20.9.12

HÉLIA CORREIA EM DEFESA DO SUBLIME

Hélia Correia prossegue o diálogo em torno da Obra de Maria Gabriela Llansol, com um texto — «Em defesa do sublime» – saído no último Jornal de Letras, no qual comenta o de João Barrento publicado há um mês («M. G. Llansol: mentes e sementes»). Está aberto um diálogo vivo, que pode continuar.
E continuará já nas nossas próximas Jornadas Llansolianas de Sintra, em 29 e 30 de Setembro, de que o mesmo número do JL dá notícia.

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17.9.12

AINDA OS DIÁRIOS DE LLANSOL NO BRASIL

A revista Rascunho - O Jornal de Literatura do Brasil (do Rio de Janeiro) inclui no seu número de Setembro de 2012 uma excelente recensão da edição brasileira dos Diários de M. G. Llansol, saída em Outubro passado na editora Autêntica, de Belo Horizonte. A crítica, da autoria de Luiz Guilherme Barbosa, pode ler-se nas páginas abaixo, ou no sítio da revista: http://rascunho.gazetadopovo.com.br/diarios-de-nao-escrever/




7.9.12

QUARTAS JORNADAS LLANSOLIANAS DE SINTRA
«Pessoa e Bach na casa de Llansol»

Vêm aí, já nos próximos dias 29 e 30 de Setembro, as Quartas Jornadas Llansolianas. Como sempre, em torno de um tema, de uma ideia-chave, de um núcleo de figuras na Obra de Maria Gabriela Llansol. Desta vez, e com recurso ao imenso material existente no espólio, revisitaremos, a várias vozes, essa «autêntica figura explosiva da galáxia Ocidente», Fernando Pessoa rebaptizado de Aossê, e a «explosão emocional e cognitiva que se vai dar no [seu] confronto com J. S. Bach e com Baruch Spinoza». Llansol di-lo de outra forma numa página inédita, de 1983: «Sinto necessidade de fazer uma recapitulação do que expus em termos só aparentemente caóticos. A figura central não pode deixar de ser a de Aossê, não o conhecendo eu por ser sua amiga, nem por ter lido toda a sua obra, mas por coincidir com a densidade da vida e obra da sua estrela. Figura não menos central é a de Bach que, atrás dele, pareceu formar-se pela condensação parcial de nuvens sombrias».


O programa (que se pode ler clicando na imagem abaixo e aumentando) faz jus a essa necessidade de «recapitulação», e conta com a presença de alguns conhecidos llansolianos e pessoanos de várias universidades portuguesas e brasileiras, não deixando, como já vem sendo apanágio destas Jornadas, de abrir para outros domínios artísticos com os quais a Obra de Llansol desde sempre tem estabelecido diálogo. Teremos, assim, exposição de novas obras da pintora Ilda David' feitas a partir de Lisboaleipzig, um filme de Daniel Ribeiro Duarte que regressa ao lugar que viu nascer a constelação pessoana em Llansol (Herbais), uma performance por artistas de um dos núcleos de artes do corpo mais singulares de Lisboa (o CEM-Centro em Movimento) e, last not least, um concerto com música de Bach pelos solistas do Festival Cantabile (que, pela mão do Instituto Alemão de Lisboa, actuam ainda em vários outros lugares), antecedido por uma intervenção do compositor João Madureira e complementado pela leitura de textos de Llansol pelo actor Diogo Dória.
Na «Letra E» do Espaço Llansol poderá ser visto um conjunto significativo de peças do espólio de Llansol, que documentam a sua longa ocupação com o «complexo Pessoa/Aossê» a partir de 1978.





