1.3.12

FINITA EM FRANCÊS

Acaba de sair em francês, na excelente tradução de Cristina Isabel de Melo, o segundo diário de Maria Gabriela Llansol, Finita, a partir de agora disponível nas livrarias de França, ou através do site da editora Pagine d'Arte. A edição vem acompanhada de fotografias de Erika Koch e de um prefácio de João Barrento, que escreve a propósito
   

 Como a voz de escrita que se ouve em cada dia deste diário (e que não é um eu que exibe o seu dia-a-dia, mas um espírito em diálogo íntimo), cada fotografia é mais um registo, diferido, de um espaço e de uma vida que, sendo estritamente privados, são os mais universais. Essa universalidade vem-lhes da sua radicalidade e da sua simplicidade, e é inseparável do risco que se corre na «saída para o movimento» que implica «adoptar o deserto» no meio da agitação absurda do mundo gregário, a caminho do «encontro do só com o só», ou na autêntica «experiência da língua» (das linguagens, também das visuais ou conceptuais), numa travessia arriscada contra as máscaras do Ser. Escrever este diário, tal como apontar a objectiva para aquilo que se esconde na distância do tempo, mas se dá a ver nos interstícios de algumas das suas páginas, significa, para quem escreve, para quem lê e para quem fotografa – é o texto que o diz –, «arriscar o destino nas dobras que apuram o silêncio: os ambientes e geografias que criamos são o nosso íntimo exposto».

26.2.12

AS ARTES DA FUGA NA «LETRA E»

A sessão de ontem na «Letra E» do Espaço Llansol foi preenchida com a gravação, pela Rádio Televisão Portuguesa, do concerto de uma peça original do compositor João Madureira«ECO, ou Bach em Pessoa» –, que fez uma orquestração muito particular da Arte da Fuga de Bach, integrando na orquestra um amplo naipe de instrumentos, alguns inesperados, e associando à música um conjunto de fragmentos de poemas de Fernando Pessoa e seus heterónimos, ditos por um actor.
João Madureira comentou a peça antes de mostrar o vídeo do concerto, salientando, a par de várias formas de construção da fuga, a sua visão de Bach, do universo Pessoa e da escrita de si e do mundo por M. G. Llansol como um todo em que o rigor arquitectónico ou quase matemático das escritas se não separa de um substrato, diverso e reverberante, de teor emocional ou libidinal, mesmo nos exercícios aparentemente mais racionais de um Bach já moderno, ou na construção intelectual de um «mental pairante» como Pessoa (em versão Llansol).


A sessão abriu com leitura de excertos de Llansol sobre Aossê e Bach, e prolongou-se, depois do visionamento do concerto, com uma demorada e muito viva discussão com o público, centrada sobretudo nos modos diversos e afins da orquestração tensional do Eu nestes três criadores, numa dialéctica aberta entre a distanciação e a obsessão de si. Três modos particulares de uma «arte da fuga» do Eu, mas sempre a partir de si próprio.
Para assinalar o início de actividades em torno do tema do ano – «Pessoa e Bach na casa de Llansol» –, expusémos uma sequência de páginas de cadernos manuscritos e de dactiloscritos inéditos de Maria Gabriela Llansol, contendo momentos de escrita surpreendentes sobre a figura de Aossê em Leipzig.
 E saímos eram já oito horas da noite____________

20.2.12

LLANSOL EM ALEMÃO

Acaba de sair, e estará presente na Feira do Livro de Leipzig, em Março, o primeiro livro de Maria Gabriela Llansol em alemão: o primeiro volume de Lisboaleipzig. O encontro inesperado do diverso, em tradução de Markus Sahr (Lissabonleipzig. Die unerwartete Begegnung des Verschiedenartigen) e com posfácio de João Barrento e Maria Etelvina Santos («Llansol: die unerwartete Begegnung von Bach und  Pessoa»). É o décimo volume da colecção «Portugiesische Bibliothek» (Biblioteca Portuguesa) da editora Leipziger Literaturverlag, onde já sairam obras de Pessoa, Herberto Helder, Jorge de Sena, Helder Macedo, Manuel Alegre e Yvette Centeno. O segundo volume deverá sair em Junho e ser apresentado durante os "Dias Bach" em Leipzig.


