Sobre a extraordinária escultura de Rui Chafes, que fecha o Lugar 6, dedicado a Lisboaleipzig (Bach-Aossê) na exposição Sobreimpressões, ver a nota breve, mas luminosa, e os pormenores do «ovo do falcão» de Rui Chafes, no blogue de Luís Miguel Dias «Montanha Mágica». A peça pode ver-se inteira e no seu contexto, no video abaixo:
ECOS DO DIA LLANSOL (III) Eduardo Lourenço: Um logos de luz e de noite...
Nas Leituras de Escritores, em que leram textos de Llansol autores como António Mega Ferreira, Hélia Correia, Gonçalo M. Tavares, José Tolentino Mendonça, Manuel Gusmão e Eduardo Lourenço, este último fez, antes de ler trechos de Causa Amante, os seguintes comentários a propósito do universo e do texto de Llansol:
Muito boa noite a todos. É sempre para mim um grande prazer e uma grande alegria estar, mesmo em deslocação, neste famoso Espaço Llansol, a que preside, com os seus amigos, o meu amigo João Barrento. Tenho verificado que nestas famosas reuniões dedicadas à evocação de Maria Gabriela Llansol há sempre uma atmosfera de um fervor particular. Lembra-me que ela suscita uma espécie de representações, de imagens, como se nós tivéssemos, através da sua leitura, a ideia de penetrar num espaço que não é talvez deste mundo, sendo um dos textos mais penetrados de todos os sabores deste mundo. Mas há aí qualquer coisa como uma espécie de ilustrações, de imagens quase análogas às de Boticelli quando quis evocar o Paraíso de Dante. São apenas uma espécie de fogos, de imagens que flutuam. E que nos textos de MGL nos convertem, a nós, em figuras de texto. Ela, efectivamente, fez do texto um objecto cénico da sua própria visão, da matéria, em última análise, do universo. É um logos, mas não é um logosunicamente luminoso, é um logos diferente, um logos de luz e de noite ao mesmo tempo, uma e outra intrinsecamente misturadas. É uma descrição do mundo extraordinariamente visceral, e ao mesmo tempo virtual e imaginária, como não há outra na literatura portuguesa. Vai efectivamente, como diz um seu título célebre, Da Sebe ao Ser, daquilo que é mais obscuro, mais matricial, mais profundo, mais opaco, até àquilo que é, de algum modo, o termo que nós empregamos, de uma maneira lógica, ainda em termos teológicos, para o ser a que chamamos realmente Deus. Eu não tinha grandes textos, na desordem em que vivo, e o primeiro que encontrei para trazer aqui foi Causa Amante, um título que só podia ser dela. Causa amante, não causa inteligível, porque o amor não tem outra substância que não seja a de amar o objecto a que se dirige, seja ele qual for. Este texto indica logo no princípio, numa espécie de epígrafe: «Aqui | É Tudo, | Nada | Entre Tudo e Nada. | Movimento | Gosto | E | Quando | Mais | Fim, | Causa Amante.» E é deste texto que eu escolhi algumas passagens para vos ler. Eu não sou grande leitor. Gosto de ler, nunca fiz outra coisa na vida senão ler, como dizia a minha mãe... Este livro é composto de uma série de «Passos»..., e o primeiro que vou ler é o «Passo II: É». Não sei se alguma vez em Portugal alguém começou um texto com o indicativo «É»...
Depois destas palavras, Eduardo Lourenço leu três passagens de Causa Amante. O video desta intervenção pode ver-se aqui.