24.8.12

LLANSOL: QUATRO ANOS ENTRE «MENTES E SEMENTES»

A propósito das Quartas Jornadas Llansolianas de Sintra, e de algumas opiniões recentes sobre a presença da Obra de Maria Gabriela Llansol no espaço literário português, e não só, João Barrento escreve no JL-Jornal de Letras desta semana um artigo intulado «Llansol: entre mentes e sementes». Aí se defende a necessidade de manter viva a chama do texto de Llansol através da edição e da disponibilização e divulgação daquilo que de novo existe e tem vindo a ser revelado pelo trabalho do Espaço Llansol. De facto, esta vontade de dar a conhecer o novo, para além dos livros publicados, vem da própria Maria Gabriela Llansol nos últimos meses de vida, ao escolher e diponibilizar textos inéditos dos seus cadernos manuscritos que alimentaram este blog no seu início. Depois disso, vieram os Livros de Horas (na Assírio & Alvim), que continuarão, a publicação de inéditos em revistas, a criação de uma série de volumes sobre a Obra de Llansol (a colecção «Rio da Escrita», na Editora Mariposa Azual: o próximo volume, «Llansol: A luminosa vida dos objectos», sairá nas Jornadas deste ano), traduções em várias línguas e a abertura de vastos sectores do espólio a investigadores.
Reproduz-se a seguir o artigo do JL.




1.8.12

AS QUARTAS JORNADAS 
LLANSOLIANAS DE SINTRA

Está praticamente concluída a programação das Quartas Jornadas Llansolianas de Sintra, que este ano se realizarão em 29 e 30 de Setembro, no Palácio Valenças, no centro histórico da Vila, tal como no ano passado.


O tema – «Pessoa e Bach na casa de Llansol» – dá continuidade e encerra (provisoriamente) o fio condutor que escolhemos para este ano nas actividades da «Letra E». Contaremos com intervenções de llansolianos de várias Universidades portuguesas e brasileiras (Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Minho, Universidade Aberta, Faculdade de Letras de Lisboa, Escola Superior de Música de Lisboa, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de S. Paulo), bem como do Espaço Llansol; veremos uma exposição com novas obras da pintora Ilda David' para a reedição de Lisboaleipzig (vd. o motivo do cartaz), um novo filme centrado no universo llansoliano, uma performance com a colaboração do C.E.M.-Centro em Movimento; haverá ainda o lançamento de um novo livro e um concerto que promete: Bach pelos solistas do Festival Cantabile, que actuarão em vários locais de Lisboa e Sintra e encerrarão as nossas Jornadas, articulando-se aí a música de Bach com a leitura de textos de Lisboaleipzig pelo actor Diogo Dória.
Em Setembro voltaremos a dar informações pormenorizadas.

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19.7.12

LLANSOL EM LISBOA E... NA LETÓNIA

TEIA - POESIA E CONTOS









Duas notícias que nos chegam hoje, e que, cada uma a seu modo, documentam a viagem incessante do texto de Llansol. O Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, anuncia para o início de 2013 uma série de leituras sob o título genérico de «TEIA — Poesia e Contos», que se iniciarão com Os Cantores de Leitura de M. G. Llansol (passagens seleccionadas por Margarida Lages, lidas por actores do Teatro Nacional). A seu tempo daremos mais informação sobre estas leituras,  Para já, pode ver-se a informação aqui.

Da outra extremidade da Europa, mais concretamente da Letónia, e de um lugar perdido desse pequeno país do Leste, chegam outros ecos da presença de Llansol. O jovem escritor Tiago Ribeiro Patrício (recentemente galardoado com o prémio Agustina Bessa-Luís pelo seu romance Trás-os-Montes, e que tem em preparação uma peça de teatro inspirada no universo llansoliano), envia-nos notícias do trabalho desenvolvido recentemente em Aizpute, Letónia, no âmbito de um projecto intitulado «Casas bilingues» (ver aqui), em que deixou fragmentos, estilhaços, palavras de M. G. Llansol nas «janelas estilhaçadas» de uma antiga casa de judeus da cidade, marco evocativo, como tantas outros nesse universo do Leste da Europa, do «mundo afundado» da cultura judaica.
O texto de Llansol é, de facto, um «lugar que viaja» — sem rotas previamente traçadas, e sem dizer para onde vai.