19.2.12

LETRA E
De Twainy a «Pessoa-Bach em Llansol»


Na última sessão da «Letra E», Hélia Correia falou do seu livro mais recente, A Chegada de Twainy, lembrando como a sua génese, e algumas das suas figuras, estão intimamente relacionadas com a casa de Sintra onde nos encontramos. E não será também estranho aos lugares e às atmosferas do livro todo o envolvimento da Serra de Sintra, seus arredores e outras casas neles: «Serpenteia, a Menina-Fungo, recebeu-as com amabilidade. A sua sala era cheia de livros e papéis, de bonecas e plantas, de almofadas. Pela janela avistava-se a encosta da serra e lá no alto aquele palácio que parecia construído por duendes, todo amarelo e róseo, tão sem peso...» Etc., etc.
Albertina Pena falou do livro para a assistência miúda e graúda, lembrando como nele se sugere que «nas comunidades de pertença, ou no seu afastamento, moldam-se as entidades e os carácteres. Ao viver com plantas fica-se planta, ao viver com gente pequena fica-se pequeno, ao viver com gatos fica-se gato, ao viver de pensamentos fica-se pensamento. Se nos afastamos, criamos ou adquirimos outra forma. Nos percursos de afastamento perdem-se umas características e ganham-se outras. E é sempre certo que procuramos seres de entendimento.» Twainy vai passando por tudo isto e entendendo tudo isto. E, conclui Albertina, «Twainy chegou também às nossas vidas. Seremos capazes de a ver? De a entender? Reconhecemo-nos em alguma das fases do seu processo de transformação? Twainy exige de nós fases de transmutação, por forma a sermos seres de visibilidade própria, livres da imposição da invisibilidade, da indiferença alheia, porque 'o pior de tudo é não saber a espécie de acontecimento que nos acontece'».

(Fotos: Vina Santos e Filipe Monginho)

A próxima sessão, no sábado 25 de Fevereiro, abre o ano subordinado ao tema «Pessoa e Bach na casa de Llansol», com a apresentação da peça do compositor João Madureira «ECO, ou Bach em Pessoa», feita a partir da Arte da Fuga, de Bach, e que ele próprio comentará. Para esta ocasião preparámos uma pequena exposição de fotografias e materiais do espólio (páginas de cadernos e de dossiers dactiloscritos, papéis avulsos, etc.) ligados às figuras de Pessoa e Bach nos inéditos de Maria Gabriela Llansol, que completará neste dia a da juvenilia llansoliana que está patente desde a inauguração da Letra E, em 28 de Janeiro.
Como sempre, sessão aberta a toda a gente. Às 17 horas. E quem vier mais cedo pode ainda visitar o arquivo onde trabalhamos no espólio de Llansol, na porta em frente.

(Clique nas imagens para aumentar)

5.2.12

LLANSOL NO

O suplemento «Sabático» do jornal brasileiro O Estado de S. Paulo publicou na sua edição de 4 de Fevereiro uma reportagem da jornalista portuguesa Isabel Lucas sobre os Diários de Maria Gabriela Llansol recentemente editados no Brasil pela Editora Autêntica. Pode ler aqui esta matéria publicada no «Estadão» online.
No mesmo dia, e ainda na edição online do jornal, João Barrento escreve sobre esssa edição dos Diários no Brasil. Para ler o texto, clique no título do artigo: Um conjunto de espirais.