ECOS DO DIA LLANSOL (II)
Alguma imprensa
A imprensa portuguesa, escrita e falada, dos dias anteriores a 27 de Março deu grande destaque ao Dia Llansol e à exposição do CCB. A RDP-Antena 2 transmitiu dois programas sobre o evento: - em 24 de Março, no programa «Baile de Máscaras», uma conversa da jornalista Ana Daniela Soares com João Barrento sobre a obra e a vida de Llansol, e a temática da exposição; - em 25 de Março, no programa «Império dos sentidos», Paulo Alves Guerra entrevistou João Madureira, a pianista Ana Telles e o actor Diogo Dória a propósito do concerto «Ervilhas e Bach» e da relação de cada um com a Obra de Llansol (ver post de 28 de Março). Vários jornais assinalaram o Dia Llansol, inserindo toda a programação e comentários. Destacamos o Público («Ípsilon» de 25 de Março), com uma estendida reportagem de Raquel Ribeiro, feita num lamentável registo de mundanidade e com um fio condutor («O que é ser llansoliano?») que não faz o mínimo sentido, não só para Llansol, mas também para qualquer outro escritor. Esperava-se mais, e outra coisa, de uma jornalista que afinal chegou a fazer uma tese sobre Llansol e a Europa em Inglaterra! O semanário Expresso («Atual» de 26 de Março) dedica três páginas ao assunto, com um texto inteligente e pertinente de António Guerreiro, que realmente faz luz e coloca questões importantes sobre a problemática a que subordinámos o Dia e a exposição Sobreimpressões. Outros jornais, entre eles oDiário de Notícias e oJL, e também muitos sites e blogues, assinalaram o programa do Dia Llansol no CCB.
28.3.11
ECOS DO DIA LLANSOL (I)
Primeiros ecos e impressões do dia de ontem, dedicado a Maria Gabriela Llansol no Centro Cultural de Belém, em Lisboa _______ «no reboar da Alegria».
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Depois, dois momentos da antecâmara da exposição «Sobreimpressões», que ainda documentaremos melhor nesta página:
Alguns apontamentos do programa «O império dos sentidos» (Antena 2, 25 de Março), com leituras de Diogo Dória e uma peça de Bach executada por Ana Telles, aqui:
Depois da inauguração da exposição, a representante da Comissão Europeia em Lisboa leu a mensagem do Dr. José Manuel Durão Barroso (a seguir transcrita) que evoca a sua relação com Llansol, o seu universo e o lugar da Europa na sua Obra:
Em primeiro lugar, as minhas sinceras felicitações ao Espaço Llansol pela organização deste dia. É com muita pena que não posso estar hoje convosco, mas queria, a partir de Bruxelas, enviar um agradecimento particular ao Professor João Barrento que muito tem contribuído, ao longo destes anos, para a divulgação da obra daquela que é já reconhecida como uma das figuras maiores da literatura portuguesa. Em larga medida graças ao trabalho persistente do Espaço Llansol começa-se a concretizar aquilo que Maria Gabriela anunciou de forma presciente há vários anos atrás: "Prefiro ser aceite pela geração futura a ser completamente aceite pela geração presente." (Caderno 1.12 do espólio).
Descobri Maria Gabriela Llansol quando ela ainda era uma escritora conhecida apenas de um círculo restrito de admiradores. Do momento inicial dessa revelação guardo a estranheza de uma escrita que de tão "pura", nada poluída pelos lugares comuns do discurso político ou jornalístico corrente, me parecia vir de "outra parte". A sua escrita é realmente original sem qualquer pretensão. E essa originalidade decorre não do artifício ou do capricho, mas de um genuíno e irresistível impulso. Foi-lhe atribuída a reputação de ser uma escritora difícil, hermética, inacessível, adjectivos talvez justificáveis a quem se fique apenas por algumas páginas de qualquer um dos seus livros. Mas desajustados a quem mergulha na obra e a aceita única e irrepetível, algo de profundamente autêntico.
É essa, aliás, a grande recompensa do ‘legente’ de Maria Gabriela Llansol, a certeza de uma viagem onde nunca se regressa ao ponto de partida. Este ‘meta-realismo’ llansoliano é o que caracteriza a sua escrita, verdadeiramente original na literatura portuguesa. Tratava-se, de resto, de uma vocação assumida, condição da própria obra. Ela própria referiu, quando lhe foi atribuído pela primeira vez o Grande Prémio do Romance e da Novela, em 1990, que: “(...) escrevo, / para que o romance não morra. / Escrevo, para que continue, / mesmo que, para tal, tenha de mudar de forma (...)”.