18.7.12

LLANSOL  NO BRASIL:
UM COLÓQUIO DE FULGOR

Acaba de sair, em edição da Editora da Universidade Fluminense, de Niterói, Rio de Janeiro, o volume intitulado Um Nome de Fulgor: Maria Gabriela Llansol, que documenta o Colóquio realizado naquela Universidade em 18 de Outubro passado. 


A organizadora do colóquio e do livro, a professora Maria Lúcia Wiltshire de Oliveira, dá conta do espírito deste Encontro no texto de abertura:
«Há um conto de Hélia Correia que, entre outros  aspectos, narra o encontro de uma rapariga rude de aldeia com uma dama singular. A primeira tem a vocação para o conhecer, enquanto a segunda, por experiência e idade, gera o conhecer silenciosamente no corpo. (...)
Penso que o colóquio Um dia de fulgor foi um acontecimento desse tipo. Como rudes que somos, pudemos também subir a escada que leva à casa da dama singular com o cesto cheio de coisas que picam muito, como, por exemplo, o nosso medo. Estivemos lá para ouvir e ver, não só a bondade, mas a força e a firmeza do seu pensar, entretecendo seus textos com os nossos. Ao longo do dia nos alimentamos em mesas-redondas sucessivas que se chamaram Casa do entresser, Corp'a'screver, Lugares de uma casa e A casa europeia, realizando um percurso em busca do fulgor, na tentativa de salvar o real da banalidade, sabendo que 'o universo multiplica-se com a descrição minuciosa e atenta da viagem' (JLA, p. 13).
(...)
O livro pretende contribuir com reflexões em torno da obra de Maria Gabriela Llansol em seus vários aspectos, nomeadamente a tessitura de sua narrativa, as suas concepções de corpo e linguagem, os múltiplos lugares da sua escrita e o diálogo com nomes da cultura e da arte portuguesa e europeia.»
A capa, feita a partir de um desenho de Maria Gabriela Llansol, é da nossa colaboradora Maria Carolina Fenati. O Sumário dá uma ideia da amplitude do colóquio e da diversidade de temas abordados.

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16.7.12

CURSO DE SILÊNCIO
de Miguel Gonçalves Mendes

O filme de Miguel Gonçalves Mendes Curso de Silêncio, realizado em 2007 a partir de uma conversa com Llansol, feita por João Barrento e Maria Etelvina Santos, e de textos da autora, em particular Amigo e Amiga. Curso de silêncio de 2004, que tinha acabado de sair, vai ser exibido na mostra "O cinema de Miguel Gonçalves Mendes", no cinema City-Alvalade, nos dias 27 (às 19.15 h) e 31 de Julho (às 21.30h, com a presença do realizador e de Rui Pereira). A organização é da profutora JumpCut.


Sobre este filme escrevemos já em Dezembro de 2007 aqui.

LISBOALEIPZIG NA IMPRENSA ALEMÃ (1)


A primeira recensão online de Lissabonleipzig 1 saiu já em Março, por altura da Feira do Livro de Leipzig, e deve-se ao jornalista Ralf Julke. O lançamento dos dois volumes da obra, que fizemos em Junho em Berlim e Leipzig (ver notícia aqui) trará certamente novas impressões da crítica e dos leitores alemães. Iremos dando notícia da fortuna crítica deste novo livro de Llansol em tradução.


Para quem leia alemão, aqui deixamos a ligação ao site do Jornal online Leipziger Internet Zeitung (clique no título para aceder à página).

30.6.12

 INÉDITOS DE LLANSOL EM FRANCÊS


A revista francesa Le Préau des Collines dedica o seu número 13, acabado de sair, a um conjunto significativo de autores portugueses de várias gerações. Entre os textos publicados, em português e francês, estão alguns fragmentos dos cadernos inéditos de M. G. Llansol subordinados ao título «Meditações sobre as plantas». A tradução para francês é de Cristina Isabel de Melo, autora da tradução dois livros de Llansol (Le jeu de la liberté de l'âme e Finita) saídos na editora suíça Pagine d'arte.