

A ÍNDICE evoca Llansol publicando alguns fragmentos dos Cadernos inéditos, e abre com um texto de Maria Etelvina Santos que ilumina os modos e os caminhos da escrita de Maria Gabriela Llansol:

Longa vida à ÍNDICE!



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18:10

Na entrevista que deu à revista LER-Livros e Leitores, publicada no último número (Setembro 2008), Eduardo Lourenço refere-se à Obra de Maria Gabriela Llansol como aquela em relação à qual sente que tem uma grande dívida a saldar, por não ter escrito mais demoradamente sobre ela. Com a clarividência e a acuidade que lhe conhecemos, o ensaísta acerta em cheio ao reconhecer o lugar ímpar ocupado por esta Obra no século XX pós-pessoano, considerando-a, por paralelo com a do próprio Pessoa, «o próximo grande mito literário português». Lapidar e fulgurante, também ele, ao assinalar nestes termos o lugar de Llansol na literatura portuguesa do últimno século. Até mesmo quando, de forma apenas mais estranha para quem o não saiba ler, fala da «seita» de admiradores, e desta Obra como «desagradável». O que se esconde por detrás de tais termos, e o conjunto do depoimento de Eduardo Lourenço confirma, é que estamos perante uma Obra que se pode dizer, em duplo sentido, «de eleição»: são poucos os que a escolheram e escolhem (o que pode ser ilusório, neste momento em que nos chegam com frequência notícias de novos entusiastas), acabando inevitavelmente por ser escolhidos por ela; e perante uma forma de escrita que nunca abdicou dos princípios que um dia, ao ver-se «sem normas» no panorama que a rodeava, para si mesma traçou, à margem do conforto a-problemático da tradição realista, do nosso sentimentalismo lírico de sempre e também de alguma dureza, toda mental, da herança modernista. Um dos mais arriscados – mas também mais desafiantes e gratificantes – desses princípios, para aquele tipo de leitor que este Texto criou, e a que chamou «legente», é o do «pacto de inconforto» (de «des-agrado», diz Eduardo Lourenço) que a Obra de Llansol pressupõe. Um pacto que não é súbito, que exige persistência e que acaba por se transformar em fonte de prazer e descoberta constante. O «mistério» deste encontro e desta entrega, explica-o a própria autora em Lisboaleipzig - O encontro inesperado do diverso: «se o coração persiste em ler, é porque há nele um fulgor estético que ilumina o próximo passo, e o faz apoiar no detalhe justo e irrecusável.» É também isto o que quer dizer Eduardo Lourenço quando conclui: «Quem a encontra é difícil não ficar fascinado por essa escrita.»
Reproduzimos a seguir as passagens sobre Llansol na grande entrevista de Eduardo Lourenço à LER.
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Jade - Cadernos Llansolianos
(Edição do GELL - Grupo de Estudos Llansolianos | 2005-07)
Números disponíveis
12. João Barrento / Maria Etelvina Santos, O arcano do espírito bravio. Leituras de Parasceve. 2007. 56 pp.
Fora da colecção:
Vivos no Meio do Vivo. 3º Colóquio Internacional M. G. Llansol. 20-24 de Julho 2005, Mourilhe (Trás-os-Montes). 2007. Caixa com quatro cadernos e um CD-Rom
Colecção Rio da Escrita
(Editora Mariposa Azual, Lisboa)
Volumes disponíveis
João Barrento, Na Dobra do Mundo. Escritos llansolianos. 2008. 372 p.
Maria Etelvina Santos, Como Uma Pedra-pássaro que voa. Llansol e o improvável da leitura. 2008. 272 p.