Mas a escrita de Maria Gabriela Llansol, tal como o seu percurso pessoal, o seu “desmundo”, extravasa o perímetro nacional e da língua portuguesa. A sua literatura é verdadeiramente europeia e só pode ser compreendida enquanto constante diálogo com outros autores, como Espinosa, Hölderlin, Nietzsche, com outras formas de arte como a música de Bach ou com outros referenciais geográficos como Bruges ou Münster, como fica sublimemente registado no “Livro das Comunidades” ou nas páginas dos seus diários.
A Bélgica foi o país que a acolheu sem verdadeiramente a acolher, pois Llansol nunca deixou de habitar o seu próprio lugar, o lugar da escrita. Não deixou no entanto este país de a marcar e de se fazer sentir na sua actividade literária. Lovaina, Jodoigne e Herbais, mais do que meros lugares de residência, ficam como impressões indeléveis nos seus textos. "Uma parte da minha vida ajustou-se ao pátio e à casa de Jodoigne; é recta; decorre com equidade; outra, faz-me sair de mim, quase todos os dias (…)".
“(...) Sem país em parte alguma (...)” (Finita,72), mas decididamente portuguesa – nenhum de nós consegue realmente "escapar" ao peso e densidade do nosso País -Maria Gabriela Llansol faz decididamente parte de uma mundividência europeia, instintivamente, existencialmente europeia. E através da sua escrita – do mais belo que alguma vez se viu em Língua Portuguesa -Llansol afirma a Literaturacomo valor universal.
José Manuel Durão Barroso, Bruxelas 25 de Março de 2011
Finalmente, uma ligação para a página «A Cidade de Clarissa» e para o «Livros no Bolso», com o excelente comentário de síntese feito ontem, em directo a partir do CCB, por Carla Luís, e que pode ser ouvido aqui. Até breve, com mais documentos deste dia e sobretudo da exposição.
16.3.11
DIA LLANSOL E EXPOSIÇÃO NO CCB
Está definido o programa do Dia Llansol (27 de Março) e da Exposição «Sobreimpressões - Llansol: Uma visão da Europa», que abrirá nesse dia e permanece até 13 de Abril no Centro Cultural de Belém (Galeria Mário Cesariny). Deixamos aqui algumas das páginas da brochura que acompanhará a Exposição, e o programa definitivo do Dia Llansol.
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O ciclo de filmes em torno das Figuras llansolianas da exposição, previsto para a primeira quinzena de Abril na Cinemateca Portuguesa, foi cancelado devido às restrições administrativas e financeiras impostas aos organismos públicos, e que neste caso impedem a Cinemateca de assegurar o transporte e a legendagem dos cerca de doze filmes que já tínhamos seleccionado. Mantém-se, no entanto, o lançamento anunciado de dois livros – Europa em Sobreimpressão. Llansol e as Dobras da História (Assírio & Alvim) e uma recolha de críticas que documentam a recepção de M. G. Llansol na imprensa portuguesa, entre O Livro das Comunidades e Lisboaleipzig (Mariposa Azual). Na ocasião, a pintora Ilda David' mostrará novos trabalhos feitos a partir da Obra de Llansol. Oportunamente anunciaremos o lugar e as datas destes eventos.
3.3.11
MARIA GABRIELA LLANSOL (24 de Novembro 1931 – 3 de Março 2008)
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28.2.11
LLANSOL: ESCRITA NÓMADA E LÍNGUA
No âmbito do programa da exposição Transporto sempre uma viagem, inspirada em Llansol e patente na Galeria Quadrum em Lisboa, com um programa variado e ainda em curso (vd. posts de 16 e 20 de Fevereiro), Maria Carolina Fenati, colaboradora do Espaço Llansol, fala no dia 12 de Março, às 17 horas, sobre «Escrita nómada: Maria Gabriela Llansol e a língua».
