7.5.10

LLANSOL EM FRANÇA
O CAMINHO CONTINUA...

... na página de poesia Poezibao, que já antes escolhera M. G. Llansol como «poeta» do dia. Voltou agora a fazê-lo, em 6 de Maio, aqui. Desta vez transcrevendo um fragmento de La foudre sur le crayon, o livro de artista saído recentemente, com três textos de Llansol (O Raio sobre o Lápis, Hölder de Hölderlin e Cantileno), em tradução de Guida Marques e com pintura de Luce Guilbaud, nas Éditions Les Arêtes.

E há ainda notícias saídas em dois jornais da Bretanha, que documentam as leituras do último «Chocolate Literário» organizado em Pont-Aven por Cristina Isabel de Melo, das edições Vagamundo, e onde se ouviram, em português e francês, excertos sobre o mar extraídos de Da Sebe ao Ser.

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29.4.10

LLANSOL EM REVISTA(S)

A Obra de Maria Gabriela Llansol continua a estar presente em revistas universitárias portuguesas e brasileiras. O número 4 da revista online Abril, do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da Universidade Federal Fluminense/Niterói inclui dois textos sobre Llansol. Transcrevemos os respectivos resumos e damos as ligações para o texto integral dos artigos:


- Luanna Belmont (da Universidade Federal Fluminense), compara Herberto Helder e M. G. Llansol em «Helder e Llansol: a espacialização da linguagem»:

Resumo: As poéticas de Herberto Helder e Maria Gabriela Llansol são, hoje, na Literatura Portuguesa, as que mais radicalmente encarnam uma concepção do mundo e, por extensão, da literatura atravessada pela tradição surrealista e por uma certa orientação mística que redefinem a experiência do sujeito com a linguagem. Sua poética assenta-se sobre (1) uma conexão profunda entre os processos de leitura e escrita, (2) uma visão utópica do texto como lugar de encontro da diferença e de reverberação dos afetos, e (3) uma compreensão do sentido como metamorfose. O presente trabalho pretende flagrar essa performance da linguagem no fluxo do texto, bem como a espacialização das relações do sujeito com a paisagem.
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- Jorge Fernandes da Silveira (da Universidade Federal do Rio de Janeiro) lê o primeiro volume do Livro de Horas, obra póstuma de Llansol por nós editada em 2009, num texto intitulado «Economia de eremita, diz o Augusto»:

Resumo: A produção do texto como investimento cultural, um gesto de interlocução entre a leitura e a escrita, é ainda rentável quando se pretende discutir “manifestações da ideia de valor na literatura: ética e estética”; o reconhecimento da textualidade como uma economia de signos em progresso, um valor de troca entre práticas significantes, explica, em síntese, desde o título, a escolha da obra de Maria Gabriela Llansol (1931-2008), sobretudo o último livro, póstumo, Uma data em cada mão – Livro de horas I, como o principal capital deste ensaio.
(ler o artigo aqui)

Uma outra publicação universitária, a Revista de Estudos Lusófonos, acabada de nascer na Universidade da Madeira (dirigida pela professora dessa Universidade, Celina Martins), inclui um artigo de Raquel Ribeiro em torno da figura do cão em três autores portugueses, Manuel Alegre, Maria Velho da Costa e Maria Gabriela Llansol:



Resumo: Kurika, de Cão como Nós (Alegre, 2002), Rambo, de Myra (M. V. Costa, 2008) e Jade, cão de Amar um Cão (Llansol, 1990), são três cães da literatura portuguesa contemporânea que estabelecem uma relação especial com os seus donos ou criadores. Articulando textos de Jacques Derrida e Donna Haraway sobre as relações entre homens e animais, e os fossos que sempre os separaram, este ensaio propõe uma nova conjuntura para os animais na literatura, já não como seres distintos do homem, nem como personagens, mas como figuras capazes de criar a sua própria linguagem.

27.4.10

O MOVIMENTO DO MAR
em Llansol



26.4.10

LLANSOL DE NOVO NA BRETANHA


O próximo encontro do «Chocolate Literário» em Pont-Aven, na Bretanha, organizado por Cristina de Melo e as Éditions Vagamundo, inclui de novo textos de Llansol, desta vez sobre O Mar, em versão portuguesa e francesa. Para ver o programa da sessão, em que figura também o poeta Nuno Júdice, e ler a versão francesa de Cristina de Melo, clique nas duas primeiras imagens.





Pont-Aven

18.4.10

O ESPAÇO LLANSOL NO JORNAL DE SINTRA

O Jornal de Sintra de sexta-feira, 16 de Abril, dá grande destaque ao Espaço Llansol, ao trabalho em curso no espólio e à Obra de Maria Gabriela Llansol, numa reportagem feita na nossa sede em Sintra pela jornalista Vanessa Sena e Sousa.

