3.9.10
LLANSOL E O ESPAÇO LLANSOL NA REVISTA «LER»
O número de Setembro da revista LER-Livros & Leitores, posto à venda hoje, traz uma reportagem de Filipa Melo sobre a escrita de M. G. Llansol e o trabalho que, no Espaço Llansol, vimos desenvolvendo com o tratamento do seu espólio.
Publicado às
12:05
2.9.10
SEGUNDAS JORNADAS LLANSOLIANAS DE SINTRA
Está pronto o Programa das Segundas Jornadas de Sintra, este ano centradas no livro O Jogo da Liberdade da Alma, com participações de França, da Suíça, do Brasil e de Portugal, lançamento de dois novos livros, projecção de um documentário, um recital comentado, exposição de manuscritos e desenhos de Maria Gabriela Llansol e leitura de inéditos pelo actor Diogo Dória.
A entrada para o palco do Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, onde tudo se desenrolará, é livre. Esperamos por todos os interessados, legentes e curiosos, no sábado, 25 (à tarde) e no domingo 26 de Setembro (todo o dia).
Todos os pormenores no programa que se reproduz abaixo (para ler, clique nas imagens).

A entrada para o palco do Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, onde tudo se desenrolará, é livre. Esperamos por todos os interessados, legentes e curiosos, no sábado, 25 (à tarde) e no domingo 26 de Setembro (todo o dia).
Todos os pormenores no programa que se reproduz abaixo (para ler, clique nas imagens).