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Carolina Fenati é também autora de uma das brochuras editadas no âmbito desta exposição, que intitulou «Texto, lugar que viaja», e que integra material inédito do espólio de M. G. Llansol.
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20.2.11
ANA DEUS E LLANSOL 1999-2011
Foi um reencontro feliz, sob o signo de Llansol, da Ferida Consentida a Transporto sempre uma viagem. Ana Deus cantou ontem na Galeria Quadrum acompanhada pelo extraordinário guitarrista Alexandre Soares, na inauguração do ciclo de eventos Transporto sempre uma viagem, inspirado em Llansol. Trouxe à memória o espectáculo que fez (com este mesmo guitarrista e Regina Guimarães) em Maio de 1999, integrada no grupo Três Tristes Tigres, no Rivoli do Porto e no CCB em Lisboa. O espectáculo intitulou-se Ferida Consentida (mais informação sobre este espectáculo aqui), e os textos, cantados por Ana Deus e ditos por Regina Guimarães, provinham do livro de Maria Gabriela Llansol Um Beijo Dado Mais Tarde, como facilmente se reconhecerá pelos excertos que se podem ver e ouvir abaixo (extraídos da gravação que temos no arquivo do Espaço Llansol).
A Maria Gabriela regista por várias vezes, em duas agendas, entre 18 de Maio e 1 de Junho de 1999, este espectáculo dos Três Tristes Tigres, a que assistiu no Porto e em Lisboa.
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16.2.11
ARTES MIGRATÓRIAS SOB O SIGNO DE LLANSOL
Na Galeria Quadrum em Lisboa, inicia-se a partir do próximo sábado, 19 de Fevereiro, uma série de eventos artísticos subordinados à temática da migração e sua relação com a cidade de Lisboa, que o seu curador, José Maia, colocou sob o signo de Maria Gabriela Llansol, com o lema «Transporto sempre uma viagem», proveniente do diário Um Falcão no Punho. Deixamos aqui a sinopse e o programa da iniciativa, na qual participam vários colaboradores do Espaço Llansol (Maria Carolina Fenati, Bernardo R. Bethônico e Daniel Ribeiro Duarte).
LLANSOL E EDUARDO LOURENÇO PELA MÃO DE MARIA DE LOURDES SOARES
A página do Núcleo de Invstigação de Ciências Políticas e Relações Internacionais (NICPRI) da Universidade de Évora, que noticia sobre o projecto de edição das Obras Completas de Eduardo Lourenço (http://lereduardolourenco.blogspot.com), publica hoje um elucidativo texto da nossa associada e conhecida «legente» do Rio de Janeiro a Professora Maria de Lourdes Soares, sobre os encontros (fortuitos) e os desencontros entre Eduardo Lourenço e Maria Gabriela Llansol.
O texto de Maria de Lourdes Soares e uma carta de Llansol a Eduardo Lourenço, de 1988, depois do encontro de escritores em Paris que deu pelo nome de «Belles Étrangères», pode ler-se aqui:
VISITAS: TERÇAS E SÁBADOS A PARTIR DAS 11 HORAS. MARCAÇÃO POR E-MAIL: ESPACOLLANSOL@GMAIL.COM
Publicações disponíveis
Jade - Cadernos Llansolianos
(Edição do GELL - Grupo de Estudos Llansolianos | 2005-07)
Números disponíveis
12. João Barrento / Maria Etelvina Santos, O arcano do espírito bravio. Leituras de Parasceve. 2007. 56 pp.
Fora da colecção:
Vivos no Meio do Vivo. 3º Colóquio Internacional M. G. Llansol. 20-24 de Julho 2005, Mourilhe (Trás-os-Montes). 2007. Caixa com quatro cadernos e um CD-Rom
Colecção Rio da Escrita
(Editora Mariposa Azual, Lisboa)
Volumes disponíveis
João Barrento, Na Dobra do Mundo. Escritos llansolianos. 2008. 372 p.