O FILME DE DANIEL DUARTE 
«ENCONTRO COM S. JOÃO DA CRUZ»

A crítica da revista de cinema brasileira Filmes Polvo ao filme de Daniel Ribeiro Duarte apresentado na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

Encontro com São João da Cruz*

por Nísio Teixeira

Em uma sessão com bons filmes, a obra de Daniel Ribeiro Duarte não foi exceção. O curta é um mergulho no universo da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol, falecida em 2008, a partir do exame de um dos momentos iniciais da obra da escritora: o referido encontro com a obra de São João da Cruz, religioso e poeta carmelita espanhol do século XVI e seu impacto na trilogia Geografia dos Rebeldes, que se inicia com O Livro das Comunidades, sendo seguido pelo volume A Restante Vida – um sugestivo título para o impacto dessa influência nos anos seguintes à obra de Llansol.
Alternando fotografias, trechos de poemas, anotações, capas de livros e imagens retiradas da casa onde viveu a escritora em Sintra, o filme articula, em delicada e sensível montagem, a referência dessa influência e, por consequência, a obra de Llansol. Essa articulação acontece não só a partir da perspectiva da alternância entre fotos e imagens, mas também entre sons e declamações da narradora, bem como de uma interessante exploração de sua construção também dentro do quadro, em que capas de livros, leituras e imagens também são exploradas em primeiro, segundo e até terceiro planos.
Tanto para os iniciados como para os neófitos, Encontro com São João da Cruz não só revela esse contato importante de Llansol com o poeta e místico espanhol, mas também funciona como uma boa imersão no universo da escritora – não só no sentido de iluminar e apontar alguns caminhos, mas, numa afirmação que beira um curioso paradoxo, deixar clara a importância de movimentos lacunares e do silêncio, aspectos igualmente caros à obra da artista.

* Visto na 15ª Mostra de Tiradentes

30.1.12

LLANSOL NO YOU TUBE

Alguém chamado Tiago, português que assina Shadul no You Tube, dá a ler Llansol trazendo o seu texto (neste caso o primeiro diário póstumo, Uma Data em Cada Mão. Livro de Horas I) para novas formas de experiência, envolvendo-o simplesmente em sons e cores. O texto vive, e emerge o seu fundo mais fundo:


Alguém, chamada Érica, brasileira que vive em Portugal e aqui estuda a Obra de Llansol (o seu originalíssimo e polémico Baudelaire), empresta generosamente a sua voz a um fragmento de outro livro, O Começo de Um Livro É Precioso (inserindo-se no projecto "Empreste sua voz a um poeta morto"). E abre assim com a voz a sua primeira página:

29.1.12

JUVENILIA LLANSOLIANA
A PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DA "LETRA E"

No dia em que abrimos a Letra E iniciámos também uma série de exposições em que iremos dando a conhecer diversos núcleos do espólio de Maria Gabriela Llansol – começando, naturalmente, pelo princípio de tudo, pelos seus primeiros ensaios de escrita. Pode ver-se uma síntese desses primórdios aqui:


Ontem, 28 de Janeiro, nasceu para a vida o novo espaço público do Espaço Llansol. Com uma exposição de materiais do espólio que documenta a infância e o nascimento para a escrita de Maria Gabriela Llansol. A abertura foi feita pelo Presidente da Câmara Municipal de Sintra, e apresentámos o texto-base da nossa actuação, a 

«Carta de princípios da Letra E»


