11.3.10

LLANSOL NO PEN CLUBE
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10.3.10


LLANSOL EM FRANCÊS NO «GRAND R»

No próximo dia 19 de Março, Maria Gabriela Llansol será lida e comentada por duas poetas e artistas francesas, Cristina Isabel de Melo (sua tradutora) e Luce Guilbaud, no centro cultural , teatro e atelier de escrita Le Grand R, em La Roche-sur-Yon, na província da Vendée (ver programação aqui).
Llansol – que figura entre Henri Michaux e Georges Perec na programação do mês de Março para um dos núcleos do Centro, a Maison Gueffier – é apresentada como «uma das figuras mais inovadoras da literatura portuguesa, autora de uma obra inclassificável na qual romance, diário e poesia coexistem na forma e na experiência, partilhando territórios marginais aos géneros literários para ocupar uma área de 'tradução' – do quotidiano, dos diferentes reais que nos é dado habitar, das línguas estrangeiras, de influências e referências.»

7.3.10

ONDE É QUE JÁ SE VIU UM DISPARATE DESTES?


A revista Os Meus Livros, dirigida pelo senhor João Morales, que se apresenta com a «carteira profissional de jornalista nº 3480» (!), resolveu tratar no seu número de Março casos de escritores com obra póstuma, e traz uma capa de péssimo gosto, cheia de pequenas cabeças de autores mortos. A ingenuidade e a ignorância em relação ao que pode verdadeiramente ser «actual», levam o/a jornalista – que não sabemos quem seja, nem isso altera em nada o dislate – a destacar na referida capa a peregrina ideia (ideia??) de que «apesar de falecidos», alguns desses escritores «dominam as atenções do mundo dos livros» (um mundo em que seria bem melhor que alguns jornalistas nunca entrassem)
Nada disto seria merecedor da nossa atenção se nessa mesma capa, como legenda de uma das cabeças candidatas à «glória póstuma», não aparecesse o nome de «ISABEL Llansol»!!
Mas o disparate e a inexplicável e inadmissível confusão não se ficam por aqui: continuam e ampliam-se nas páginas 42 e 43, onde – precisamente nos destaques e na fotografia (aqui por duas vezes!) – se insiste em chamar «Isabel» e «Maria Isabel» a quem sempre se chamou Maria Gabriela, e que é realmente a autora do primeiro volume dos diários póstumos Uma Data em Cada Mão, saído o ano passado. A única vez que Llansol merece o seu verdadeiro nome no meio desta salganhada é no corpo do texto – honra seja feita a quem, finalmente e por uma vez, mostrou saber (e saberá??) do que fala e de quem está a falar.
É mais uma vez o lamentável espelho de um «jornalismo literário» que não existe, de uma burrice inexplicável e absurda, precisamente em relação a um nome que, na plena e dupla acepção do termo, é único na literatura portuguesa.

3.3.10

LLANSOL E O ESPAÇO LLANSOL EM ENTREVISTA

Acaba de ir para o ar a revista brasileira online Desassossegos, do Programa de Pós-graduação da Universidade de São Paulo, que contém uma entrevista de Érica Zíngano (mestranda a trabalhar sobre Llansol nesta Universidade) a João Barrento e Maria Etelvina Santos sobre as origens do Espaço Llansol e os nossos encontros com Maria Gabriela Llansol, o trabalho realizado e o que temos à nossa frente.


Se quiser ler a entrevista clique aqui.


MARIA GABRIELA LLANSOL
(3 de Março 1931 – 3 de Março 2008)


25.2.10

A DAMA SINGULAR DE HÉLIA CORREIA

O último número da revista Colóquio-Letras (o 173, Janeiro-Abril 2010) traz um singular conto de Hélia Correia – A dama singular – onde se ouvem ecos llansolianos, mas trazidos por uma personagem, a rapariga-da-aldeia, que só poderia ser de Hélia Correia. É um conto de aprendizagem, uma história de relação a dois e de crescimento mútuo como a da «estátua de leitura» de Um Beijo Dado Mais Tarde, como a de tantas figuras que se cruzam e se completam no «bravio acto de aprender» que atravessa o texto de Llansol e este conto da Hélia. A ler em papel, já que este número da Colóquio não está ainda disponível na página da revista.

21.2.10

ELEIÇÕES NO ESPAÇO LLANSOL

Na Assembleia Geral eleitoral de ontem, que decorreu na sede do Espaço Llansol em Sintra, com Manuel Gusmão a presidir à Mesa, foi eleita por unanimidade, para o triénio 2010-2012, a seguinte lista de Corpos Gerentes:
Mesa da Assembleia Geral: Manuel Gusmão, José Augusto Mourão e Daniela Oliveira.
Direcção: João Barrento, Hélia Correia, Maria Etelvina Santos, Cristiana Vasconcelos Rodrigues e Helena Vieira.
Conselho Fiscal: Sandra Santos, Albertina Pena e João Madureira.

Os trabalhos nos vários sectores do espólio de Maria Gabriela Llansol prosseguem, e a Casa de Sintra continua a transformar-se: temos a Biblioteca que foi de Llansol e Augusto Joaquim organizada e concentrada numa só sala, e em fase de catalogação; o arquivo mudou também um pouco de aspecto, para receber sectores que exigem condições especiais de preservação, como o arquivo fotográfico. Entretanto, está praticamente concluída a digitalização e classificação de todo o acervo manuscrito (cadernos, agendas, blocos de notas e papéis avulsos), e disponível em formato PDF para consulta. O arquivo de imprensa (jornais e revistas generalistas) está também em fase de conclusão no suporte físico, e será digitalizado e disponibilizado online daqui a algum tempo. Paralelamente, está a ser organizado o arquivo em papel de todos os artigos e trabalhos publicados em revistas especializadas e académicas e em volumes colectivos, em suporte de papel ou online, e actualizada toda a bibliografia llansoliana, activa e passiva (reiteramos o nosso pedido de envio de qualquer trabalho publicado sobre Llansol, ou a indicação do endereço de Internet onde se possa encontrar). A correspondência e os materiais (textos, imagens, slides) das escolas fundadas na Bélgica por Llansol e Augusto Joaquim estão a ser identificados e classificados, e prossegue o moroso trabalho de indexação de todo o espólio manuscrito.
Seguem-se algumas imagens do nosso actual ambiente de trabalho:

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1.2.10

LLANSOL: O LIVRO

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26.1.10

LLANSOL: A LUZ DE LER # 6

DO AZUL

«O azul não tem origem», escreve Llansol em Amigo e Amiga, o livro do «curso de silêncio» e de um processo de luto muito particular, no qual o azul representa o momento de estabilização, entre o negro inicial e a luz que por fim regressa. Outros livros, e agora também textos inéditos dos cadernos e papéis avulsos encontrados no espólio, falam do azul. Alguns deles podem ser ouvidos no vídeo que se segue, nas vozes de João Barrento e da própria Llansol.


22.1.10

LLANSOL NA BRETANHA

O chocolate literário de Pont-Aven (de que demos notícia antes), uma iniciativa de Cristina Isabel de Melo e da nova editora Vagamundo, decorreu no passado sábado de forma animada, como noticia a imprensa local. As próximas leituras com chocolate, também com Llansol no menu, terão lugar na Primavera.

Do jornal Télégramme, hoje

Do jornal Ouest-France, 20 de Janeiro
À esquerda, Graham MacLachlan, que leu Pessoa em inglês;
à direita, Cristina Isabel de Melo, que falou de
Llansol e Nuno Júdice e os leu em francês