Maria Etelvina Santos, Como Uma Pedra-pássaro que voa. Llansol e o improvável da leitura. 2008. 272 p.
J. Barrento (org.), O que é uma Figura? Diálogos sobre a Obra de M. G. Llansol na Casa da Saudação. 2009. 160 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), «Nada ainda modificou o mundo...». Actualidade de Llansol. 2010. 131+24 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansol: A Luminosa Vida dos Objectos. 2012. 208 p. Com extratextos a cores e DVD (Esgotado)
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Pessoa e Bach na Casa de Llansol. 2013. 192 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Trans-dizer. Llansol tradutora, traduzida, transcriada. 2014. 232 p. Com extratextos a cores
J. Barrento (org.), «O Império dos Fragmentos». Llansol e a exigência fragmentária. 2015. 168 p.(Esgotado)
J. Barrento (org.), Llansol: «A Vocação do Exílio». 2016. 232 p.
Cristiana V. Rodrigues e J. Barrento (org.), Llansol e Spinoza: «Uma estética literária para a geometria». 2017. 255 p. J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansoliana. Bibliografia activa e passiva 1952-2018. 2018, 143 p. J. Barrento (org.), O Livro-Fonte. O Livro das Comunidades, 40 anos depois. 2018. 137 p.
João Barrento, Uma Contra-música. Novos escritos llansolianos. 2019. 596 p.
Eduardo Prado Coelho, «O único segredo é entrar». Diálogo com o Texto de M. G. Llansol. 2019. 144 p.
João Maria Mendes, Fulgorizações. Espaço edénico, realidade e fantástico na Obra de M. G. Llansol. 2019. 167 p.
J. Barrento (Org.), «Eu leio assim este Texto». O testemunho dos escritores. 2019. 128 p.
J. Barrento/Albertina Pena (Orgs.), A Escola dos Contra-grupos. Uma nova geografia pedagógica e social (Lovaina, 1971-1979). 2019. 230 p.
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Fora de colecção:
J. Barrento (org.), Europa em Sobreimpressão. Llansol e as dobras da História. Espaço Llansol / Assírio & Alvim, 2011. 213 p., ilustrações a cores. 24x27 cm. Com DVD.
Helena Vieira (org.) Caderno de Leituras. Selecção de artigos publicados na imprensa generalista portuguesa em torno de alguns livros de M. G. Llansol. Mariposa Azual, 2011, 35 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.),Llansol: Uma vida de escrita. De Campo de Ourique... ao infinito (Fragmentos biográficos). Espaço Llansol/Junta de Freguesia de Campo de Ourique. 2018, 379 p., ilustrado.
Ilse Pollack/João Barrento/Maria Etelvina Santos, Os Rostos do Tempo. Almanaque Llansol. Edição Espaço Llansol, 2018 (almanaque perpétuo, ilustrado).
[Encomendas dos livros da Mariposa Azual pelo e-mail lena.mariposa@gmail.com. Pagamento por transferência bancária para o IBAN:
PT50 0007 0005 0054 8430 0057 4.
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«CADERNOS DA LETRA E»
(com textos inéditos de M. G. Llansol)
Llansol. Uma vida de escrita. 2013. 12 p.
O Regresso de Jade. Amar Um Cão, de M.G. Llansol, lido aos mais pequenos por Hélia Correia. 2013. 22 p., extratextos a cores
«CADERNOS DE TEJO-RIO»
(com textos inéditos de M. G. Llansol)
Números disponíveis:
Oh, oh, oh, a Casa da Avó. # 3, 2017. 16 p. + extratexto
«A caixa de leitura». Llansol legente. # 5, 2018, 40 p.
A escola das Árvores. # 6, 2018, 40 p.
Hölderlin: Poemas / Caminhos de Hölderlin em Llansol. # 7, 2018, 20 p. + extratexto
«A áspera matéria do enigma»: M. G. Llansol e Fernando Echevarría. # 8, 2019, 24 p.