Neste momento histórico em que o pensamento e a criação livres se vêem cada vez mais encurralados por agentes de poderes planetários sem rosto e por uma informação redundante e paradoxalmente desinformativa, porque totalmente acrítica, aquilo que a indústria da cultura e a paranóia do consumo consideram «produtos» da literatura e da arte degenerou, com algumas excepções, em matéria mercantil ou mero alimento de um gosto duvidoso ditado pela vontade inexpressa, mas dominadora, de novas massas anódinas e manipuladas, no plano do visível, pela própria inconsciência de si, nelas inculcada por mecanismos que todos conhecemos há muito.
Assim sendo, aceitamos «herdar as margens» onde Maria Gabriela Llansol sempre viveu e escreveu, e actuar no espaço impoluto, mais livre e mais justo que ela visionou como a «Restante Vida». E procurando assim levar à prática, como dever inalienável daqueles que ainda acreditam que existe no ser humano um fundo sensível e um horizonte ético capazes de produzir beleza e ideias, formas de actuação que recuperem e reafirmem aquilo que o passado e o presente têm para oferecer de mais genuinamente humano, libertador e formador das consciências.
Por estas razões, e no momento em que, apesar de todos os constrangimentos, o Espaço Llansol se expande e projecta novas formas de diálogo e intervenção, sentimos que é importante reavivar uma vertente geralmente menos merecedora da atenção daqueles que se vêm debruçando sobre a sua Obra, mas intrinsecamente constitutiva da ética e da estética de Maria Gabriela Llansol: a vertente propriamente política e crítica dessa Obra, no sentido mais amplo e nobre destes termos. Desde o primeiro texto que publicou — o conto «Empregada», no Diário de Notícias de 12 de Setembro de 1957 – que Llansol se afirma pelo porte íntegro e por uma orientação de pensamento que a encaminham para a denúncia dos males da História e das limitações do «social» tal como o conhecemos hoje, levando-a a assumir, até ao fim, um lugar conscientemente «acentrado».
Num momento em que claramente «está de volta o medo» e «tudo segue uma rota de exclusão da pujança», como Maria Gabriela Llansol diagnosticava já em 1994, é preciso que o falcão do voo livre não adormeça no punho de onde saiu a sua escrita, e penetre também no de muitos outros que a lêem. Porque reaparece hoje, amplificada diante dos nossos olhos, uma Europa perdida de si mesma, como aquela que nos deu a ver Augusto Joaquim, logo na hora de nascimento desse livro-fonte da afirmação da «liberdade de consciência» e do «dom poético» que foi O Livro das Comunidades (1977): «Barbárie a Leste, lucro a Oeste, pobreza a Sul, neve a Norte». E, apesar disso, Llansol afirmará até ao fim (ainda em Os Cantores de Leitura, último livro, de 2007), a necessidade de saber «o que é o corpo, / o que é a luz, / o que é a força, / o que é o afecto, / o que é o pensamento, / o que é a figura». É todo um programa que podemos seguir. É, por isso, a hora de, sem ilusões ingénuas nem pretensões utópicas, assumir «o presente como destino» e continuar a escrever o texto de Llansol «na plena posse das nossas faculdades de leitura» – leitura desse texto e daqueles outros que, ao longo dos anos, o foram completando e iluminando no espaço de outras artes e do pensamento, e leitura do mundo, articulando-os em actividades de vária ordem que o novo espaço do Espaço Llansol tenciona acolher e dinamizar.
*
Este pode ser, será, o programa do novo espaço do Espaço Llansol que dá pelo nome de «Letra E», inscrita na porta em frente daquela em que até agora trabalhámos, e continuaremos a trabalhar, no espólio da autora. A «Letra E» será um espaço ainda mais público e aberto a intervenções que desejamos múltiplas e sem fronteiras, um prolongamento do legado que vive em frente, na letra F, e nos estimula e guia. Dele derivamos os princípios programáticos que procuraremos levar à prática, como mais um modesto contributo para o diálogo e o pulsar vivo do pensamento e do olhar, a partir da Obra de Maria Gabriela Llansol, que poderia ler assim esta Letra E:



de esperança, o horizonte do júbilo possível e necessário no «jardim devastado» do mundo. 

de entendimento (no sentido que M. G. Llansol lhe atribui, ela que sempre considerou necessário, na sequência de Spinoza, um novo Tratado da Reforma do Entendimento).

de entresser, essa zona de existir entre o real e o possível, entre o Mundo e a Restante Vida, entre o humano, o não-humano e o trans-humano.

de Espaço Edénico, o lugar não mítico do «triplo registo» em que os corpos se movem e a escrita actua: o lugar do belo, do pensamento e do Vivo. Lugar «criado no meio da coisa, como um duplo feito de novo e de desordem».

