26.11.09

LLANSOL NA COLÓQUIO-LETRAS



O último número da revista Colóquio-Letras, o primeiro da nova série dirigida por Nuno Júdice (depois de dois números dedicados a Eduardo Lourenço), inclui um núcleo significativo de textos diarísticos e ensaios sobre o género – para além de muitas reproduções do «Diário com Perdiz», da pintora Graça Morais –, entre os quais algumas páginas de um dos diários inéditos de Maria Gabriela Llansol, datado de 1981. Como se lê no texto de apresentação de João Barrento («Entre o murmúrio e o ouvido. Llansol: o diário interminável»), os textos que aqui se dão a conhecer, «como centenas de outros não acolhidos nos Diários éditos, fornecem uma amostra de alguns dos temas que com mais frequência ocupam LLansol na sua escrita diária, centrada em matérias como 'o humano, o vegetal, o aéreo do mundo', mas também a própria escrita, o exílio e o processo de 'sobreimpressão' da língua para aí levada na paisagem do Brabante, o trabalho do sonho (muito frequente nos cadernos, até ao fim da vida), a literatura portuguesa contemporânea ou a gestação dos próprios livros da Autora».

19.11.09

PRÉMIOS DE POESIA E FICÇÃO PARA «LLANSOLIANOS»

Dois escritores muito próximos de Maria Gabriela Llansol ou da sua escrita vão receber no próximo dia 24 (às 18.30 horas, na Sociedade Portuguesa de Autores, Rua Gonçalves Crespo, em Lisboa) os Prémios de poesia e de ficção do PEN Clube Português referentes ao ano de 2008.


Manuel Gusmão, que por mais de uma vez escreveu sobre Llansol, recebe o prémio pelo livro de poesia A Terceira Mão (Caminho).

Maria Velho da Costa viu distinguido o seu romance Myra (Assírio & Alvim), onde se convoca expressamente Amar Um Cão. Mais informação sobre a entrega dos Prémios PEN de 2008 aqui.

18.11.09


LLANSOL E O NEO-BARROCO

O último número da revista online ABRIL, do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da Universidade Federal Fluminense, de Niterói, Rio de Janeiro,


dedicado ao tema «Estética (neo)barroca e crise do sujeito», inclui dois artigos que situam a Obra de M. G. Llansol nas encruzilhadas do Barroco:
– Aderaldo Ferreira de Sousa Filho, «A menor distância entre dois pontos...”» sobre o conceito de dobra enquanto componente da visão de mundo e da técnica de escrita em Maria Gabriela Llansol
(http://www.uff.br/revistaabril/revista-03/002_aderaldo%20ferreira.pdf)
e
– Jane Rodrigues dos Santos , O (neo)barroco no fulgor da escrita
de Contos do Mal Errante
(http://www.uff.br/revistaabril/revista-03/006_jane%20dos%20santos.pdf)

De Llansol se fala ainda no ensaio de João Barrento «A nova desordem narrativa: Sujeito, tempo e discurso acentrados no romance de mulheres em Portugal»
(http://www.uff.br/revistaabril/revista-03/008_joao%20barrento.pdf)

13.11.09


Mais uma dissertação de Mestrado, orientada na Universidade Federal de Minas Gerais pela Profª Lúcia Castello Branco:

Erick Gontijo da Costa
Curso de silêncio: Maria Gabriela Llansol e a escrita das imagens curativas (2009)

Do mesmo autor pode ler-se em linha o artigo «Escrever, dosar o amor», aqui.

29.9.09

PRIMEIRAS JORNADAS DE SINTRA

Alterações ao Programa e Informações

Algumas informações de última hora sobre as Jornadas do próximo fim de semana:

- A intervenção da Profª Silvina Rodrigues Lopes, que nos comunicou que não poderá comparecer, será substituída pela apresentação, por João Barrento, de uma montagem animada que recolhe e trata alguns dos muitos desenhos dos Cadernos de M. G. Llansol:

«A carne da cor e da imagem:
Desenhos dos cadernos de Maria Gabriela Llansol»

- No sábado à tarde estarão à venda (para além dos livros disponíveis de Llansol e sobre ela, e dos Cadernos Llansolianos) os novos livros que vamos apresentar nesse dia:

M. G. Llansol, Uma Data em Cada Mão. Livro de Horas I
e
AA.VV., O que é uma Figura?
Diálogos com M. G. Llansol na Casa da Saudação

Na ocasião passaremos gravações originais de intervenções de Llansol nas conversas de 2005-2006, transcritas neste livro.

Divulguem e participem!

24.9.09

LLANSOL: VIVA, NOVA, ACTUAL



Ao cabo de um ano e meio de trabalho intenso, múltiplo e gratificante na casa e no espólio de Maria Gabriela Llansol, com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e da Fundação Calouste Gulbenkian, depois de termos digitalizado e tornado acessível o núcleo mais importante dos seus cadernos manuscritos, iniciado uma colecção de livros sobre a sua Obra («Rio da Escrita», na editora Mariposa Azual), promovido a saída da edição francesa Le jeu de la liberté de l'âme+L'Espace Édénique na editora suíça Pagine d'arte (que fará sair em breve a edição italiana), divulgado textos inéditos em várias revistas (Índice, Mealibra, Foro das Letras, Libretto, Colóquio-Letras), chegou o momento de concretizar um dos objectivos estabelecidos no protocolo assinado em 2008 entre a Câmara Municipal de Sintra e o Espaço Llansol: o de realizar anualmente em Sintra as Jornadas Llansolianas, que poderão constituir ocasião e pretexto para pensar e discutir esta Obra aberta e inacabada.