Llansol: O contrato com o Vivo. # 10, 2019, 24 p.
«O Litoral do Mundo». O «caminho da água» e a matéria portuguesa na Obra de Llansol. # 11, 2019, 28 p.
«O timbre da estrela». Contos juvenis de M. G. Llansol. # 12, 2019, 28 p.
«Um texto que é um rio...» Entrevista [Radiodifusão Portuguesa, 1997]. # 13, 2019, 24 p.
OBRA DE MARIA GABRIELA LLANSOL
• Os Pregos na Erva. Lisboa, Portugália, 1962; 2ª ed.: Lisboa, Rolim, 1987 (com um estudo de Augusto Joaquim) Traduções parciais: «Die umzingelten Körper», trad. de Curt Meyer-Clason in: Der Gott derSeefahrer und andere portugiesische Erzählungen. Tübingen/Basel, Horst Erdmann Verlag, 1972, pp. 417-423; e Portugiesische Erzählungen des XX. Jahrhunderts. Freiburg, Beck & Glückler, 1988, pp. 313-319; «Nails in the grass», trad. de Giovanni Pontiero, in: The Literary Review, vol. 38, nº 4/1995, pp. 492-497.
• Depois de Os Pregos na Erva. Porto, Afrontamento, 1973.
Primeira Trilogia: Geografia de Rebeldes • O Livro das Comunidades. Porto, Afrontamento, 1977; 2ª ed.: O Livro das Comunidades, seguido de Apontamentos sobre a Escola da Rua de Namur. Lisboa, Relógio d'Água, 1999 (com posfácio de Silvina Rodrigues Lopes); 3ª ed. Lisboa, Assírio & Alvim, com desenhos de Pedro Proença e posfácio de Silvina Rodrigues Lopes. Tradução francesa parcial (Lugares 9-11), de Maria Gabriela Llansol, in: Simulacres. Revue trimestrielle (Bruxelas), nº 3/Março 1981, pp. 16-19.
• A Restante Vida. Porto, Afrontamento, 1983; 2ª ed.: A Restante Vida, seguido de O Pensamento de Algumas Imagens. Lisboa, Relógio d'Água, 2001 (com posfácio de José Augusto Mourão).
• Na Casa de Julho e Agosto. Porto, Afrontamento, 1984; 2ª ed.: Na Casa de Julho e Agosto, seguido de O Espaço Edénico. Lisboa, Relógio d'Água, 2003 (com posfácio de João Barrento).
Edição brasileira da 1ª trilogia: Rio de Janeiro, 7Letras, 2015
(Tradução castelhana da 1ª trilogia: Geografía de Rebeldes, trad. de 'Atalaire'. Madrid, Ediciones Cinca, 2014)
(Tradução americana da 1ª trilogia: Geography of Rebels, trad, de Audrey Young. Dallas, Deep Vellum, 2018)
Segunda Trilogia: O Litoral do Mundo • Causa Amante. Lisboa, A Regra do Jogo, 1984; 2ª ed.: Lisboa, Relógio d'Água, 1996 (com posfácio de Augusto Joaquim). • Contos do Mal Errante. Lisboa, Rolim, 1986; 2ª ed.: Lisboa, Assírio & Alvim, 2004 (com posfácio de Manuel Gusmão e pinturas de Ilda David'). Tradução francesa: Les errances du mal. Trad. de Isabel Meyrelles, Paris, Éditions Métaillé, 1991. Tradução parcial, para castelhano, do cap. LXII, por Adrian Ballester Cerezo, Revista Abril (Luxemburgo), nº 35/Abril 2008, pp. 15-16. • Da Sebe ao Ser. Lisboa, Rolim, 1988. 2ª ed. Lisboa, Assírio & Alvim, com textos inéditos.
(Tradução castelhana da 1ª trilogia: El Litoral del Mundo. Trad. de 'Atalaire'. Madrid, Chamán Ediciones, 2018).