J. Barrento (org.), O que é uma Figura? Diálogos sobre a Obra de M. G. Llansol na Casa da Saudação. 2009. 160 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), «Nada ainda modificou o mundo...». Actualidade de Llansol. 2010. 131+24 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansol: A Luminosa Vida dos Objectos. 2012. 208 p. Com extratextos a cores e DVD (Esgotado)
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Pessoa e Bach na Casa de Llansol. 2013. 192 p. Com extratextos a cores
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Trans-dizer. Llansol tradutora, traduzida, transcriada. 2014. 232 p. Com extratextos a cores
J. Barrento (org.), «O Império dos Fragmentos». Llansol e a exigência fragmentária. 2015. 168 p.(Esgotado)
J. Barrento (org.), Llansol: «A Vocação do Exílio». 2016. 232 p.
Cristiana V. Rodrigues e J. Barrento (org.), Llansol e Spinoza: «Uma estética literária para a geometria». 2017. 255 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansoliana. Bibliografia activa e passiva 1952-2018. 2018, 143 p.
J. Barrento (org.), O Livro-Fonte. O Livro das Comunidades, 40 anos depois. 2018. 137 p.
João Barrento, Uma Contra-música. Novos escritos llansolianos. 2019. 596 p.
Eduardo Prado Coelho, «O único segredo é entrar». Diálogo com o Texto de M. G. Llansol. 2019. 144 p.
João Maria Mendes, Fulgorizações. Espaço edénico, realidade e fantástico na Obra de M. G. Llansol. 2019. 167 p.
J. Barrento (Org.), «Eu leio assim este Texto». O testemunho dos escritores. 2019. 128 p.
J. Barrento/Albertina Pena (Orgs.), A Escola dos Contra-grupos. Uma nova geografia pedagógica e social (Lovaina, 1971-1979). 2019. 230 p.
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Fora de colecção:
J. Barrento (org.), Europa em Sobreimpressão. Llansol e as dobras da História. Espaço Llansol / Assírio & Alvim, 2011. 213 p., ilustrações a cores. 24x27 cm. Com DVD.
Helena Vieira (org.) Caderno de Leituras. Selecção de artigos publicados na imprensa generalista portuguesa em torno de alguns livros de M. G. Llansol. Mariposa Azual, 2011, 35 p.
J. Barrento/ Maria Etelvina Santos (orgs.), Llansol: Uma vida de escrita. De Campo de Ourique... ao infinito (Fragmentos biográficos). Espaço Llansol/Junta de Freguesia de Campo de Ourique. 2018, 379 p., ilustrado.
Ilse Pollack/João Barrento/Maria Etelvina Santos, Os Rostos do Tempo. Almanaque Llansol. Edição Espaço Llansol, 2018 (almanaque perpétuo, ilustrado).
[Encomendas dos livros da Mariposa Azual pelo e-mail lena.mariposa@gmail.com. Pagamento por transferência bancária para o IBAN:
PT50 0007 0005 0054 8430 0057 4.
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«CADERNOS DA LETRA E»
(com textos inéditos de M. G. Llansol)
Llansol. Uma vida de escrita. 2013. 12 p.
O Regresso de Jade. Amar Um Cão, de M.G. Llansol, lido aos mais pequenos por Hélia Correia. 2013. 22 p., extratextos a cores
(com textos inéditos de M. G. Llansol)
Números disponíveis:
Oh, oh, oh, a Casa da Avó. # 3, 2017. 16 p. + extratexto
«A caixa de leitura». Llansol legente. # 5, 2018, 40 p.
A escola das Árvores. # 6, 2018, 40 p.
Hölderlin: Poemas / Caminhos de Hölderlin em Llansol. # 7, 2018, 20 p. + extratexto
«A áspera matéria do enigma»: M. G. Llansol e Fernando Echevarría. # 8, 2019, 24 p.
Llansol: O contrato com o Vivo. # 10, 2019, 24 p.
«O Litoral do Mundo». O «caminho da água» e a matéria portuguesa na Obra de Llansol. # 11, 2019, 28 p.
«O timbre da estrela». Contos juvenis de M. G. Llansol. # 12, 2019, 28 p.
«Um texto que é um rio...» Entrevista [Radiodifusão Portuguesa, 1997]. # 13, 2019, 24 p.