3.3.10

LLANSOL E O ESPAÇO LLANSOL EM ENTREVISTA

Acaba de ir para o ar a revista brasileira online Desassossegos, do Programa de Pós-graduação da Universidade de São Paulo, que contém uma entrevista de Érica Zíngano (mestranda a trabalhar sobre Llansol nesta Universidade) a João Barrento e Maria Etelvina Santos sobre as origens do Espaço Llansol e os nossos encontros com Maria Gabriela Llansol, o trabalho realizado e o que temos à nossa frente.


Se quiser ler a entrevista clique aqui.


MARIA GABRIELA LLANSOL
(3 de Março 1931 – 3 de Março 2008)


25.2.10

A DAMA SINGULAR DE HÉLIA CORREIA

O último número da revista Colóquio-Letras (o 173, Janeiro-Abril 2010) traz um singular conto de Hélia Correia – A dama singular – onde se ouvem ecos llansolianos, mas trazidos por uma personagem, a rapariga-da-aldeia, que só poderia ser de Hélia Correia. É um conto de aprendizagem, uma história de relação a dois e de crescimento mútuo como a da «estátua de leitura» de Um Beijo Dado Mais Tarde, como a de tantas figuras que se cruzam e se completam no «bravio acto de aprender» que atravessa o texto de Llansol e este conto da Hélia. A ler em papel, já que este número da Colóquio não está ainda disponível na página da revista.

21.2.10

ELEIÇÕES NO ESPAÇO LLANSOL

Na Assembleia Geral eleitoral de ontem, que decorreu na sede do Espaço Llansol em Sintra, com Manuel Gusmão a presidir à Mesa, foi eleita por unanimidade, para o triénio 2010-2012, a seguinte lista de Corpos Gerentes:
Mesa da Assembleia Geral: Manuel Gusmão, José Augusto Mourão e Daniela Oliveira.
Direcção: João Barrento, Hélia Correia, Maria Etelvina Santos, Cristiana Vasconcelos Rodrigues e Helena Vieira.
Conselho Fiscal: Sandra Santos, Albertina Pena e João Madureira.

Os trabalhos nos vários sectores do espólio de Maria Gabriela Llansol prosseguem, e a Casa de Sintra continua a transformar-se: temos a Biblioteca que foi de Llansol e Augusto Joaquim organizada e concentrada numa só sala, e em fase de catalogação; o arquivo mudou também um pouco de aspecto, para receber sectores que exigem condições especiais de preservação, como o arquivo fotográfico. Entretanto, está praticamente concluída a digitalização e classificação de todo o acervo manuscrito (cadernos, agendas, blocos de notas e papéis avulsos), e disponível em formato PDF para consulta. O arquivo de imprensa (jornais e revistas generalistas) está também em fase de conclusão no suporte físico, e será digitalizado e disponibilizado online daqui a algum tempo. Paralelamente, está a ser organizado o arquivo em papel de todos os artigos e trabalhos publicados em revistas especializadas e académicas e em volumes colectivos, em suporte de papel ou online, e actualizada toda a bibliografia llansoliana, activa e passiva (reiteramos o nosso pedido de envio de qualquer trabalho publicado sobre Llansol, ou a indicação do endereço de Internet onde se possa encontrar). A correspondência e os materiais (textos, imagens, slides) das escolas fundadas na Bélgica por Llansol e Augusto Joaquim estão a ser identificados e classificados, e prossegue o moroso trabalho de indexação de todo o espólio manuscrito.
Seguem-se algumas imagens do nosso actual ambiente de trabalho:

(Clique na imagem para aumentar)

1.2.10

LLANSOL: O LIVRO

(Clique na imagem para aumentar)

26.1.10

LLANSOL: A LUZ DE LER # 6

DO AZUL

«O azul não tem origem», escreve Llansol em Amigo e Amiga, o livro do «curso de silêncio» e de um processo de luto muito particular, no qual o azul representa o momento de estabilização, entre o negro inicial e a luz que por fim regressa. Outros livros, e agora também textos inéditos dos cadernos e papéis avulsos encontrados no espólio, falam do azul. Alguns deles podem ser ouvidos no vídeo que se segue, nas vozes de João Barrento e da própria Llansol.


22.1.10

LLANSOL NA BRETANHA

O chocolate literário de Pont-Aven (de que demos notícia antes), uma iniciativa de Cristina Isabel de Melo e da nova editora Vagamundo, decorreu no passado sábado de forma animada, como noticia a imprensa local. As próximas leituras com chocolate, também com Llansol no menu, terão lugar na Primavera.

Do jornal Télégramme, hoje

Do jornal Ouest-France, 20 de Janeiro
À esquerda, Graham MacLachlan, que leu Pessoa em inglês;
à direita, Cristina Isabel de Melo, que falou de
Llansol e Nuno Júdice e os leu em francês

6.1.10

CHOCOLATE LITERÁRIO COM LLANSOL

No próximo dia 16 de Janeiro Llansol será lida, em português e francês, na cidade dos pintores na Bretanha (Pont-Aven), no âmbito de uma sessão de leitura em que se poderá ouvir também poesia de Fernando Pessoa e Nuno Júdice, e ainda do poeta bretão Xavier Grall. Tudo acontecerá na Chocolaterie de Pont-Aven, por iniciativa da recém-criada Associação Vagamundo, vocacionada para a divulgação de autores lusófonos no espaço francófono e de literatura de língua francesa no espaço lusófono. A Vagamundo – o nome teve inspiração em M. G. Llansol – é uma criação de Cristina de Melo, artista plástica e tradutora francesa de Llansol, que se associou a Sylvie Eschbach (fotógrafa) e a Graham MacLachlan (escritor, tradutor e marinheiro), todos residentes na Bretanha.
Para ler o programa da sessão, clique na imagem:


5.1.10

LIVRO DE HORAS CHEGA AO BRASIL

A primeira recensão brasileira do primeiro volume dos Diários inéditos de Llansol (Uma Data em cada Mão. Livro de Horas I. 1972-1977, Assírio & Alvim, 2009) acaba de ser publicada no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, pela mão de Maria Carolina Fenati, colaboradora do Espaço Llansol (para ler o texto, clique na imagem abaixo).



23.12.09

OS TRÊS VAZIOS DE LLANSOL

Acaba de sair em livro mais uma tese de mestrado sobre a Obra de Maria Gabriela Llansol, nas Edições Vendaval. Três Vazios - Leitura de «Geografia de Rebeldes» de M. G. Llansol, de Maria Carolina Fenati, brasileira de Belo Horizonte e colaboradora do Espaço Llansol, foi um trabalho preparado no âmbito do Programa Erasmus Mundus, orientado pela Profª Silvina Rodrigues Lopes e defendido na Universidade italiana de Bergamo.


O livro agora publicado desenvolve uma análise aprofundada de alguns dos vectores essenciais do texto llansoliano, a partir da noção ambivalente do Vazio – provocado, continuado e vislumbrado – proposta no enigmático e seminal texto de abertura de O Livro das Comunidades, e orienta-se no sentido de destacar nos textos de Llansol «o que nos pode afectar, atingir e desviar das rotas postas do mundo, da rigidez do instituído, dos caminhos avessos à fecundidade do desejo» – lê-se na contracapa.