Cartaz e Programa (clique para aumentar)

Um dos momentos fulcrais do Encontro deste ano, cujo programa já divulgámos aqui, é certamente o da publicação, pela Assírio & Alvim, do primeiro volume dos Diários saídos dos cadernos inéditos de Llansol, o Livro de Horas, que continuaremos a transcrever e editar. Cremos que este primeiro volume – Uma Data em Cada Mão –, que cobre os anos de 1972 a 1977, será, a vários títulos, uma surpreendente novidade editorial.


Tal como, a outro nível, o testemunho vivo deixado por Llansol num outro livro que lançaremos também em 3 de Outubro, e que transcreve as discussões de grupo que com ela fizémos em 2005-2006 em torno da noção de «Figura» nos seus livros (O que é uma Figura? - Diálogos com M. G. Llansol na casa da Saudação, Mariposa Azual).


As Jornadas de Sintra reunirão em 3 e 4 de Outubro alguns llansolianos conhecidos, de dentro e de fora, com contributos que se prevêem originais e debates que gostaríamos de ver animados pela presença de muitos dos leitores de Llansol.
Por isso, aqui fica o «Quem me chama» do Texto, e o nosso apelo: divulguem e apareçam em Sintra! Até porque, para além dos já referidos, haverá outros motivos de interesse e outras revelações:
Ilda David' expõe um número considerável de pinturas feitas para a segunda edição de Contos do Mal Errante (Assírio & Alvim, 2004), mas não incluídas nesse livro, e nunca expostas.


Pinturas de Ilda David'

E haverá, no Domingo à tarde, leituras de textos dos cadernos inéditos de Llansol, num cenário que tem por fundo a Serra de Sintra e como eco a voz escrita e dita, distante e sempre presente, de Maria Gabriela Llansol.


17.9.09

PRIMEIRAS JORNADAS LLANSOLIANAS DE SINTRA

As primeiras Jornadas estão em marcha! Dentro de dias daremos informações mais pormenorizadas.



(Clique nas imagens para aumentar)

10.8.09


Pedro Eiras, professor da Faculdade de Letras do Porto, escritor e arguto leitor do texto llansoliano, tem alguns artigos e comunicações disponíveis online. O autor reunirá brevemente em livro os seus textos sobre a Obra de Maria Gabriela Llansol. Entretanto, remetemos para os seguintes:

- Recensão crítica a Maria Gabriela Llansol, Os Cantores de Leitura, in Colóquio-Letras, ed. online, Lisboa, Gulbenkian, Setembro de 2008:

«Pourquoi faut-il renoncer à bénédiction? Maria Gabriela Llansol et Simone Weil» , in : Actas do Colóquio Internacional La voix des femmes dans les cultures de langue portugaise : penser la différence, Agosto 2007.

«Les années 70 ont-elles existé? À propos de Finita de Maria Gabriela Llansol», in: Actas online do Congresso La Valeur de la Littérature pendant et après les Années 70: Le Cas de l’Italie et du Portugal, Universidade de Utrecht, 11 a 13 de Março de 2002.


9.8.09

CASAS DE ESCREVER


Mais uma revista – a Foro das Letras, da Associação Portuguesa de Escritores-Juristas (Llansol era formada em Direito) – publica no seu nº 17-18 (Julho de 2009) três fragmentos dos cadernos inéditos, centrados nas «casas de escrever», acompanhados de um comentário de João Barrento, onde se lê:

Nas «casas de escrever», nas várias casas de escrita por onde Llansol passa e em que continuamente vai renascendo – desde a casa paterna na Rua Domingos Sequeira, em Lisboa, à da avó em Alpedrinha, do apartamento urbano de Lovaina ao quarto minúsculo da granja de Herbais, que tantos livros viu nascer e crescer –, as palavras escritas nos Cadernos (quase sempre a esferográfica, de diversas cores) animam-se para dar corpo aos «múltiplos seres em mim». São, desde os primeiros escritos de infância e juventude, agora também descobertos no imenso espólio, casas dentro de casas dentro de casas, como revela o segundo fragmento escolhido, e afinal sempre a mesma casa arquetípica, arcano central desta Obra, que contém a escrita e nela está contida. Casas repletas de objectos, mas em si mesmas vazias, como o «mundo desabitado», «espécie de deserto à minha volta», à espera de serem preenchidas, mobiladas com formas e sentidos vindos – na carroça que atravessa «as ruas do meu interior»! – de outros lugares, cidades interiores «onde a imagem estava plena».

(Clique na imagem para ler)

5.8.09

LLANSOL «POETA» NO SUL DE FRANÇA

Cristina Isabel de Melo (a tradutora de O Jogo da Liberdade da Alma e O Espaço Edénico para francês) traduziu e leu «poemas» de M. G. Llansol (estâncias de O Começo de um Livro é Precioso) no festival À la rencontre des Suds, em Frontignan. As seis «estâncias» llansolianas foram publicadas no nº 83/84 da série dos Carnets des Lierles (pode ler-se uma dessas estâncias, no original e em francês, clicando na imagem).


Em Frontigan, Cristina viveu um «encontro inesperado do diverso», e afinal do mesmo, com Martine Llansol, professora de francês e membro da linhagem catalã-provençal dos Llansol. Martine Llansol já se correspondera em tempos com Maria Gabriela, e chegou mesmo a enviar-lhe um dia o brasão dos Llansol, antiquíssima família occitânica.
Assim se tecem as coincidências e os laços em torno deste texto sempre surpreendente...