• Amar Um Cão. Colares, Colares Editora, 1990. Incluído em Cantileno, Relógio d'Água, 2000. Nova edição: Augusto Joaquim/Maria Gabriela Llansol, Desenhos a Lápis com Fala – Amar Um Cão. Com desenhos de Augusto Joaquim. Lisboa, Assírio & Alvim, 2008. Tradução francesa: «Aimer un chien», trad. de Alice Raillard, in: Nouvelle Revue Française (Paris), nº 522-523, Julho-Agosto 1996, pp. 84-93. Tradução alemã: «Einen Hund lieben», trad. de Renate Heß, in: Die Horen. Zeitschrift für Literatur, Kunst und Kritik, nº 194/1999, pp. 102-108. Tradução castelhana: «Amar a un Perro», trad. de Atalaire, Madrid, La Gaya Ciencia, 2015. • O Raio sobre o Lápis. Lisboa-Bruxelas, Comissariado Europália, 1990. Com desenhos de Julião Sarmento. 2ª ed.: Assírio & Alvim, 2004. Traduções francesas de: Augusto Joaquim na edição da Europália, 1990 (La foudre sur le crayon); Guida Marques in: La foudre sur le crayon. Hölder de Hölderlin. Cantilène. La Rochelle, Éditions Les Arêtes, 2010. • Um Beijo Dado Mais Tarde. Lisboa, Rolim, 1990.
Nova edição (com fotografias de Duarte Belo): Lisboa, Assírio & Alvim, 2016. Edição brasileira: Editora 7Letras, Rio de Janeiro, 2013. Tradução parcial: «Ein philosophischer Gefährte», trad. de Elfriede Engelmayer in: Samstag um Acht. Erzählungen, ed. Elfriede Engelmayer. Berlim, edition tranvía, 199, pp. 122-123. • Hölder, de Hölderlin. Colares, Colares Editora, 1993. Incluído em Cantileno, Relógio d'Água, 2000. Tradução francesa de Guida Marques in: La foudre sur le crayon. Hölder de Hölderlin. Cantilène. La Rochelle, Éditions Les Arêtes, 2010. • Lisboaleipzig 1. O encontro inesperado do diverso. 2. O ensaio de música. Nova edição: Lisboa, Assírio & Alvim, 2014. Com xilogravuras de Ilda David'. Tradução alemã de Markus Sahr: Lissabonleipzig I+II. Leipzig, Leipziger Literaturverlag, 2012. • A Terra Fora do Sítio [conto de Os Pregos na Erva]. Lisboa, Expo 98, 1998. • Ardente Texto Joshua. Lisboa, Relógio d'Água, 1998. • Onde Vais, Drama-Poesia?. Lisboa, Relógio d'Água, 2000. Tradução francesa de Guida Marques. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2014. Cantileno. Lisboa, Relógio d'Água, 2000 (com posfácio de Lúcia Castello Branco) [Inclui: Cantileno, Hölder, de Hölderlin, Amar Um Cão, O Estorvo]. Tradução francesa de «Cantileno» por Guida Marques in: La foudre sur le crayon. Hölder de Hölderlin. Cantilène. La Rochelle, Éditions Les Arêtes, 2010. • Parasceve. Puzzles e ironias. Lisboa, Relógio d'Água, 2001. • O Senhor de Herbais. Breves ensaios literários sobre a reprodução estética do mundo, e suas tentações. Lisboa, Relógio d'Água, 2002. • O Começo de Um Livro É Precioso. Lisboa, Assírio & Alvim, 2003 (com imagens de Ilda David'). Trad. francesa parcial de Cristina Isabel de Melo in: Décharge, nº 138/Junho 2008, pp. 19-22. • O Jogo da Liberdade da Alma. Lisboa, Relógio d'Água, 2003. Trad. francesa de Cristina Isabel de Melo: Le jeu de la liberté de l'âme + L'espace édénique. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2009. Trad. italiana de Alessandro Granata: Il Giocco della Libertà dellAnima + Lo spazio edenico. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2010. • Amigo e Amiga. Curso de silêncio de 2004. Lisboa, Assírio & Alvim, 2006. Trad. francesa, fragmento CLIV, por Cristina Isabel de Melo in: Décharge, nº 138/Junho 2008, p. 23. • Os Cantores de Leitura. Lisboa, Assírio & Alvim, 2007. Trad. francesa, partículas 44 e 70, por Cristina Isabel de Melo in: Décharge, nº 138/Junho 2008, pp. 24-25.
