20.2.11

ANA DEUS E LLANSOL
1999-2011


Foi um reencontro feliz, sob o signo de Llansol, da Ferida Consentida a Transporto sempre uma viagem. Ana Deus cantou ontem na Galeria Quadrum acompanhada pelo extraordinário guitarrista Alexandre Soares, na inauguração do ciclo de eventos Transporto sempre uma viagem, inspirado em Llansol. Trouxe à memória o espectáculo que fez (com este mesmo guitarrista e Regina Guimarães) em Maio de 1999, integrada no grupo Três Tristes Tigres, no Rivoli do Porto e no CCB em Lisboa. O espectáculo intitulou-se Ferida Consentida (mais informação sobre este espectáculo aqui), e os textos, cantados por Ana Deus e ditos por Regina Guimarães, provinham do livro de Maria Gabriela Llansol Um Beijo Dado Mais Tarde, como facilmente se reconhecerá pelos excertos que se podem ver e ouvir abaixo (extraídos da gravação que temos no arquivo do Espaço Llansol).



A Maria Gabriela regista por várias vezes, em duas agendas, entre 18 de Maio e 1 de Junho de 1999, este espectáculo dos Três Tristes Tigres, a que assistiu no Porto e em Lisboa.
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16.2.11

ARTES MIGRATÓRIAS SOB O SIGNO DE LLANSOL


Na Galeria Quadrum em Lisboa, inicia-se a partir do próximo sábado, 19 de Fevereiro, uma série de eventos artísticos subordinados à temática da migração e sua relação com a cidade de Lisboa, que o seu curador, José Maia, colocou sob o signo de Maria Gabriela Llansol, com o lema «Transporto sempre uma viagem», proveniente do diário Um Falcão no Punho. Deixamos aqui a sinopse e o programa da iniciativa, na qual participam vários colaboradores do Espaço Llansol (Maria Carolina Fenati, Bernardo R. Bethônico e Daniel Ribeiro Duarte).

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O Programa:

LLANSOL E EDUARDO LOURENÇO
PELA MÃO DE MARIA DE LOURDES SOARES


A página do Núcleo de Invstigação de Ciências Políticas e Relações Internacionais (NICPRI) da Universidade de Évora, que noticia sobre o projecto de edição das Obras Completas de Eduardo Lourenço (http://lereduardolourenco.blogspot.com), publica hoje um elucidativo texto da nossa associada e conhecida «legente» do Rio de Janeiro a Professora Maria de Lourdes Soares, sobre os encontros (fortuitos) e os desencontros entre Eduardo Lourenço e Maria Gabriela Llansol.



O texto de Maria de Lourdes Soares e uma carta de Llansol a Eduardo Lourenço, de 1988, depois do encontro de escritores em Paris que deu pelo nome de «Belles Étrangères», pode ler-se aqui:
(http://leduardolourenco.blogspot.com/2011/02/de-maria-gabriela-llansol.html)

25.1.11

CONFERÊNCIA SOBRE LLANSOL

Conforme noticiámos há dias, deixamos aqui a informação mais pormenorizada sobre a conferência da Profº Doutora Paula Mendes Coelho na Biblioteca-Museu República e Resistência, sobre a «poética do exílio» em M. G. Llansol:

24.1.11

LLANSOL INÉDITA NA REVISTA SERTA


O número 10 da SERTA-Revista Iberorrománica de Poesía y Pensamiento Poético, editada em Madrid pela UNED (Universidad Nacional de Educación a Distancia) em todas as línguas da Península Ibérica e ainda em Francês, Italiano e Retorromano, insere neste seu último número fragmentos inéditos, dos cadernos de Llansol.


Como estes:
«_____ o desejo que chamam inter-humano é sobre mim um vulcão de energia doce _____»
«Eis aqui a escrava do texto que me invade, e que nada tem a ver com o texto impresso ou escrito. Entre mim e o outro, repito, não quero que haja aventuras sentimentais. Excluída esta poeira do meu olho, confio absolutamente no que hei-de ver.»