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23:16
17.8.10
«O MEU GUIA É O FALCOEIRO...»
A dada altura do longo período da génese dos dois volumes de Lisboaleipzig (publicado em 1994), corria o ano de 1987, Maria Gabriela Llansol começa a anotar num dos cadernos (o número 1.25) o resultado das suas pesquisas sobre falcões. O falcão, que já dera título ao primeiro dos Diários – Um Falcão no Punho, de 1985 –, sem que, no entanto, esta ave de reis aí desempenhasse algum papel particular, haveria de tornar-se figura de relevo em Lisboaleipzig:
– na figuração metafórica da relação entre escrevente e texto, entre o punho que lança o voo e o pulso de onde nasce a escrita: «Nevava em Lovaina, de encontro aos cafés que eu abrangia como comunidades de peregrinos, e suspeitei que um falcão voava para o meu trabalho — com uma aura de terra, e vindo de uma coutada. Não pousou no meu pulso, entrou no meu pulso. E são-me entregues os seus olhos redondos, duas vezes maiores, entre mim e a neve. Aossê
era a transparência excessiva que chegava finalmente...» (Lisboaleipzig 2, 101).
– e sobretudo na ligação explícita ao renascimento de F. Pessoa/Aossê, transmutado em matéria «bi-humana» e em «homem livre – o que nunca foi em vida». (Lisboaleipzig 2, 70), e ganhando novo corpo a partir do ovo de falcão que lhe é trazido por Elisabeth, filha de Bach, e que ele próprio choca:
«Aossê
nu
sobre o chão
chocava no calor do seu ventre
o ovo do falcão que a fêmea lhe trouxera.
Ninguém podia entrar
no quarto fechado do horizonte que continha o poeta, e que o ia guardar naquele primeiro momento da novíssima arquitectura.» (Lisboaleipzig 2, 122).
E naquele caderno preparatório, em 1987, lê-se já: «Voou o falcão, ou Aossê feito ave» (Cad. 1.25, p. 34).
Tendo em vista projectos que hão-de concretizar-se em 2011, fomos recentemente, alguns dos colaboradores do Espaço Llansol, filmar e fotografar na falcoaria da Coudelaria de Alter do Chão. Centrámo-nos em particular num falcão peregrino (falco peregrinus) e num falcão branco (falco rusticolus), também conhecido por «gerifalte» ou «falcão letrado» (devido ao padrão da suas penas). E percebemos melhor, no convívio com estas aves extraordinárias, de vontade forte e soberanas, o fascínio de Llansol por elas.
Na sua biblioteca encontram-se livros e algumas outras fontes de informação sobre falcões, nomeadamente a sua representação na arte. Algumas das suas anotações sobre o falcão em 1987, e imagens da nossa breve expedição, podem ver-se no documento que se segue.
– na figuração metafórica da relação entre escrevente e texto, entre o punho que lança o voo e o pulso de onde nasce a escrita: «Nevava em Lovaina, de encontro aos cafés que eu abrangia como comunidades de peregrinos, e suspeitei que um falcão voava para o meu trabalho — com uma aura de terra, e vindo de uma coutada. Não pousou no meu pulso, entrou no meu pulso. E são-me entregues os seus olhos redondos, duas vezes maiores, entre mim e a neve. Aossê
era a transparência excessiva que chegava finalmente...» (Lisboaleipzig 2, 101).
– e sobretudo na ligação explícita ao renascimento de F. Pessoa/Aossê, transmutado em matéria «bi-humana» e em «homem livre – o que nunca foi em vida». (Lisboaleipzig 2, 70), e ganhando novo corpo a partir do ovo de falcão que lhe é trazido por Elisabeth, filha de Bach, e que ele próprio choca:
«Aossê
nu
sobre o chão
chocava no calor do seu ventre
o ovo do falcão que a fêmea lhe trouxera.
Ninguém podia entrar
no quarto fechado do horizonte que continha o poeta, e que o ia guardar naquele primeiro momento da novíssima arquitectura.» (Lisboaleipzig 2, 122).
E naquele caderno preparatório, em 1987, lê-se já: «Voou o falcão, ou Aossê feito ave» (Cad. 1.25, p. 34).
Tendo em vista projectos que hão-de concretizar-se em 2011, fomos recentemente, alguns dos colaboradores do Espaço Llansol, filmar e fotografar na falcoaria da Coudelaria de Alter do Chão. Centrámo-nos em particular num falcão peregrino (falco peregrinus) e num falcão branco (falco rusticolus), também conhecido por «gerifalte» ou «falcão letrado» (devido ao padrão da suas penas). E percebemos melhor, no convívio com estas aves extraordinárias, de vontade forte e soberanas, o fascínio de Llansol por elas.
Na sua biblioteca encontram-se livros e algumas outras fontes de informação sobre falcões, nomeadamente a sua representação na arte. Algumas das suas anotações sobre o falcão em 1987, e imagens da nossa breve expedição, podem ver-se no documento que se segue.
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22:46
11.8.10
NOVO VOLUME DE TRADUÇÕES DE LLANSOL
Acaba de sair, na editora Relógio d'Água, mais um volume – o oitavo – de versões de poetas de língua francesa por Maria Gabriela Llansol, desta vez Les Chansons de Bilitis, do belga Pierre Loüys, que na edição portuguesa aparece com o título O Sexo de Ler de Bilitis (a opção do título é explicada na introdução por M. G. Llansol). Trata-se da principal obra deste poeta, contemporâneo de Mallarmé (também traduzido por M. G. Llansol, com edição prevista para breve na mesma colecção da Relógio d'Água), um conjunto de poemas em prosa que Loüys apresentou em 1894 como se fossem traduções de uma poetisa grega contemporânea de Safo, mas que a curto prazo foram identificados como seus, e adptados por Claude Debussy como canções para voz e piano.
Pode ler-se em baixo o primeiro poema destas novas versões de Llansol, que , tal como as de Mallarmé, esperavam há muito para ser editadas.
Pode ler-se em baixo o primeiro poema destas novas versões de Llansol, que , tal como as de Mallarmé, esperavam há muito para ser editadas.
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14:10
30.7.10
SEGUNDAS JORNADAS LLANSOLIANAS DE SINTRA
Vêm aí as Segundas Jornadas do Espaço Llansol em Sintra. Damos já a informação disponível, que iremos completrando até à data do evento.


(Clique na imagem para aumentar e ler)
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12:18
10.6.10
LLANSOL EM FRANÇA
O tempo dos sentidos
O crítico Richard Blin (que já havia escrito de forma fascinante sobre livros de Llansol nos anos 90) regressa agora, na revista de literatura contemporânea Le Matricule des Anges (nº 114, Junho de 2010) a esta escrita que apelida de única e possível continuadora de Pessoa, com um pequeno mas luminoso texto sobre a mais recente edição de Llansol em França, o livro de artista das Éditions Les Arêtes que reune três textos: O Raio sobre o Lápis, Hölder de Hölderlin e Cantileno. Pode ler o texto clicando na imagem abaixo.