(Se quiser ler a reportagem, clique nas imagens para aumentar)



12.4.10

NOVOS ECOS DE LLANSOL
EM FRANÇA


O texto de Maria Gabriela Llansol continua a fazer caminho em França. A poeta e artista plástica Luce Guilbaud apresentou recentemente a sua Obra em La Roche-sur-Yon (como noticiámos aqui). O texto de apresentação de Luce Guilbaud pode ler-se no blog da Editora Les Arêtes, que acaba de editar mais um livro com três textos breves de Llansol, de que demos notícia atrás.

M. G. Llansol em Herbais, anos 80

31.3.10

LA FOUDRE SUR LE CRAYON
HÖLDER DE HÖLDERLIN
CANTILÈNE




Três textos de Llansol – breves, densos, poéticos –, reunidos num volume – edição muito cuidada, da tradução de Guida Marques, que já verteu para francês António Franco Alexandre e o Pe. António Vieira, ao grafismo e às imagens, da artista plástica Luce Guilbaud. É mais um foco llansoliano que se acende em terras de França, ultimamente muito pródigas no acolhimento que lhe têm proporcionado. Numa pequena editora de arte sediada em La Rochelle, à beira do Atlântico: Les Arêtes, dirigida com grande sensibilidade (e parcos meios) por Sandrine Pot.



21.3.10

... UM NOVO RAMO DE ÁRVORE NO HORIZONTE


O olhar sempre atento de Cristina de Melo faz-nos chegar mais notícias do percurso de Llansol em França. Desta vez, a página de Internet de um leitor-quase-legente, Ronald Klapka, entusiasta da Obra de Maria Gabriela Llansol, que segue atentamente através de tudo o que se vem publicando e noticiando em francês. Na sua página

anuncia a chegada da primavera com esta bela passagem de Um Falcão no Punho:

____________ apetece-me brincar seriamente com a escrita já que em parte todos, eu inclusive, a tomam por brincadeira. Mas a escrita que me abrange é poder iluminativo, e finalidade de vida que causa temor. O temor da escrita. Dela é mais preferível não falar do que falar. Fazer tal aliança com o horizonte possível do nada, cria um novo ramo de árvore ao horizonte.

Mas não se trata apenas da primavera – o que seria bem pouco. Klapka lê e comenta de forma sensível e apurada livros e artigos saídos em França desde que Llansol aí começou a circular, com a edição de Contos do Mal Errante (em 1991, na tradução da poeta surrealista Isabel Meyrelles) e Um Falcão no Punho (1993, em tradução de Alice Raillard), até à última edição em francês, O Jogo da Liberdade da Alma/O Espaço Edénico (2009, tradução de Cristina de Melo para as edições Pagine d'Arte), e a alguns artigos publicados recentemente em revistas francesas (de Pedro Eiras, ou Maria Graciete Besse, entre outros). E não se esquece de remeter para o Espaço Llansol.
Aqui fica a ligação para essa página dedicada a Llansol, com um longo texto intitulado «Maria Gabriela Llansol, figures du livre intérieur», que se pode ler aqui.

17.3.10

LLANSOL NO BRASIL
Texto, imagem, cinema

Começou a sair, na Editora da Universidade Federal de Minas Gerais, de Belo Horizonte, uma bela colecção de cadernos de capa dura e excelente realização gráfica, llansolianamente intitulada «AmorÍmpar». O número 2 desta nova colecção, que, como se lê na contracapa dos cadernos, «reune a literatura e o cinema», é dedicado a Maria Gabriela Llansol (o primeiro ocupa-se do poeta brasileiro Manoel de Barros), e foi realizado em grande parte no Espaço Llansol e em Sintra-Colares em 2009. As autoras, Lúcia Castello Branco e a pintora Maria José Vargas Boaventura, coadjuvadas por Izabella d'Urço e João Rocha, reunem no Caderno textos de Llansol escolhidos e copiados à mão, os argumentos dos dois filmes que acompanham a edição em DVD, e muitas aguarelas, desenhos e colagens de Maria José Boaventura, cuidadosa e pacientemente tecidos num belo mosaico verbovisual.

(Clique na imagem se quiser ler os textos)

Os dois filmes do caderno Llansol, concebidos e realizados por Lúcia Castello Branco e Gabriel Sanna, intitulam-se Redemoinho-Poema – uma viagem pelos lugares de vida e escrita de Llansol, em Portugal e na Bélgica – e Proposição 24, uma leitura dançada (por duas actrizes-bailarinas, a brasileira Elisa Santana e a portuguesa Mafalda Saloio) que combina O Jogo da Liberdade da Alma, de Llansol, e a proposição 24 da Ética de Spinoza.

11.3.10

LLANSOL NO PEN CLUBE
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