Diários • Um Falcão no Punho. Diário 1. Lisboa, Rolim, 1985, 2ª ed.: Lisboa, Relógio d'Água, 1998 (com posfácio de Augusto Joaquim). Trad. francesa de Alice Raillard: Un faucon au poing. Paris, Gallimard, 1993. • Finita. Diário 2. Lisboa, Rolim, 1987; 2ª ed.: Lisboa, Assírio & Alvim, 2005 (com posfácio de Augusto Joaquim). Tradução francesa de Cristina Isabel de Melo. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2012. • Inquérito às Quatro Confidências. Diário 3. Lisboa, Relógio d'Água, 1996. Tradução francesa de Cristina Isabel de Melo. Aprica (Suíça), Pagine d'Arte, 2013.
Traduções • Flaubert, Gustave, O Sol Minguante. Colares, Colares Editora, [1990] [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Wilde, Oscar, O Príncipe Feliz. Colares, Colares Editora, s.d. [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Colette, Saha, a Gata. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Hölderlin, Friedrich, Diotima. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Maria Clara Salgueiro]. • Sade, Donatien Alphonse François de, Mistérios Libertinos da Bastilha. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Woolf, Virginia, Cartas Íntimas a Vita Sackville-West. Colares, Colares Editora, 1994 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Dickinson, Emily, Bilhetinhos com Poemas. Colares, Colares Editora, 1995 [sob o pseudónimo de Ana Fontes]. • Verlaine, Paul, Sageza. Lisboa, Relógio d'Água, 1995. • Rilke, R. M., Frutos e Apontamentos. Lisboa, Relógio d'Água, 1995. • Rimbaud, O Rapaz Raro. Iluminações e Poemas. Lisboa, Relógio d'Água, 1998. • Thérèse Martin, de Lisieux, O Alto Voo da Cotovia. Lisboa, Relógio d'Água, 1999. • Apollinaire, Guillaume, Mais Novembro do que Setembro. Lisboa, Relógio d'Água, 2001. • Éluard, Paul, Últimos Poemas de Amor. Lisboa, Relógio d'Água, 2002. • Baudelaire, Charles, As Flores do Mal. Lisboa, Relógio d'Água, 2003. • Loüys, Pierre, O Sexo de Ler de Billitis. Lisboa, Relógio d'Água, 2010.
Obra póstuma • Uma Data em Cada Mão. Livro de Horas I. Lisboa, Assírio & Alvim, 2009. • Um Arco Singular. Livro de Horas II. Lisboa, Assírio & Alvim, 2010. • Numerosas Linhas. Livro de Horas III.Lisboa, Assírio & Alvim, 2013. • A Palavra Imediata (Os papéis avulsos de Llansol). Livro de Horas IV. Lisboa, Assírio & Alvim, 2014.
• O Azul Imperfeito (Pessoa em Llansol. 1976-2006). Livro de Horas V. Lisboa, Assírio & Alvim, 2015. •Herbais foi de Silêncio. Livro de Horas VI. Lisboa, Assírio & Alvim, 2018.
Antologias em tradução – À l'ombre du clair de lune. Fragments choisis. Organ. de J. Barrento, trad. de Guida Marques, prefácio de Laurence Nobécourt. Aprica (Suíça), Pagine d'arte, 2018. – All'ombra del chiaro di luna. Organ. de J. Barrento, trad. de Paola d'Agostini, prefácio de Flavio Ermini. Aprica (Suíça), Pagine d'arte, 2018.