18.1.11

PALESTRAS SOBRE LLANSOL

A primeira será já no próximo sábado, 22, às 17 horas, por João Barrento:

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E de Llansol se falará também no ciclo de conferências da Biblioteca do Museu República e Resistência («Poesia e liberdade»), no dia 7 de Fevereiro:
Profª Doutora Paula Mendes Coelho (Universidade Aberta): «Do 'coitado Lusíada' à escrita nómada de M. G. Llansol: Fragmentos de uma poética do exílio». Brevemente daremos mais pormenores sobre esta conferência.

29.12.10

LLANSOL NO CCB

O Centro Cultural de Belém divulga já, no seu programa trimestral (Janeiro-Março 2011), o dia dedicado a Maria Gabriela Llansol, com a inauguração da exposição «Sobreimpressões» e as outras actividades previstas para esse dia 27 de Março, organizadas pelo Espaço Llansol.

(clique na imagem para ver o Programa do Dia Llansol)

Na semana seguinte (dias 28-29 e 30-31 de Março), Marta Lança orienta «Oficinas de escrita» destinadas a «graúdos e miúdos», e relacionadas com o tema da exposição.


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Em breve daremos notícias mais concretas das iniciativas que estamos a preparar para outros lugares de Lisboa durante o período de permanência da exposição no CCB (27 de Março a 17 de Abril).

9.12.10

UN CONCENTRATO DI POESIA...
Llansol em Itália

Como já aqui noticiámos em 20 de Outubro, foi apresentada no dia 26 desse mês na Universidade de Turim a primeira tradução de M. G. Llansol para italiano, num volume que inclui (tal como a edição francesa, saída antes na mesma editora, Pagine d'Arte) O Jogo da Liberdade da Alma e O Espaço Edénico. Na ocasião, a jornalista e estudante de Literatura Portuguesa Gaia Bertoneri fez, aos microfones da rádio universitária torinense radio 110 (www.110.unito.it), um conversa com o tradutor de Llansol, Alessandro Granata Seixas (primeira parte), e João Barrento (segunda parte), que os interessados podem ouvir aqui:




24.11.10

LEMBRAR MARIA GABRIELA LLANSOL


Maria Gabriela Llansol faria hoje 79 anos. De si mesma escreveu um dia, traçando um auto-retrato em duas frases:

Prefiro ser aceite pela geração futura a ser completamente aceite pela geração presente.
(Caderno 1.12 do espólio, 1982)

... eu sou a que não quer ir: a que se esconde por dentro de estar fora; e assim não vou – sou a que vou não indo________ quem vai com os outros empalidece a cor que traz nos pés.
(Caderno 1.57 do espólio, 1999)






Schubert, Sonata para piano nº 20 in A-major D959, IV-Rondo e Allegretto, por Elisabeth Leonskaja

10.11.10

LIVRO DE HORAS II NO EXPRESSO

A última edição do Expresso, de 6 de Novembro, dedica uma página à edição do Livro de Horas II - Um Arco Singular, da autoria de António Guerreiro, que aí escreve: «A linha de continuidade entre o mundo empírico da escritora (...) e o mundo que emerge dos seus textos (com as suas figuras e constelações de pensamento) torna-se aqui bem visível, o que faz deste volume do diário uma boa via de acesso ao resto da obra (algo muito útil para quem tem a ideia de que ela se furta à compreensão).
O que este diário nos revela (se não o soubéssemos já) é que a autora estava sempre imersa nessa dimensão literária (mas não na literatura como instituição ou como 'ficção'), de onde nunca saía. Esse era o seu mundo todo, e não era nada pequeno, dada a sua abertura aos vastos horizontes do pensamento que Maria Gabriela Llansol tematizou de maneira singular e radical.»
Para ler todo o texto, clique na imagem: