriela Llansol no espaço literário português, e não só, João Barrento escreve no JL-Jornal de Letras desta semana um artigo intulado «Llansol: entre mentes e sementes». Aí se defende a necessidade de manter viva a chama do texto de Llansol através da edição e da disponibilização e divulgação daquilo que de novo existe e tem vindo a ser revelado pelo trabalho do Espaço Llansol. De facto, esta vontade de dar a conhecer o novo, para além dos livros publicados, vem da própria Maria Gabriela Llansol nos últimos meses de vida, ao escolher e diponibilizar textos inéditos dos seus cadernos manuscritos que alimentaram este blog no seu início. Depois disso, vieram os Livros de Horas (na Assírio & Alvim), que continuarão, a publicação de inéditos em revistas, a criação de uma série de volumes sobre a Obra de Llansol (a colecção «Rio da Escrita», na Editora Mariposa Azual: o próximo volume, «Llansol: A luminosa vida dos objectos», sairá nas Jornadas deste ano), traduções em várias línguas e a abertura de vastos sectores do espólio a investigadores.
Reproduz-se a seguir o artigo do JL.




1.8.12

AS QUARTAS JORNADAS 
LLANSOLIANAS DE SINTRA

Está praticamente concluída a programação das Quartas Jornadas Llansolianas de Sintra, que este ano se realizarão em 29 e 30 de Setembro, no Palácio Valenças, no centro histórico da Vila, tal como no ano passado.


O tema – «Pessoa e Bach na casa de Llansol» – dá continuidade e encerra (provisoriamente) o fio condutor que escolhemos para este ano nas actividades da «Letra E». Contaremos com intervenções de llansolianos de várias Universidades portuguesas e brasileiras (Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Minho, Universidade Aberta, Faculdade de Letras de Lisboa, Escola Superior de Música de Lisboa, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de S. Paulo), bem como do Espaço Llansol; veremos uma exposição com novas obras da pintora Ilda David' para a reedição de Lisboaleipzig (vd. o motivo do cartaz), um novo filme centrado no universo llansoliano, uma performance com a colaboração do C.E.M.-Centro em Movimento; haverá ainda o lançamento de um novo livro e um concerto que promete: Bach pelos solistas do Festival Cantabile, que actuarão em vários locais de Lisboa e Sintra e encerrarão as nossas Jornadas, articulando-se aí a música de Bach com a leitura de textos de Lisboaleipzig pelo actor Diogo Dória.
Em Setembro voltaremos a dar informações pormenorizadas.

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19.7.12

LLANSOL EM LISBOA E... NA LETÓNIA

TEIA - POESIA E CONTOS









Duas notícias que nos chegam hoje, e que, cada uma a seu modo, documentam a viagem incessante do texto de Llansol. O Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, anuncia para o início de 2013 uma série de leituras sob o título genérico de «TEIA — Poesia e Contos», que se iniciarão com Os Cantores de Leitura de M. G. Llansol (passagens seleccionadas por Margarida Lages, lidas por actores do Teatro Nacional). A seu tempo daremos mais informação sobre estas leituras,  Para já, pode ver-se a informação aqui.

Da outra extremidade da Europa, mais concretamente da Letónia, e de um lugar perdido desse pequeno país do Leste, chegam outros ecos da presença de Llansol. O jovem escritor Tiago Ribeiro Patrício (recentemente galardoado com o prémio Agustina Bessa-Luís pelo seu romance Trás-os-Montes, e que tem em preparação uma peça de teatro inspirada no universo llansoliano), envia-nos notícias do trabalho desenvolvido recentemente em Aizpute, Letónia, no âmbito de um projecto intitulado «Casas bilingues» (ver aqui), em que deixou fragmentos, estilhaços, palavras de M. G. Llansol nas «janelas estilhaçadas» de uma antiga casa de judeus da cidade, marco evocativo, como tantas outros nesse universo do Leste da Europa, do «mundo afundado» da cultura judaica.
O texto de Llansol é, de facto, um «lugar que viaja» — sem rotas previamente traçadas, e sem dizer para onde vai.