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13:39
7.6.10
LLANSOL «TRADUTORA»
Conferência em Paris

No dia 10 de Junho, às 14.30 h, a professora da Universidade Aberta, Paula Mendes Coelho, profere na Universidade de Paris 3 (13 rue de Santeuil, salla 414) uma conferência sobre as versões de poetas franceses por Maria Gabriela Llansol, com o título «A nossa necessidade de poesia é impossível de saciar...». A notícia está no sítio Fabula - La recherche en littérature.
Publicado às
11:56
28.5.10
LLANSOL NO MARCHÉ DE LA POÉSIE EM PARIS
A última edição de textos de M. G. Llansol em francês, de que démos notícia aqui, vai estar no Marché de la Poésie, que decorre em Paris de 17 a 20 de Junho, apresentada por Guida Marques, tradutora de O Raio sobre o Lápis, Hölder de Hölderlin e Cantileno. É na sexta-feira, 18 de Junho, pelas 18 h., no stand da Editora Les Arêtes (B1).
Publicado às
15:35
7.5.10
LLANSOL EM FRANÇA
O CAMINHO CONTINUA...
O CAMINHO CONTINUA...
... na página de poesia Poezibao, que já antes escolhera M. G. Llansol como «poeta» do dia. Voltou agora a fazê-lo, em 6 de Maio, aqui. Desta vez transcrevendo um fragmento de La foudre sur le crayon, o livro de artista saído recentemente, com três textos de Llansol (O Raio sobre o Lápis, Hölder de Hölderlin e Cantileno), em tradução de Guida Marques e com pintura de Luce Guilbaud, nas Éditions Les Arêtes.
E há ainda notícias saídas em dois jornais da Bretanha, que documentam as leituras do último «Chocolate Literário» organizado em Pont-Aven por Cristina Isabel de Melo, das edições Vagamundo, e onde se ouviram, em português e francês, excertos sobre o mar extraídos de Da Sebe ao Ser.


E há ainda notícias saídas em dois jornais da Bretanha, que documentam as leituras do último «Chocolate Literário» organizado em Pont-Aven por Cristina Isabel de Melo, das edições Vagamundo, e onde se ouviram, em português e francês, excertos sobre o mar extraídos de Da Sebe ao Ser.


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18:15
29.4.10
LLANSOL EM REVISTA(S)
A Obra de Maria Gabriela Llansol continua a estar presente em revistas universitárias portuguesas e brasileiras. O número 4 da revista online Abril, do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da Universidade Federal Fluminense/Niterói inclui dois textos sobre Llansol. Transcrevemos os respectivos resumos e damos as ligações para o texto integral dos artigos:


- Luanna Belmont (da Universidade Federal Fluminense), compara Herberto Helder e M. G. Llansol em «Helder e Llansol: a espacialização da linguagem»:
Resumo: As poéticas de Herberto Helder e Maria Gabriela Llansol são, hoje, na Literatura Portuguesa, as que mais radicalmente encarnam uma concepção do mundo e, por extensão, da literatura atravessada pela tradição surrealista e por uma certa orientação mística que redefinem a experiência do sujeito com a linguagem. Sua poética assenta-se sobre (1) uma conexão profunda entre os processos de leitura e escrita, (2) uma visão utópica do texto como lugar de encontro da diferença e de reverberação dos afetos, e (3) uma compreensão do sentido como metamorfose. O presente trabalho pretende flagrar essa performance da linguagem no fluxo do texto, bem como a espacialização das relações do sujeito com a paisagem.
(ler o artigo aqui)
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- Jorge Fernandes da Silveira (da Universidade Federal do Rio de Janeiro) lê o primeiro volume do Livro de Horas, obra póstuma de Llansol por nós editada em 2009, num texto intitulado «Economia de eremita, diz o Augusto»:
Resumo: A produção do texto como investimento cultural, um gesto de interlocução entre a leitura e a escrita, é ainda rentável quando se pretende discutir “manifestações da ideia de valor na literatura: ética e estética”; o reconhecimento da textualidade como uma economia de signos em progresso, um valor de troca entre práticas significantes, explica, em síntese, desde o título, a escolha da obra de Maria Gabriela Llansol (1931-2008), sobretudo o último livro, póstumo, Uma data em cada mão – Livro de horas I, como o principal capital deste ensaio.
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Uma outra publicação universitária, a Revista de Estudos Lusófonos, acabada de nascer na Universidade da Madeira (dirigida pela professora dessa Universidade, Celina Martins), inclui um artigo de Raquel Ribeiro em torno da figura do cão em três autores portugueses, Manuel Alegre, Maria Velho da Costa e Maria Gabriela Llansol:

Resumo: Kurika, de Cão como Nós (Alegre, 2002), Rambo, de Myra (M. V. Costa, 2008) e Jade, cão de Amar um Cão (Llansol, 1990), são três cães da literatura portuguesa contemporânea que estabelecem uma relação especial com os seus donos ou criadores. Articulando textos de Jacques Derrida e Donna Haraway sobre as relações entre homens e animais, e os fossos que sempre os separaram, este ensaio propõe uma nova conjuntura para os animais na literatura, já não como seres distintos do homem, nem como personagens, mas como figuras capazes de criar a sua própria linguagem.
Publicado às
12:29
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