de ensaio e experiência, princípios que nos guiarão na busca permanente dos fios que ligam o texto de Llansol ao nosso tempo, para podermos ir verificando se «aquilo que o texto tece advirá ao homem como destino».

de escrita (o reverso do que continua a chamar-se «literatura»), natural e necessariamente ligada ao universo de alguém que foi, não escritora, mas escrevente, animal de escrita à margem de tanta «escrita de cinza» que agora sufoca quem por ela se deixa asfixiar, e correndo através do mundo e dos tempos, assumindo a sua condição animal, fazendo vibrar um grande arco sob o qual se inscreve um duplo propósito interventivo: o de «espalhar a justiça e a desordem» (hoje, com o texto conhecido e sobretudo desconhecido de Llansol). 

Poderemos assim, talvez, dar continuidade, na Letra E, a uma ética aberta que atribua a cada ser o seu lugar no mundo, e a uma estética que siga o rasto do fulgor deixado pelo texto de Maria Gabriela Llansol. Reinventando, como ele, caminhos e visões alternativos à geometria seca e mortífera da realidade que nos querem impor.
A letra E (o epsilon grego) está associada, no enigma da sua antiga inscrição no oráculo de Delfos, à sageza comum. É o que sugere, entre outros sentidos possíveis, um diálogo de Plutarco. Também para Maria Gabriela Llansol a sageza comum era um ingrediente significativo da sua relação com o mundo através da escrita. E condição de toda a leitura que, amplificando-o, abrisse o texto para lançar a luz do provável sobre o mistério desse mundo. Sem certezas, mas com algumas convicções.




Foi neste espírito que esboçámos, para todos os que connosco queiram colaborar e participar, as


Linhas gerais do Programa da «Letra E»



Na Letra E,

tudo o que fizermos será sempre feito em articulação com a Obra de M. G. Llansol, partindo dela ou para ela remetendo – na letra ou apenas no espírito. 

Na Letra E

guiar-nos-á a intenção de abrir a um público mais vasto os amplos sentidos da sua Obra, em particular do espólio que pacientemente vimos tratando e disponibilizando, e a pujança de um pensamento radical e de um mundo imagético e de raiz sensível, fonte privilegiada da escrita de Llansol. 

Na Letra E

iremos expor e comentar, em regime rotativo, obras de pintura, desenho, colagem, fotografia, escultura (do acervo do Espaço Llansol, e outras); e também manuscritos, cadernos, fotografias do arquivo, livros especiais, documentos, objectos, etc.. 

Na Letra E

acontecerão ao longo do ano, em sessões abertas a todos os interessados, leituras e seminários, debates abertos e lançamentos de livros, sessões de cinema comentadas, teatro, música, performance. 

Na Letra E

contamos ter, como intervenientes, escritores, artistas plásticos, actores, músicos, cineastas, críticos, pensadores, tradutores de Llansol, crianças.

Na Letra E 
teremos sempre a preocupação de prosseguir o caminho que encetámos ainda com a Maria Gabriela e o Augusto, e de fazer desta nossa e vossa casa, nas palavras de Llansol, um lugar que seja, «não um museu, mas um pensamento, um lugar para viver. A única condição é o pensamento poder audaciar-se, exprimir-se em obra que fique em toda a parte» (Caderno 1.43, 1995).

Sintra, vista da «Letra E»


18.1.12

DOSSIER LLANSOL EM REVISTA DA MADEIRA


A revista Pensar Diverso - Revista de Estudos Lusófonos, editada pela Universidade da Madeira sob a direcção da Profª Celina Martins, inclui no seu último número, de 2011, um dossier centrado na ideia de Comunidade na Obra de Maria Gabriela Llansol. Toda a revista é dedicada a essa ideia em vários domínios – Filosofia, Artes, Linguística –, e o dossier Llansol conta com artigos de João Barrento, Maria de Lourdes Soares, Celina Martins e Odete Jubilado, incluindo ainda excertos do livro de Gonçalo M. Tavares Breves Notas sobre as Ligações - Llansol, Molder e Zambrano.